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COMO PREVENIR RISCOS À SAÚDE DO TRABALHADOR NO SETOR METALÚRGICO?

25.09.2020
Soluções metalmecânicas MDS

Diante do amplo rol de riscos à saúde do trabalhador no setor metalúrgico, os números são alarmantes: de 2012 a 2018, foram 4,26 milhões de acidentes de trabalho e 15.840 mortes no país. E, embora as empresas estejam redobrando esforços para prevenir ocorrências, muitas ainda não adotam medidas com base no diagnóstico da situação atual em cada operação, para equilibrar os investimentos dedicados à saúde ocupacional e ao bem-estar dos colaboradores.

Em síntese, o mapeamento desses acidentes, por meio do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), é um ponto-chave para mitigar riscos futuros. Isso porque, além das inestimáveis perdas humanas, há ainda o prejuízo financeiro com 335 milhões de dias de trabalho perdidos, devido aos afastamentos e às internações de longa permanência. 

Aliás, tais estatísticas preocupantes também refletem os desafios para gerir os casos críticos nas indústrias do Sul, cujas fatalidades ainda afetam a imagem e as contas das empresas, fatores que podem ser atenuados com políticas de saúde e segurança no ambiente de trabalho. Por exemplo, após o falecimento de um operário, uma das metalúrgicas de Caxias do Sul foi interditada, para voltar a funcionar mediante a adequação às normas regulamentadoras. 

Os riscos à saúde do trabalhador no setor metalúrgico frente à pandemia

Somando-se a esse cenário dos acidentes, que já é gravíssimo, há os efeitos colaterais ocasionados pela covid-19 no segmento metalmecânico. Com a expressiva queda na demanda, foi preciso paralisar as atividades, antecipar férias e adotar planos de contingência. Agora, passados os primeiros meses da crise que afetou a cadeia logística, a tendência é de retomada na indústria metalúrgica, com leve alta no faturamento e no nível de ocupação.

Nesse escopo, os gestores têm buscado alternativas para otimizar custos, mitigar riscos operacionais e superar os percalços impostos pela emergência sanitária. Com isso, evidencia-se a atuação estratégica do RH como um fator decisivo para conscientizar equipes, prevenir acidentes e administrar afastamentos. Logo, a gestão integrada de serviços de saúde pode ser uma importante aliada para viabilizar essa retomada na indústria metalmecânica.

Os 5 principais riscos à saúde do trabalhador no setor metalúrgico

Os processos de fabricação, extração, fundição e tratamento das ligas e metais, por si só, representam riscos ao lidar com os respectivos maquinários e insumos. Portanto, pensando em saúde ocupacional, é primordial analisar os riscos laborais e corresponder às normas de segurança, visando resguardar as pessoas e a própria empresa, inclusive no que tange a minimizar eventuais repercussões negativas de medidas previdenciárias.

Abaixo, elencamos cinco exemplos em que a exposição prolongada a determinadas condições trazem riscos à saúde do trabalhador no setor metalúrgico:

  1. Ruídos acima dos níveis de tolerância

Os ruídos advindos dos maquinários podem ocasionar perda auditiva, dores, irritabilidade e redução na concentração. Por isso, vale redesenhar o layout das instalações para providenciar o devido isolamento acústico, além de fornecer protetores auriculares e estabelecer rotinas de rodízio entre as equipes.

  1. Calor excessivo

Ao derreter os metais, as temperaturas elevadas podem causar - ou potencializar - inúmeros problemas, como: desidratação, cansaço, fraqueza, desmaio, dores musculares, irritabilidade, ansiedade e, até mesmo, depressão. Em contrapartida, os sistemas de ventilação e exaustão adequados, as barreiras isolantes e outras mudanças na planta podem atenuar tais efeitos, juntamente com o estímulo à hidratação.

  1. Fumaça

Considerando que há diferentes níveis de toxicidade, conforme a substância geradora da fumaça, sua inalação pode levar a tontura, desconforto, sufocamento, intoxicação respiratória e irritação nas vias aéreas, nos olhos e na pele. Dessa forma, é imprescindível dispor de ventilação e exaustão apropriadas, programar manutenções periódicas nas máquinas e garantir o uso das máscaras de proteção com respiradores.

  1. Produtos químicos

A eventualidade da inalação ou da ingestão acidental de produtos químicos, como os solventes, pode causar lesões na garganta, no pulmão e no estômago. Assim, simultaneamente ao uso dos equipamentos de proteção individual (EPIs), é essencial capacitar os profissionais quanto ao manuseio adequado dos materiais.

  1. Ergonomia

Certas atividades, realizadas de modo contínuo e por muitas horas, podem ocasionar Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT). Junto aos intervalos durante a jornada de trabalho, é importante implementar a ginástica laboral e a conscientização postural.

Adicionalmente, é preciso seguir à risca as normas voltadas para a segurança do trabalho na indústria metalúrgica, entre elas: NR-3 (embargo ou interdição), NR-5 (CIPA), NR-6 (EPI) e NR-12 (máquinas e equipamentos).

A propósito, na websérie do Sesi-RS, o Dr. Drauzio Varella fala de segurança e saúde, destacando que os acidentes, as doenças crônicas e os riscos psicossociais interferem na produtividade, o que inclui o absenteísmo e o presenteísmo. Diante disso, as ações de medicina ocupacional, que abrangem a prevenção de ocorrências, podem ser determinantes para promover ganhos substanciais, em termos de motivação e qualidade de vida.


Como mitigar os riscos à saúde do trabalhador no setor metalúrgico?

Contar com um programa de gestão de saúde é vital para mitigar efetivamente os riscos à saúde do trabalhador no setor metalúrgico. Nessa perspectiva, também é crucial lançar mão da análise preditiva para antecipar eventuais problemas, estudando os perfis dos colaboradores por meio das técnicas de business intelligence, reiterando assim o compromisso de cuidar das pessoas e evitar os acidentes.

Por sinal, a gestão de saúde igualmente pode contribuir para possibilitar a atuação estratégica do RH e equilibrar questões orçamentárias, o que reflete em inúmeras instâncias, a citar: 

  • Previne acidentes ao mapear riscos;

  • Reduz os custos com afastamentos;

  • Reforça a imagem institucional;

  • Fideliza os colaboradores;

  • Retém talentos;

  • Reduz o turnover;

  • Aumenta a produtividade;

  • Gera saving.

E, em tempos de coronavírus, além dos riscos à saúde do trabalhador no setor metalúrgico que são inerentes ao desempenho das funções, a emergência sanitária da covid-19 requer a adoção de medidas adicionais, como a testagem e a aferição da temperatura corporal. Aliás, enquanto aguardamos a distribuição em massa da vacina, é necessário redobrar os cuidados com higiene e segurança no trabalho.

Por fim, agora que falamos sobre como mitigar riscos à saúde do trabalhador no setor metalúrgico, vale lembrar que a gestão de saúde da MDS contempla diversas soluções para auxiliar o RH na condução do bem-estar do quadro funcional. Em outras palavras, trata-se de balizar o investimento no capital humano, com ações estratégicas: 

  • Análise dos riscos, comportamentos e perfis dos beneficiários;

  • Campanhas de prevenção e promoção à saúde;

  • Mais integração entre os dados de saúde ocupacional (exames, atestados etc.) e assistencial (planos de saúde);

  • Auditoria de contas para controle de custos; 

  • Gestão da sinistralidade;

  • Gerenciamento de casos críticos;

  • Soluções para o uso racional dos convênios;

  • Redesenho do modelo atual de saúde;

E muito mais!

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