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SUA EMPRESA CONHECE OS RISCOS DA GESTÃO DE TERCEIRIZADOS?

20.07.2020
Gestão de Terceirizados MDS Brasil

A Lei º 13.467, também conhecida como a Reforma Trabalhista, completou dois anos e, desde então, celebra-se também a regulamentação das atividades terceirizadas no Brasil. Antes disso, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), de 1943, dispunha apenas de menções acerca de pequenas empreitadas e subempreitadas em seus artigos 455 e 652. Para os moldes da época, este tipo de situação era peculiar; o que difere da modernização das relações de trabalho atuais.

Desde a consolidação da Reforma Trabalhista, que permitiu também a terceirização das atividades-fim nas empresas, este modelo de contratação de trabalho aumentou consideravelmente. Segundo o levantamento mais recente do IBGE sobre o tema, as contratações terceirizadas já representam 22% dos postos de trabalho formais no país. 

Esses números refletem uma tendência global de outsourcing: de acordo com o Information Service Group (ISG), os valores dos contratos terceirizados naquele mesmo ano em todo o mundo chegavam à marca dos US$ 47,8 bilhões. Outro dado do levantamento que chama a atenção são as áreas mais contratadas: TI e Infraestrutura, o que revela um movimento de terceirização de cargos cada vez mais estratégicas para o desenvolvimento dos negócios.

Pensando nessa nova realidade, conversamos com Caio Carvalho, Diretor de Riscos Empresariais na MDS Brasil, para compreender melhor como essa transformação afeta as atividades das empresas. Confira esse bate-papo sobre Gestão de Riscos junto às empresas que já realizam ou pretendem começar a fazer sua Gestão de Terceirizados.

1. 
Do ponto de vista dos riscos empresariais e dos seguros existentes para mitigá-los, como enquadrar o funcionário terceirizado nessa análise?

CAIO
: Para efeitos de seguros empresariais, o terceiro não é uma ilha isolada dentro da operação, mas parte integral dela. Profissionais terceirizados vêm sendo inseridos em nichos específicos, desenvolvendo projetos específicos junto às equipes e conquistando um posicionamento cada vez mais estratégico dentro das empresas. Neste cenário, a empresa deve considerá-lo um funcionário como qualquer outro para efetuar suas análises de riscos e projeções para proteção corporativa.

2. Há riscos específicos para as empresas que decidem contratar mão de obra terceirizada?

CAIO: Os riscos que as empresas assumem incorporando terceirizados são muito parecidos com os riscos assumidos na contratação de um colaborador CLT. O que muda é a estratégia que as empresas precisam adotar para avaliar e conter esses riscos, já que ambos, terceirizados e celetistas, podem atuar em seu core business. 

3. Pensando nessa equiparação entre celetistas e terceirizados, quais são os principais riscos que as empresas devem avaliar?

CAIO: Os riscos dos negócios são os mesmos. Eles devem ser identificados, avaliados e controlados no ambiente de trabalho, considerando sua estrutura física e operacional. As responsabilidades da empresa são as mesmas tanto para seu quadro de funcionários celetistas quanto para seus terceirizados, e as seguradoras já enxergam os terceiros como equivalentes a funcionários. Entre os principais riscos empresariais passíveis de coberturas securitárias estão:

  • Riscos Físicos: acidentes de trabalho e incidentes que envolvam falhas na estrutura física da empresa ou de segurança laboral. Tudo o que ocorrer nas dependências da companhia ou a serviço dela.

  • Riscos Jurídicos: processos trabalhistas ou da esfera civil. Se um profissional terceirizado sofre algum tipo de assédio dentro da empresa, ela pode ser diretamente responsabilizada, mesmo que a ação seja movida por um ME e não por uma pessoa física.

4. Existe algum risco financeiro na contratação e gestão de terceirizados?

CAIO: Seria prematuro traçar uma conjuntura de possíveis riscos financeiros para a gestão de terceirizados. Ao contrário de outros países, a terceirização de todas as atividades é relativamente muito nova no Brasil e estamos tateando esse caminho.  
Estamos vivendo um momento de aprendizado, principalmente na contratação de MEs para projetos e funções estratégicas do negócio. Aos poucos, amadurecemos os modelos de contrato e os elaboramos de maneira cada vez melhor para essas novas necessidades de mercado.

5. Pensando nessas posições mais estratégicas, como funciona a proteção à informação e confidencialidade junto aos terceirizados?

CAIO: Da mesma forma que essa relação é tratada com qualquer outro colaborador. Terceirizados também têm um contrato de prestação de serviço e, neles, pode haver as cláusulas que disponham sobre as obrigações do CNPJ contratado, políticas de confidencialidade e regras de compliance, assim como as diretrizes de acesso à informação privilegiada e uso de equipamentos. Cada empresa deve delimitar este aspecto internamente.

6. Como a Gestão de Terceirizados é vista pelo mercado brasileiro? Há adesão?

CAIO: As empresas mais competitivas e com grandes quadros de funcionários encaram a Gestão de Terceirizados de forma natural, como uma etapa necessária para sua organização interna. Há uma adesão considerável do mercado a essa prática administrativa e a tendência é que ela aumente conforme a terceirização avance no país .

7. Como a MDS pode ajudar a controlar riscos na Gestão de Terceiros?

CAIO: Em primeiro lugar, a MDS atua em uma análise primordial, que é a da exposição a riscos que um prestador de serviços está sujeito trabalhando para a empresa. Existem casos, por exemplo, como o segmento de telefonia, em que terceirizados ou eventualmente quarteirizados estão na linha de frente do core business. São eles que visitam clientes, fazem instalações do produto final e reparos nas residências dos consumidores, e, por isso, trabalhando muito mais expostos aos riscos da operação do que uma equipe interna de colaboradores CLT.

Pensando em situações como essa, em que uma empresa tem completa responsabilidade pelo prestador terceirizado e também pelo serviço que é prestado por ele, a MDS analisa todos os riscos, de ponta a ponta do negócio, e desenvolve uma apólice personalizada e segmentada para a empresa como um todo. É uma espécie de apólice guarda-chuva. 

8. Para quais negócios esse tipo de solução da MDS é indicada?

CAIO: Independentemente do segmento do negócio, toda empresa que gerencia seus riscos e protege suas operações deve considerar a adoção de uma apólice de Responsabilidade Civil com coberturas que contemplem seus colaboradores e também prestadores de serviço.


Estes foram alguns insights sobre os riscos presentes na Gestão de Terceirizados, compartilhadas sob a visão de nosso especialista. Ficou interessado em resguardar seu negócio? Então, entre em contato com a MDS para saber como podemos ajudar. 

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