Navio da Maersk Honam sofre acidente

Navio da Maersk Honam sofre acidente

Navio da Maersk Honam sofre acidente

Fomos informados, por meio de um importante parceiro da companhia, a BSI Serviços Internacionais, da ocorrência de um acidente de navegação envolvendo o navio porta-containers de grande porte Maersk Honam, inaugurado em outubro de 2017 e que faz a linha regular entre portos asiáticos e europeus.

Por volta das 12h20 (15h20 GMT) da última terça-feira, 6 de março, o navio Maersk Honam, então em trânsito de Singapura para Suez, navegava ao sudeste da Índia quando sofreu explosão seguida de incêndio no interior de um de seus porões.

O acidente aconteceu a 390 milhas náuticas a oeste da Ilha Agatti, mar das Laquedivas, sudoeste da Índia, e a aproximadamente 900 milhas náuticas ao sudeste de Salalah, Omã.

O Maersk Honam carregava 7.860 containers a bordo, o que corresponde a 12,416 TEU (demonstrando que a maioria das unidades são containers de 40 pés). Há cargas destinadas ao Brasil, com mais de 200 containers possivelmente tendo como destino os portos brasileiros.

A tripulação do Maersk Honam era composta por 27 pessoas. Ainda em 6 de março, a empresa MRCC Mumbai realizou o resgate imediato de 23 tripulantes, que foram conduzidos pelo navio Als Ceres para Kochi (porto mais próximo, a cerca de 650 MN do local do acidente). Um dos tripulantes, infelizmente, não resistiu às queimaduras e faleceu. Outros quatro ainda estão desaparecidos, com chances mínimas de ainda estarem com vida. No mesmo dia, o navio ICG shoor foi desviado para prestar assistência adicional.

A Guarda Costeira Indiana lidera, neste momento, as operações de resgate e combate ao incêndio e reporta que boa parte da carga incendiada é de produtos inflamáveis líquidos e sólidos. No momento, apenas o navio GC 12 (MMSI 419001028) é a única embarcação trabalhando no socorro e combate ao fogo.

Esforços adicionais de resfriamento e combate ao incêndio foram conduzidos em Port Louis, sendo prudente esperar que quantidade significativa de água tenha sido lançada no interior do porão para controlar a situação. Não há previsão para a retomada da viagem.

Como resposta à emergência, a Maersk acionou o mecanismo administrado pelo ramo de arbitragem de salvamento da Lloyd’s of London (SAB), mediante formulário LOF (Lloyd’s Open Form) e invocando a sua cláusula SCOPIC, celebrados para a remuneração e contribuição equitativa dos componentes da aventura marítima (casco, bunkers, cargas e containers).

Por conta dos alegados altos custos até agora incorridos com o salvamento do navio e demais providências para a extinção do incêndio, os armadores proprietários do navio Maersk Honam decidiram declarar avaria grossa.

​Os árbitros reguladores nomeados foram os Srs. Richards Hogg Lindley (RHL – Londres).

Ainda não se sabe o nível (percentual) da contribuição provisória estimada. Caso algum porão tenha sido deliberadamente alagado para a contenção do fogo (hipótese que julgamos altamente provável), então, os danos de avaria grossa poderão ser severamente altos.

Todos os casos relacionados aos clientes MDS já estão mapeados e as medidas cabíveis tomadas.