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MDS no CONARH 2018

MDS no CONARH 2018

Gustavo Quintão ministrará a palestra “Saúde 4.0: novas tecnologias e inovações para as empresas”, no dia 14 de agosto às 15 horas.

Você já parou para pensar em como o RH pode ter influência direta nas finanças ou reputação de uma empresa? O departamento tem ao seu dispor um banco com informações valiosas sobre seus funcionários, e por meio da análise deste banco, é possível melhorar a gestão de risco de saúde de cada empresa, além de prever melhor a auditoria de contas hospitalares, ou até mesmo reduzir a tributação previdenciária dos clientes.

“O banco de RH das empresas dita comportamentos, tendências de riscos, padrões de consumo, entre outros hábitos importantes de seus funcionários. Analisar esses dados ajuda a entender quem são os seus colaboradores, e pode contribuir também para a retenção de grandes talentos na companhia”, explica Gustavo Quintão, Diretor de Benefícios da MDS Brasil.

O executivo estará presente no Fórum de Saúde Corporativa, lançado na edição 2018 do CONARH 2018 – o Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, que ocorrerá no São Paulo Expo durante os dias 14, 15 e 16 de agosto. A MDS, pela primeira vez, será uma das patrocinadoras do evento, que é considerado um dos maiores do mundo quando se trata da discussão de gestão de pessoas. Gustavo ministrará a palestra “Saúde 4.0: novas tecnologias e inovações para as empresas”, no dia 14 de agosto, às 15 horas. A companhia quer contribuir para o Congresso mostrando toda a sua vanguarda e expertise em produtos únicos no mercado.

O CONARH tem como objetivo compartilhar conhecimento e provocar reflexões sobre os temas mais atuais em gestão de pessoas e desenvolvimento humano. A MDS quer dividir com o público presente como é possível aumentar a performance dos funcionários de uma empresa por meio de um melhor conhecimento do seu banco de talentos.

“A área de Recursos Humanos pode se tornar protagonista de ações que vão desde a gestão de saúde ao simples estímulo à análise e conhecimento do público que trabalha na companhia”, ressalta Quintão. Para o Diretor, participar do Congresso é uma ótima oportunidade de mostrar as possibilidades que as empresas têm a ganhar ao voltarem seus olhares para novas tecnologias. Ganha-se em bem-estar dos funcionários, saúde financeira da companhia e até em reconhecimento no mercado. “Temos uma missão de trazer soluções customizadas aos clientes. A MDS montou um escopo de produtos que nenhuma outra corretora tem”, destaca.

O IMPACTO DO DIGITAL NO SETOR SEGURADOR

O IMPACTO DO DIGITAL NO SETOR SEGURADOR

“O desafio é sermos capazes de explicar coisas complicadas”

Christophe Antone é o primeiro diretor para a Área Digital na corretora de seguros MDS. Temos como desafio explicar o complicado dos contratos de seguros de forma friendly”.

“O digital não é uma moda, mas uma forma de servir o negócio; é um meio e não um fim”. A frase é do novo diretor para a Área Digital do Grupo MDS, multinacional portuguesa líder na corretagem de seguros e consultoria de riscos. A era digital é já uma realidade em todas as indústrias e os seguros estão mais à frente do que outros setores de atividade devido à complexidade e responsabilidade inerentes. Antone quer alavancar o negócio no mercado digital e promover ferramentas de ‘e-commerce’e tem uma estratégia.

Antes de mais, os seguros digitais vão permitir simplificar os contratos. “É incontornável, entramos na procura da simplificação e da rapidez. Se não formos capazes de explicar um seguro a uma criança de cinco anos não atingimos os nossos objetivos. Temos de explicar as coisas de forma simples aos clientes, para quem os seguros são uma necessidade”, adianta o especialista, que enfatiza que “o digital é um risco mas também uma oportunidade para simplificar a nossa oferta”.

Na relação entre clientes e produtores o digital “irá transformar a cadeia de valor. Tudo será modificado desde o início porque as tecnologias digitais permitem-nos classificar e identificar as melhores ofertas para os nossos clientes. Permitem-nos criar novas ofertas via internet e dentro de um modelo totalmente transparente. Será
algo novo na relação que temos com os nossos fornecedores porque vamos solicitar-lhes produtos à medida dos nossos clientes e também será novo no modelo de distribuição junto dos clientes”.

