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LIGA-DESLIGA: COMO O PAY-PER-USE TRANSFORMA O DIA A DIA DOS CONSUMIDORES

15.01.2020
LIGA-DESLIGA: COMO O PAY-PER-USE TRANSFORMA O DIA A DIA DOS CONSUMIDORES
Você já deve ter sido impactado por conceitos como economia compartilhada e consumo consciente em algum momento da sua rotina diária, certo? Ideias como essas têm ganhado cada vez mais espaço no cotidiano, e como consequência, o comportamento da sociedade tem se transformado dia após dia. Vamos aos exemplos: antes adepto fiel do carro particular, o consumidor urbano tem diversificado suas formas de deslocamento entre caronas, transportes públicos, corridas por aplicativo e até mesmo veículos alternativos, como patinetes e bicicletas; Da mesma forma, o tradicional sonho da casa própria financiada e quitada começa a abrir espaço para o contrato de aluguéis descomplicados e estadias ao estilo Airbnb, e assim por diante. 

Nas palavras do publicitário e jornalista carioca Paulo Eduardo Dubiel, "consumidores são aqueles que têm necessidades, e clientes são os que têm suas necessidades atendidas”. E sendo assim, o que o mercado tem feito para  atender e fidelizar clientes em meio a esta nova dinâmica de comportamento  e consumo? Em resposta a este contexto, a lógica Pay-as-you-use ou Pay-per-use (PPU) chegou com tudo e tem mostrado que é possível vivenciar um modelo de economia no qual os usuários são livres para pagarem por seus produtos e serviços à medida que os utilizam, sem qualquer compromisso com planos e contratos complexos. 


Startups: as precursoras do PPU

Disruptivas por natureza, as startups têm surgido em larga escala nos últimos anos, entretanto, o nascimento das primeiras de sua espécie datam de meados do fim do século XX – época marcada pela famosa bolha da internet. Em geral, elas nascem da junção de um grupo de pessoas que trabalham alocadas em estruturas de baixo custo para desenvolver um modelo de negócios repetível e escalável que gere valor.  E por atuarem em um cenário de incertezas, sempre no limite de seus budgets, é frequente que organizações como estas não enxerguem os serviços, coberturas e benefícios tradicionais – a exemplo de planos de saúde, vale-transporte e seguros de vida – como investimentos tão viáveis no dia a dia empresarial. Em poucas palavras, estas empresas inovadoras já nascem conhecendo de perto as dificuldades de não se ajustarem à dinâmica engessada de consumo e, por isso, criar e consumir serviços pay-as-you-use é para elas um movimento natural e  orgânico.

O já citado Airbnb, que hoje é um negócio de grande sucesso a nível mundial, ilustra bem a realidade descrita acima. A ideia do empreendimento cujo nome é uma abreviação de "Air, bed and breakfast” ("ar, cama e café da manhã” em tradução livre), surgiu de uma dificuldade genuína: os estudantes americanos de design Nathan Blecharczyk, Brian Chesky e Joe Gebbia viram-se sem dinheiro para pagar o aluguel do apartamento onde moravam, em São Francisco, Califórnia e, como alternativa, aproveitaram o período de uma conferência de designers na cidade para oferecer seu próprio apartamento como pousada para viajantes, no esquema de "pagamento por tempo de permanência”. A experiência, que trouxe as negociações para o ambiente mobile e rendeu boas histórias e trocas entre os hóspedes, se transformou no modelo de negócio que, atualmente, está presente em mais de 30 mil cidades e 192 países. 


Quando o pay-per-use cruza com os seguros

Conforme mencionado, embora os seguros sejam um investimento essencial para afastar sinistros e prejuízos, nem sempre esta despesa cabe no orçamento ou na cultura de todas as empresas quando são disponibilizados somente nos formatos mais tradicionais. E para confirmar esta ideia, nada melhor do que observar as insurtechs. Seguindo os passos das fintechs, elas já nascem no ambiente securitário e buscam trazer à tona modelos de seguros capazes de revolucionar o setor por meio de dados, inteligência e ferramentas tecnológicas que tragam mais personalização e melhor custo-benefícios aos consumidores. Cada vez mais familiarizadas com a dinâmica de pagamento por uso, estas empresas já têm surpreendido o mercado desde que a Superintendência de Seguros Privados (Susep) liberou a criação de seguros "liga-desliga” no Brasil, em agosto de 2019. 

Embora as startups tenha sido as primeiras a "surfar na onda do liga-desliga”, há também empresas tradicionais atentas à tendência do pagamento mediante uso que, inclusive, já estão empenhadas em colocar soluções neste estilo à disposição do mercado, mesmo sem pertencerem ao ecossistema de startup. A MDS é um grande exemplo de casos como estes: baseada em tal modo de pensar, a companhia lançou um seguro de Acidentes Pessoais intermitente desenvolvido para o iFood em parceria com a MetLife. Com ele, os parceiros de logística estarão cobertos enquanto estiverem logados, realizando entregas e, em caso de acidentes, o produto cobre desde despesas médicas e odontológicas até uma garantia financeira para a família. A criação desta solução foi fundamentada em um estudo aprofundado da rotina e das necessidades dos entregadores. 

No entanto, a caminhada em direção a soluções cada vez mais inovadoras não parou por aí. Além de desenvolver produtos sob medida para os novos consumidores do momento, a MDS também tem apostado na ampliação de seu parque tecnológico e firmando parcerias com empresas e marcas que têm o mesmo o desejo de transformar as regras do mercado e trazer inovação, personalização e satisfação aos clientes. 

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Fontes:

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