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DIA INTERNACIONAL DA MULHER: ELAS TRANSFORMAM O MUNDO

08.03.2020
DIA INTERNACIONAL DA MULHER: ELAS TRANSFORMAM O MUNDO
O Dia Internacional da Mulher está relacionadas às lutas trabalhistas femininas que atravessaram desde a Revolução Russa até as manifestações por melhores condições de trabalho nos Estados Unidos, incluindo o fatídico episódio do incêndio na Fábrica Triangle Shirtwaist. A tragédia ocorrida em  março de 1911, em Nova York, vitimou 129 trabalhadoras (que executavam seus serviços em condições precárias) e mudou definitivamente os rumos das relações e condições de trabalho modernas.

Por isso, mesmo inserida atualmente em um contexto de homenagens à figura feminina, é importante lembrar que o Dia Internacional da Mulher marca um histórico de lutas femininas ao redor do mundo, iniciado ao final do século XIX e que persiste até os dias de hoje. Lutas essas que permitiram e encorajaram a trajetória de mulheres notáveis até os dias de hoje. Afinal, o processo de empoderamento feminino é um ato contínuo. 

Mulheres Inspiradoras


Muitas das conquistas femininas se devem aos esforços de inúmeros rostos desconhecidos. Mas, algumas personagens de nossa história moderna ajudam a expressar a coragem, a dedicação e o talento das mulheres que são - e as que ainda serão -  motores das transformações sociais. Conheça algumas delas:

Leopoldina Ferreira Paulo


Primeira mulher a doutorar-se pela Universidade do Porto, Leopoldina tem seu retrato no Salão Nobre da Reitoria da mesma escola desde outubro de 2019. Sua imagem materializa o esforço da academia portuguesa para contar a história das universidades de maneira a integrar a presença feminina. É um exemplo de "lugares de memória", expressão derivada  do trabalho de Pierre Nora, que combatem a amnésia cultural e ajudam a transformar a sociedade. Há mais sobre esta conquista no vídeo narrado pela pelas vozes de Fátima Vieira e de Susana Barros (Unidade de Cultura da U.Porto). 

Frida Khalo


A curta e intensa vida da famosa pintora surrealista mexicana fascina mesmo após sua morte, seja pelo ímpeto e originalidade de suas obras, como pela autenticidade e força de sua personalidade incomparável, à frente de seu tempo. 

Mesmo enfrentando uma infância debilitada pela poliomielite e as terríveis consequências de um gravíssimo acidente de trânsito na adolescência, a artista passou longos  períodos entre a vida e morte. Inúmeras e dolorosas cirurgias a prenderam por longas temporadas à cama, mas Frida transformou sua dor em arte e que influencia artistas ao redor do mundo até hoje. Ela também passou sua vida inserida em lutas políticas e inaugurou uma quebra de estereótipos relacionados ao inalcançável padrão feminino de beleza.

Ellen Johnson Sirleaf

 
O legado de Ellen Johnson Sirleaf, primeira mulher eleita chefe de estado de um país africano e vencedora do prêmio em 2011, é descrito no site do Prêmio Nobel de forma contundente:  "As mulheres geralmente sofrem mais quando surgem guerras e conflitos. Ao mesmo tempo, sua oportunidade de influenciar eventos durante conflitos geralmente é severamente limitada. Os direitos das mulheres e a plena participação nos processos democráticos são importantes para garantir uma paz duradoura. Na Libéria, sangrentas guerras civis devastaram o país entre 1989 e 2003. Em 2005, dois anos após o silêncio das armas, Ellen Johnson Sirleaf foi eleita presidente da nação. Como a primeira chefe de Estado a ser eleita democraticamente na África, ela trabalhou para promover a paz, a reconciliação e o desenvolvimento social e econômico" (tradução livre). Ellen é inspiração da Libéria para o mundo, na luta contra a violência e pela democracia.

Nadia Comaneci


Um dos principais ícones da história do esporte mundial é uma mulher. À época em que conquistou a primeira nota 10 concedida em uma disputa olímpica de ginástica artística, a romena Nádia Elena Comăneci tinha apenas 14 anos. Seu feito memorável aconteceu nos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976. 

O peso de sua determinação e disciplina no esporte pode ser medido em prêmios: ao longo de sua carreira acumulou cinco medalhas olímpicas de ouro e 1 de bronze, além de mais 39 medalhas de ouro em campeonatos nacionais e internacionais.

Atualmente, Nadia tem uma renomada academia nos Estados Unidos ao lado de seu marido, o também ex-ginasta, medalhista de ouro, Bart Conner.  Ela ainda arrecada fundos para ações de caridade e mantém uma clínica que leva seu nome em Bucareste, capital da Romênia. A instituição atende crianças e idosos carentes em seu país natal.


Coco Chanel


A prova de que a moda pode revolucionar o mundo é a trajetória da francesa Gabrielle Bonheur Chanel, ou Coco Chanel, como ficou eternizada. Apesar de sua infância difícil (quando perdeu a mãe e foi colocada em um orfanato pelo seu próprio pai), não hesitou em dar asas aos seus icônicos chapéus, criações estilísticas e seus perfumes que tornaram atemporais e ditam as tendências mundiais, mantendo uma forte influência nas composições e coleções modernas.

Chanel se destacou em um universo até então predominantemente masculino, através de peças que se destacam por seu minimalismo e elegância. De quebra, elas ainda derrubaram os excessos remanescentes do século XIX e que ainda persistiam na moda feminina do início do século XX. 

