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VOCÊ ENTENDE DE GESTÃO DE RISCOS PATRIMONIAIS?

11.05.2020
Gestão de Riscos Patrimoniais MDS

A Gestão de Riscos Patrimoniais vai muito além de coberturas ou indenizações. Trata-se de um processo dividido em fases que requer análise profunda dos negócios e muito conhecimento técnico.
Confira a entrevista abaixo, com a colaboração dos executivos Caio Carvalho¹ e Willians Cruz² e descubra as curiosidades, etapas e funcionalidades desta solução.


  1. Na sua visão, qual a principal função da Gestão de Riscos Patrimoniais?

CAIO: Entende-se por Gestão de Riscos Patrimoniais o processo de identificar, avaliar e priorizar os riscos que envolvem uma organização a fim de minimizar, monitorar e controlar a probabilidade e/ou o impacto de eventos imprevistos.


  1. Conforme o próprio nome já diz, a Gestão de Riscos Patrimoniais protege o patrimônio das empresas. Mas quais os tipos de riscos que podem ser tratados por esse processo?

WILLIANS: A Gestão de Riscos Patrimoniais protege a saúde financeira e estrutural das empresas ao assegurar danos indenizáveis, entretanto, esta ferramenta também ajuda, de forma indireta, a minimizar danos não indenizáveis.

Para entender melhor a diferença entre essas duas classes de danos, abaixo segue um breve resumo:  

A) Indenizáveis: perdas que podem ser contidas ou minimizadas com ressarcimento financeiro, tais como:

  • Prejuízos patrimoniais: onde os danos afetam a estrutura física de uma empresa. Incêndio em armazéns, escritórios, maquinários, etc.

  • Prejuízos financeiros: São as perdas que afetam o capital da empresa e o fluxo de caixa.

B) Não indenizáveis: São basicamente aquelas perdas ligadas à imagem e mercado da empresa ante do sinistro. 


De forma objetiva, quando há um sinistro, o cliente com uma apólice bem contratada terá ressarcimento de todos os seus prejuízos, inclusive lucros cessantes. Entretanto, a eventual perda de mercado, reputação e outros impacto indiretos não podem ser indenizados, o que torna o gerenciamento de Riscos Patrimoniais ainda mais essencial.


  1. Pode-se dizer que a Gestão de Riscos Patrimoniais é mais eficaz para alguns segmentos do mercado do que para outros?

CAIO: De forma alguma. Nem todos sabem, mas a Gestão de Risco Patrimoniais é um processo muito versátil e pode ser aplicado a diversas empresas — de grandes indústrias e comércios a pequenas atividades varejistas, por exemplo.


  1. Em geral, quais são os eventos mais comuns em Riscos Patrimoniais?

WILLIANS: os riscos são diversos, mas podemos destacar alguns dos mais frequentes:

  • Incêndios: segundo dados do relatório Global Risk Dialogue³ divulgados em matéria da revista Apólice, os incêndios são a principal causa de perdas corporativas e responsáveis por mais da metade do montante de sinistros de Property nos últimos cinco anos.

  • Riscos naturais: de acordo com a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), somente em 2020, mais de 2 mil alertas de desastres naturais já foram disparados para todo o Brasil. Eventos como vendavais, chuvas e alagamentos são grandes fontes de prejuízo tanto para pessoas físicas quanto para empresas.

  • Riscos de crimes contra o patrimônio: roubos, tumultos, greves, etc. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2019, o Brasil registrou 76.711 roubos a estabelecimentos comerciais no ano de 2018, e dentre as ocorrências, 18.217 aconteceram no estado de São Paulo.


  1. Historicamente falando, o mercado brasileiro ainda enxerga os seguros empresariais como uma despesa, e não como um respaldo ou investimento. Na sua opinião, os seguros de Riscos Patrimoniais ainda são vistos dessa maneira pelos empresários do País?

CAIO: Aos poucos, a visão dos brasileiros em relação aos seguros e soluções patrimoniais tem mudado. Pode-se dizer que grandes empresas já estão mais cientes da importância desses recursos, enquanto os empreendimentos menores ainda se mostram mais resistentes a adquiri-los.

  1. Em  uma avaliação preliminar, quais são os impactos da atual pandemia no setor de Gestão de Riscos Patrimoniais? Você acredita que este tipo de solução pode ajudar as empresas a enfrentarem este momento de incerteza e instabilidade?