Aliás, o digital vai contribuir positivamente para a rentabilidade do setor. Um exemplo paradigmático “é o sistema pay as you drive nos seguros auto, em que os clientes pagam um prêmio de seguro consoante a utilização, ou mesmo o dos carros autônomos, onde se esperam muito menos acidentes porque os carros podem identificar e evitar obstáculos”. Um outro aspeto realçado por Antone é o fato de o digital, dentro da cadeia de valor dos seguros “permitir otimizar um certo número de processos que hoje sofrem com redundâncias e que no futuro serão mais rápidos. Será feito não por bots, mas por automatismos”. Acrescenta que o setor terá menos colaboradores, sendo que esse não é o objetivo da transformação, mas antes “libertar tempo e recursos para que os colaboradores
possam responder a necessidades relevantes dos segurados e que um computador não pode suprir”. O digital
vem também facilitar o emergir de novos tipos de seguros, tanto no setor automóvel, com o aluguer de viaturas entre particulares, assim como seguros para novos usos de habitação. “Vão ser criadas novas ofertas e do lado dos corretores haverá exigências perante as seguradoras de que haverá necessidade de criarem novas ofertas”.

E sobre a inteligência artificial e a utilização progressiva de bots, o diretor da MDS diz existirem experiências
que estão a ser desenvolvidas pelos grandes grupos seguradores para colocarem a funcionar modelos a partir de chatbots, mas “no curto prazo não poderá haver substituição da compreensão, do conhecimento e da inteligência emocional por parte dos chatbots”. Mas, frisa, “em contrapartida os chatbots vão permitir mais tempo útil. Podemos
imaginar a gestão de um conjunto de atividades simples que podem ser feitos pela tecnologia e que vão libertar tempo para que os colaboradores se concentrem em coisas que poderão não ter concorrência por parte dos robôs. A inteligência emocional repito, é impeditiva dessa substituição”.

Mas será que a revolução tecnológica será idêntica na banca e nos seguros? Christophe Antone diz que há diferenças. “Os bancos são mais transacionáveis e os seguradores funcionam num outro registo pois respondem a uma promessa
de serviço depois de identificarem uma necessidade e encontrarem a solução”.

FUTURO NAS INSURTECH
E quando se fala da era digital é incontornável tratar do tema das insurtech, as empresas tecnológicas que se dedicam a criar modelos de transformação no setor segurador. “Constatei o entusiasmo que existe pelas insurtech portuguesas, são empresas com ideias brilhantes que podem ajudar no objetivo da transformação. E desde que sejam
integradas na nossa cadeia de valor, vão ampliar a promessa de serviço. Num segundo nível as insurtech vão antecipar disrupções”, afirma.

Os seguros do futuro serão simplificados. “Os clientes não querem entrar na complexidade dos nossos produtos, pelo contrário, o que querem é, de uma forma instantânea via dispositivos móveis, poderem segurar o carro ou a partilha
do carro, a viagem no aeroporto, ou o animal de estimação apenas com uma foto. O contrato terá de ser simples, instantâneo e transparente, e para conseguir estes objetivos temos agora as melhores ferramentas que nos oferece a era digital. Através de plataformas de distribuição temos acesso ao mercado e ao cliente. O centro de contato
terá de estar operacional durante 24 horas/ dia e deve poder incluir igualmente uma presença física nas instalações do corretor, quando necessário. A função do corretor na era digital é agilizar a informação base nos vários canais que o cliente usou, tanto via net como via a sua própria rede física de contato com o cliente”. As plataformas colaborativas irão permitir seguir a via zero-papel, sendo que a MDS tem vindo já a trabalhar nesse sentido através da implementação de soluções junto dos clientes, nomeadamente no acesso às várias versões dos documentos necessários para os contratos, minimizando a utilização de papel. Contudo, Antone não acredita no nível zero papel no futuro imediato.

Nas empresas o grande desafio coloca-se a nível dos processos, diz o gestor. “A MDS desenvolveu um conjunto de iniciativas que nos permite estarmos totalmente integrados ao nível dos processos com os clientes e isso faz-se via net ou via aplicações”.

ESTRATÉGIA DA MDS
“Em termos preditivos temos de explorar e ter em atenção as novas tecnologias, atuando com modelos disruptivos por antecipação”, diz Antone. A MDS integra várias tecnologias “não porque são digitais mas porque fazem sentido no nosso negócio. Desde logo queremos identificar as necessidades do cliente, que podem ser de seguros de habitação, saúde, automóvel ou caça, entre muitas outras, e de seguida procurar a melhor oferta ou, em alternativa, termos a capacidade de criar as soluções que ainda não existem para aquele tipo de cliente”.