Ousada, corajosa e sem se limitar pelos padrões da época, Coco Chanel inventou as primeiras calças femininas: ela gostava de montar cavalos e isso era bem complicado de se fazer de saias e vestidos esvoaçantes da época. Empoderada, viveu muitos amores, frequentou a alta sociedade francesa e deixou seu legado naquela que, hoje, continua uma das maiores grifes da indústria da moda.

Aretha Franklin


A Rainha do Soul, nasceu em 1942, no Tennessee, EUA, e faleceu em 2018, após 8 anos de luta contra um câncer. No entanto, seu legado musical e humanitário perdurarão para inspirar mulheres de todo o mundo. Dona de uma flexibilidade vocal incomparável, Aretha Franklin foi considerada a maior cantora de todos os tempos pela Revista Rolling Stones.

Além da sua avassaladora discografia e incontáveis premiações musicais e honrarias recebidas em vida, também devemos nos lembrar de Aretha Franklin pelo seu ativismo pelos direitos humanos. A artista foi considerada "A voz da América Negra” e "A voz do Movimento dos Direitos Civis” por causa de papel de destaque na luta pela igualdade racial nos Estados Unidos. Sua versão de 1967 da canção Respect, de Otis Redding, é considerado um verdadeiro hino pelo empoderamento da mulher negra.

Ester Cerdeira Sabino e Jaqueline Goes de Jesus


Guarde bem esses dois nomes, pois elas já fazem parte da história da ciência brasileira:  Ester Cerdeira Sabino, professora do IMT-USP, e  Jaqueline Goes de Jesus, pesquisadora de pós-doutorado da Faculdade de Medicina da USP, foram as cientistas que lideraram a decodificação de coronavírus no Brasil em fevereiro de 2020.

O mais impressionante: o feito aconteceu em incríveis 48 horas após a confirmação do primeiro paciente infectado no Brasil. Geralmente, os mesmos resultados são obtidos, em média, em 15 dias em outras partes do mundo.

 A incrível rapidez do trabalho de Ester e Jaqueline junto aos pesquisadores do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo, Instituto Adolfo Lutz (IAL) e da Universidade de Oxford é fundamental para rastrear a origem do vírus e da pandemia mundial. 

Com essas informações, cientistas de todo o mundo, que estão lutando contra o relógio, poderão acessar uma espécie de histórico do vírus analisado no Brasil e rastrear sua origem. Graças ao trabalho dessas mulheres, o mundo está mais perto de desenvolver novas estratégias de contenção e combate ao vírus que está assustando o planeta. 

Marta


Um símbolo da força e da garra da mulher brasileira, a alagoana Marta Vieira da Silva, ou simplesmente, Marta, é a jogadora de futebol mais premiada do mundo. 

Além de receber o prêmio de Melhor Jogadora do Mundo pela FIFA por nada mais, nada menos do que seis vezes, a atacante também se tornou a maior artilheira da Seleção Brasileira somando 118 gols vestindo a camisa amarela (recorde absoluto considerando as categorias feminina e masculina). Marta ainda soma outras medalhas e honrarias, mas um de seus maiores feitos é sua intensa luta pela igualdade de gênero no esporte. 

Na Copa do Mundo de Futebol, realizada em 2018 na Rússia, a jogadora entrou nos gramados usando uma chuteira preta exibindo apenas as listras rosa e azuis, símbolo do movimento Go Equal.  Seu protesto denunciou não apenas a falta de patrocínio para as equipes de futebol feminino, como a disparidade dos valores investidos em estrutura e salários entre as equipes masculinas e femininas que atuam em um mesmo esporte. 

Em 2019, Marta, que já era Embaixadora da Boa Vontade na ONU Mulheres, foi nomeada pelo secretário-geral da instituição como uma de suas Defensoras dos Objetivos De Desenvolvimento Sustentável.

Outras histórias de mulheres e transformações como as descritas acima podem ser lidas na edição de novembro de 2019 da National Geographic. É uma ótima leitura para marcar a data de hoje. A luta por direitos iguais pressupõe conhecimento, troca de experiências e difusão por todas as esferas da sociedade. 

Ações para inclusão de mulheres em cargos de liderança


No mundo corporativo, em especial no setor dos seguros, a pauta é acompanhada de perto pela a AMMS (Associação de Mulheres do Mercado de Seguro).  A associação inaugura sua agenda de 2020 com  o evento Protagonismo e Diversidade - A Mulher no corporativo, que acontecerá no próximo dia 11 de março na Casa Itaim Vila Bisuti, em São Paulo, às 17h30. 

Pela primeira vez, as palestras serão transmitidas ao vivo no Auditório da Escola de Negócios e Seguros, no Rio de Janeiro, e também no Auditório do SINCOR-PR, em Curitiba, possibilitando a troca de experiência e networking entre profissionais dos três estados.

Essa será uma oportunidade única para ouvir as palestrantes e suas trajetórias de sucesso, além de imergir em temas urgentes como as transformações necessárias para ações efetivas de inclusão de mulheres negras em cargos de liderança. 

Os participantes terão a oportunidade de aprender com a experiência das CEOs, Diretoras, Presidentes de alguns expoentes do mercado de seguros e resseguros. Além disso, eles terão a oportunidade de conhecer mais sobre a diversidade empresarial com a participação Maristella Iannuzzi, Consultora da ONU Mulheres.


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