Seguro das informações estratégicas é privilégio de poucas empresas

Seguro das informações estratégicas é privilégio de poucas empresas

Seguro das informações estratégicas é privilégio de poucas empresas

Por Jacques Goldenberg – Diretor da MDS Insure Brasil

Em meio a manchetes cada vez mais presentes nos cadernos de economia sobre retração, inflação e estagflação, o medo aumenta e os investimentos desaparecem. Além da queda no movimento dos negócios – que gera diminuição da produção e das vendas – cresce a preocupação com os recebíveis. A procura de fianças bancárias para processos tributários enfrenta taxas de juros elevadas e a possibilidade  de ataques cibernéticos completam o quadro negativo.

Diante desse quadro, o empresariado brasileiro tem vivido em meio à tensão. O primordial nesses momentos é a busca pela mitigação de riscos. É aí que entra o mercado de seguros, que tem como principal função neutralizar riscos. A lista de mecanismos usados para esse fim vai desde o seguro de crédito e o seguro garantia para grandes empresas até o setor de benefícios para pessoa física que passa pelos tradicionais seguro de vida, saúde, odontológico, entre outros.

Cabe ao alto escalão das empresas certificarem-se de que todos os bens estão segurados, inclusive as informações estratégicas das companhias estão à prova de ataques virtuais. Em 2013 foram investidos cerca de 1,4 bilhão de dólares nesse setor e, para este ano, espera-se que o número vá para além dos 2 bilhões. Um dos principais investimentos realizados por empresas diz respeito à segurança cibernética.

Sabendo que hackers se atualizam com mais rapidez que os softwares de segurança, investimentos do tipo podem tirar a empresa de um grande sufoco. Vale ressaltar que o desejo por serviços do tipo ainda não é tão alto no Brasil. Cerca de 66% dos brasileiros se preocupam com alguma imprevisão do futuro, porém apenas 31% de fato tomam alguma atitude, colocando o país como o 12º no mundo que mais investe em seguros.

A diferenciação dos tipos de cliente, para que o atendimento tenha qualidade e personalização garantidas é o grande desafio do mercado. É preciso adaptar a transferência de riscos a cada situação, já que as necessidades e características não são semelhantes.

O cenário, as possibilidades e as perspectivas são responsáveis por determinar o apetite por cada riscos e, em alguns casos, essa fome está diminuindo. Há seguradoras que, cada vez mais, optam por não operar grandes riscos, por exemplo. Em contrapartida cresce o interesse pelo setor de benefícios. Como no caso da gastronomia as tendências são sazonais. Uma mostra de que seguros e comida têm aparentemente algo em comum.

E o papel da corretora de seguros?

Apesar de parecer complexo, o serviço pode ser explicado em um passo a passo de tarefas, como a receita de um bolo.

Para o crescimento do mercado no Brasil foram necessários alguns ingredientes. Agregar mais consumidores atentando para o crescimento do poder de consumo de camadas de baixa renda, buscar novas tecnologias e criar regulamentos flexíveis são básicos para uma fórmula de sucesso. O que vem criando dinâmica à receita é a entrada de empresas estrangeiras no mercado nacional, forçando as empresas a buscarem novas alternativas, novos sabores para enfrentar a concorrência.

Inclusive, o país se colocou como o maior mercado aberto ao capital estrangeiro entre os 21 outros países emergentes. Assim, podem-se encontrar vários tipos de seguro em franca expansão no Brasil. Um deles é o seguro garantia judicial, que deve aumentar em 10% ainda este ano – como consequência do custo das fianças bancarias e enfrentando a restrição de crédito e os juros altos.

É parte da receita aquele ingrediente secreto que faz o bolo crescer e se tornar ainda mais saboroso. No caso do mercado de seguros, o que justifica o crescimento dos negócios também é a baixa penetração dos produtos de seguros e a existência de nichos poucos explorados. Ou seja, ainda há uma série de temperos a serem descobertos nesse universo, mostrando que vale a pena investir na área.

A cereja do bolo está no fato de que esse cenário se tornou em terreno fértil para a existência de projetos diferentes e criativos, o que fez o país ficar posicionando no 2º lugar no pódio em pagamento de prêmios, perdendo somente para a Índia. Tudo para ser uma receita de sucesso.

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