CAIO: Ainda que os prejuízos provenientes da atual pandemia não sejam indenizáveis, o cenário tem desempenhado um papel importante de conscientização. Aos poucos, nota-se que empresas já respaldadas pelos programas de Gestão de Riscos voltados à continuidade dos negócios têm conseguido manter suas atividades, enquanto outras menos preparadas têm sofrido mais.


  1. Quais são as principais etapas que envolvem o processo de Gestão de Riscos Patrimoniais?

CAIO: São cinco etapas principais:

  1. Identificação do risco: fase do projeto na qual os riscos são descobertos e suas prováveis consequências começam a ser desenhadas. 

  2. Análise do risco: após a identificação dos riscos, esta é a hora em que as probabilidades e consequências atreladas a cada um começam a ser traçadas. Para isso, é preciso contar com uma equipe técnica capaz de compreender a natureza dos riscos mapeados e o potencial que eles têm para afetar as metas e os objetivos das companhias. 

  3. Avaliação ou classificação do risco: é o momento de medir a magnitude do risco a fim de determinar se este é aceitável ou se é sério o suficiente para garantir o tratamento. 

  4. Tratamento do risco: também conhecida como Planejamento de respostas a riscos, esta é a etapa em que a equipe técnica avalia os riscos mais bem classificados da empresa e define um plano para tratá-los ou modificá-los para que se tornem aceitáveis. Também neste momento são criadas as estratégias de mitigação de risco, os planos preventivos e os planos de contingência.

  5. Monitoramento e análise do  risco: fase de acompanhamento, rastreamento e revisão dos riscos.


  1. Em poucas palavras, qual é a verdadeira importância de mapear riscos antes que eles aconteçam?

WILLIANS: Ao mapear os riscos que envolvem o dia a dia de uma empresa, podemos orientar seus líderes a agirem preventivamente e tomarem decisões com base em informações seguras. Assim, a maioria dos problemas é minimizada e, com isso, diminuem-se as chances da organização enfrentar danos financeiros, físicos, sociais e de reputação.

  1. Qual a diferença entre um seguro de Riscos Patrimoniais e uma Gestão de Riscos Patrimoniais?

CAIO:  esses conceitos são complementares e, na MDS, eles caminham juntos.
Para que um seguro de Riscos Patrimoniais seja contratado com sucesso e disponha de coberturas adequadas, é necessário que a empresa passe por uma análise, na qual suas necessidades e riscos serão identificados com precisão. E o trabalho não para por aí: mesmo após a contratação do produto, recomenda-se que uma equipe especializada faça o monitoramento  dos riscos da organização e esteja preparada para propor uma medida de tratamento e/ ou mitigação caso alguma das ameaças mapeadas se torne um verdadeiro sinistro.
A  MDS conta com uma equipe técnica capacitada para fornecer aos clientes um atendimento consultivo e próximo antes, durante e depois da contratação dos seguros.

  1. E quais são as coberturas que um seguro de Riscos Patrimoniais costuma oferecer?

WILLIANS: uma das grandes vantagens do seguro de Riscos Patrimoniais é o fato de ele ter múltiplas coberturas extras que podem ser contratadas conforme a necessidade de cada negócio.

Incêndio, raios, explosão e queda de aeronaves são as coberturas básicas inclusas em qualquer apólice, mas, além dessas, é possível adquirir:

  • Lucros cessantes

  • Alagamento

  • Equipamentos eletrônicos

  • Painéis, anúncios luminosos e letreiros

  • Subtração de valores

  • Subtração de bens e mercadorias

  • Perda ou pagamento de aluguel de imóvel

  • Tumultos

  • Quebra de vidros

  • Derrame de sprinklers

  • Danos elétricos

  • Vendaval / Impacto de veículos

  • Despesas fixas

  • Contaminação e deterioração de mercadorias em ambientes frigorificados

  • Recomposição de registros e documentos



E muito mais.

Estas foram algumas definições relacionadas ao mundo da Gestão de Riscos Patrimoniais compartilhadas sob a visão de dois dos nossos especialistas. Ficou interessado em blindar o seu negócio? Então, entre em contato conosco e agende uma avaliação técnica.
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_________________

¹ Caio Carvalho é Diretor de Riscos Empresariais na MDS Brasil
² Willians Cruz é Superintendente de Sinistros na MDS Brasil
³ Relatório consolidado e divulgado pela Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS)






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