O que são riscos ambientais e como prevenir?

O que são riscos ambientais e como prevenir?

O que são riscos ambientais e como prevenir?

O rompimento das barragens de Fundão e Santarém entre os municípios de Mariana e Ouro Preto em Minas Gerais, em 2015, considerado o maior desastre ambiental do Brasil segundo o Ibama, é um exemplo de risco catastrófico, cuja probabilidade é pequena, porém de alta gravidade, ou seja, grandes prejuízos.

A frequência de um acontecimento deste porte é baixa, porém suas consequências são tão severas que causam danos irreparáveis às comunidades, pânico, mortes, danos à natureza, contaminação e impacto nacional e internacional. Por este motivo, contar com a fiscalização dos órgãos governamentais responsáveis de forma mais eficiente pode ajudar as empresas a terem foco no levantamento e tratamento dos seus riscos potenciais, seja atuando em prevenção, tratamento ou transferência para uma apólice de seguros.

No país, a legislação trabalhista determina que as organizações públicas e privadas implementem um conjunto de ações que visem à preservação da saúde e da integridade dos funcionários, além da proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. De acordo com a Norma Regulamentadora 09, da PPRA, são considerados riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nas áreas de trabalho que, em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição são capazes de causar danos à saúde dos empregados. Contaminação do solo, dos mares, rios e lagos, poluição atmosférica, entre outros, também são fatores que podem causar danos ao meio ambiente e, consequentemente, pessoais e materiais a terceiros, além da perda de imagem e receita da empresa.

Mesmo adotando o gerenciamento de risco, independentemente do segmento de atuação, qualquer instituição está sujeita a problemas inesperados. Por isso, é fundamental contratar um seguro ambiental, que tem ganhado destaque por sua funcionalidade e coberturas. “A repercussão da catástrofe em Minas Gerais despertou a preocupação de muitos empresários com relação aos danos ambientais. Muitos alegam que é um seguro caro, porém os custos de uma eventual indenização compensam o investimento. Nesta modalidade não há acidente que seja de pequena relevância, tendo em vista que o seguro possui coberturas amplas garantindo o reembolso por prejuízos decorrentes de danos corporais e materiais causados a terceiros, custo de limpeza, incluindo avaliação, investigação, remediação e monitoramento ambiental, além de honorários advocatícios para defesa do segurado nas esferas civil e criminal”, explica Maiyumi Izumi, Gerente de Riscos Empresarias da MDS.

O maior desastre ambiental no país, por exemplo, resultou em perdas muito maiores do que o proposto em uma apólice de seguros, que tem um Limite Máximo de Garantia (LMG), estipulado pelo segurado, amenizando os prejuízos financeiros pertinentes à indenização. “No entanto, as perdas que a empresa sofre com danos à imagem, à reputação, perdas de contrato e de mercado são muito mais significativas. Além disso, a apólice de seguro é parte de um escopo do gerenciamento de riscos da empresa, onde, independentemente de se ter uma ou não, o tratamento, acompanhamento e mitigação dos riscos é fator primordial para a percepção clara das empresas em relação à sua exposição e consequências”, ressalta.

Contratação de seguro

No Brasil, o seguro ambiental é relativamente novo e não é obrigatório. “Chegou ao país em 2005, e foi a partir deste ano que efetivamente começou a ser comercializado em território nacional. A aceitação é muito tímida se comparada ao ramo de property e outras modalidades de seguro. O maior desafio é o amadurecimento cultural para a contratação deste tipo de apólice”, afirma Maiyumi.

Para se obter uma cotação desse tipo de seguro, a seguradora precisa ter um conhecimento profundo sobre a organização de modo geral. Todos os detalhes são fundamentais para a análise e cálculo da probabilidade dos riscos ambientais do negócio e suas responsabilidades, bem como para propor um plano eficaz de gerenciamento e de soluções para os problemas encontrados. Afinal, a seguradora precisa ter uma visão clara dos potenciais impactos ambientais decorrentes de determinada operação industrial, prestação de serviços ou até mesmo transporte de cargas para subscrever uma apólice para o risco proposto.