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SINISTROS: COMO TRATAR NA PRÁTICA

04.12.2019
SINISTROS: COMO TRATAR NA PRÁTICA
Os sinistros são fatalidades que circundam toda e qualquer empresa. Em um instante, uma ameaça tratada como mera hipótese pode se transformar em um problema real que vem acompanhado de prejuízos a diversas frentes da companhia. Em casos extremos, estas consequências podem até levar ao encerramento de suas atividades.

Como especialistas em Gestão de Risco, nós da MDS já falamos sobre os programas gerenciamento que oferecemos, mas o que fazer quando o sinistro realmente acontece? Chegou a hora de conhecer nossos bastidores e conferir histórias de sucesso. Continue a leitura!
 
Sinistro e tipos de prejuízo

No dicionário do segurador, sinistro é todo evento que causa prejuízos a um bem segurado, entretanto, como se sabe, nem todo bem é material. Por essa razão, além conhecer os seguros, programas e ferramentas de contenção de ameaças existentes, é importante segmentar a natureza das perdas que elas acarretam.

A) Indenizáveis: perdas que podem ser contidas ou minimizadas com ressarcimento financeiro. São:
  • Prejuízos patrimoniais: quando os danos afetam a infraestrutura física de uma companhia. Eventos em galpões, escritórios, maquinários e outras ferramentas ou espaços de trabalho pertencem a esta classe.
  • Prejuízos financeiros: o tipo de perda mais frequente e mais comumente associado às demais categorias. Ocorre quando o sinistro afeta o capital, fluxo de caixa, orçamento, balanço e outras bases financeiras de uma empresa.
B) Não indenizáveis: perdas que não podem ser remediadas com valores financeiros, mas podem ser contidas ou previstas a partir de contratação de um programa contínuo de análise de risco. São:
  • Prejuízos à reputação: caracterizados pelas consequências geradas à imagem da empresa e de seus funcionários, líderes, acionistas e demais stakeholders. Escândalos e vazamentos de informações são algumas das principais causas deste tipo de perda.
  • Prejuízos ao relacionamento: quando o sinistro afeta a relação com clientes, prospects e outros players do mercado que consomem a marca e costumam advogar em favor da empresa. Exposição de dados e problemas no atendimento ou entrega dos serviços tendem a ocasionar este tipo de problema. 
Tratando o risco na prática:

O que fazer para que os prejuízos citados acima não se concretizem? É para isto que existem os processo de gerenciamento de risco. Complexos, os processos geralmente são divididos em etapas que se iniciam antes de qualquer perda acontecer. Mas mesmo quando o risco chega a impactar a empresa, ainda é possível minimizá-lo e até revertê-lo, e para isso, é essencial contar com ajuda especializada, poder de análise e olhar atento.

Na fase de regulação de sinistro, muitas informações e dados são compartilhados pelo segurado para viabilizar a apuração da causa, natureza e extensão dos prejuízos. "E enquanto grande parte desses dados tramita formalmente via e-mails ou documentos,  o restante é coletado em reuniões e vistorias. Por esta razão. a equipe responsável pela análise do sinistro deve ser especializada, consultiva e atenta a cada detalhe”, explica Caio Carvalho, Diretor de Riscos Empresariais.

Para ilustrar este processo, Caio relembra um case de Responsabilidade Civil em uma indústria metalúrgica que teve desfecho positivo graças à atenção e ao nível técnico da equipe MDS. Na situação descrita, o cliente havia produzido mercadorias fora das especificações técnicas estabelecidas, gerando uma perda da ordem de R$ 1 milhão. Após um levantamento de informações, o time conseguiu captar detalhes importantes que permitiram que o processo fosse reanalisado e indenizado. "A partir de uma minuciosa análise, demonstramos que as perdas eram, na verdade, danos diretos decorrentes da mão de obra empregada na desmontagem do equipamento final. Nossa ação mitigou um prejuízo significativo ao nosso cliente e abriu espaço para melhorarmos o gerenciamento do risco futuramente”, destaca o Diretor. 

A experiência da equipe também foi determinante para resolver um sinistro patrimonial – um incêndio ocorrido em uma indústria de algodão. Durante o processo de carregamento para o setor de  produção, um dos fardos de algodão iniciou um incêndio que se alastrou para os demais, ocasionando um prejuízo da ordem de R$ 850 mil.  "Inicialmente, a análise dos peritos indicava que o evento era decorrente de combustão espontânea, no entanto, depois de um estudo detalhado das evidências liderado pelo nosso time de sinistros em conjunto com a seguradora, captamos detalhes e chegamos a um desfecho positivo para nosso cliente”, explica Caio.  
 
Sinistro em quatro dicas:

Que tal aprender algumas atitudes básicas para tomar diante de um eventual sinistro? Acompanhe as dicas abaixo:
  1. Agir imediatamente. Contactar o segurado a fim de instruí-lo e assessorá-lo é um procedimento muito importante nos primeiros momentos da ocorrência do sinistro. Este contato é apropriado para indicar ações de mitigação e minimização de perdas e preservar  bens e itens não danificados.
  2. Realizar o registro fotográfico do evento. Fotografias atuam como importantes provas.
  3. Não iniciar as atividades de reparo dos danos sem prévia autorização. Ações não autorizadas podem comprometer os indícios que comprovam a ocorrência do sinistro, além de prejudicar eventuais indenizações.
  4. Contribuir com a regulação. Permitir que os representantes da seguradora e corretora acessem o local/ contexto da ocorrência é fundamental para garantir uma análise correta e um levantamento aprofundado de todos os dados necessários à resolução do problema. 
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