Fonte: Jornal Económico

MDS confirma presença no RIMS 2018

MDS confirma presença no RIMS 2018

A MDS tem uma vontade que a move, a de querer ir mais longe e poder atendê-lo onde quer que esteja. Por isto, nos dias 16 à 20 de abril, executivos da MDS participarão da conferência anual do RIMS | Risk Management Society 2018 no Centro de Convenções Henry B. Gonzalez, em San Antonio – Texas, onde terão acesso às novidades do setor.

Considerado o maior evento da indústria seguradora a nível mundial, o Risk and Insurance Management Society trará à discussão os novos modelos de gestão de riscos. O evento foi separado em grandes temas: Big Achievers, Big Solutions, Big Connections, Big Results e Big Ideas.

O primeiro tema terá 3 grandes palestrantes que falarão sobre como chegaram até o ponto mais alto da carreira deles. O segundo trata-se do maior marketplace no mundo com as empresas líderes do mercado e as inovadoras que estão mudando a forma de fazer negócio apresentando soluções para todas as necessidades. Terão também 4 eventos para networking além das apresentações educacionais. Serão workshops, exames de certificação e aulas que tem início nesta sexta feira, dia 13 e vão até sexta feira, dia 20. O Big Ideas tem como foco apresentações de 20 minutos sobre os mais diversos temas.

O RIMS é uma organização sem fins lucrativos que representa mais de 3.500 entidade corporativas, industriais, de serviços e governamentais do mundo. A entidade possui aproximadamente 11.000 profissionais de riscos localizados em mais de 60 países.

Você pode saber mais sobre o programa do RIMS Go Big 2018 acessando:

https://www.rims.org/RIMS2018/Attendee/Documents/RIMS18_Con_Program_single.pdf

Navio da Maersk Honam sofre acidente

Navio da Maersk Honam sofre acidente

Fomos informados, por meio de um importante parceiro da companhia, a BSI Serviços Internacionais, da ocorrência de um acidente de navegação envolvendo o navio porta-containers de grande porte Maersk Honam, inaugurado em outubro de 2017 e que faz a linha regular entre portos asiáticos e europeus.

Por volta das 12h20 (15h20 GMT) da última terça-feira, 6 de março, o navio Maersk Honam, então em trânsito de Singapura para Suez, navegava ao sudeste da Índia quando sofreu explosão seguida de incêndio no interior de um de seus porões.

O acidente aconteceu a 390 milhas náuticas a oeste da Ilha Agatti, mar das Laquedivas, sudoeste da Índia, e a aproximadamente 900 milhas náuticas ao sudeste de Salalah, Omã.

O Maersk Honam carregava 7.860 containers a bordo, o que corresponde a 12,416 TEU (demonstrando que a maioria das unidades são containers de 40 pés). Há cargas destinadas ao Brasil, com mais de 200 containers possivelmente tendo como destino os portos brasileiros.

A tripulação do Maersk Honam era composta por 27 pessoas. Ainda em 6 de março, a empresa MRCC Mumbai realizou o resgate imediato de 23 tripulantes, que foram conduzidos pelo navio Als Ceres para Kochi (porto mais próximo, a cerca de 650 MN do local do acidente). Um dos tripulantes, infelizmente, não resistiu às queimaduras e faleceu. Outros quatro ainda estão desaparecidos, com chances mínimas de ainda estarem com vida. No mesmo dia, o navio ICG shoor foi desviado para prestar assistência adicional.

A Guarda Costeira Indiana lidera, neste momento, as operações de resgate e combate ao incêndio e reporta que boa parte da carga incendiada é de produtos inflamáveis líquidos e sólidos. No momento, apenas o navio GC 12 (MMSI 419001028) é a única embarcação trabalhando no socorro e combate ao fogo.

Esforços adicionais de resfriamento e combate ao incêndio foram conduzidos em Port Louis, sendo prudente esperar que quantidade significativa de água tenha sido lançada no interior do porão para controlar a situação. Não há previsão para a retomada da viagem.

Como resposta à emergência, a Maersk acionou o mecanismo administrado pelo ramo de arbitragem de salvamento da Lloyd’s of London (SAB), mediante formulário LOF (Lloyd’s Open Form) e invocando a sua cláusula SCOPIC, celebrados para a remuneração e contribuição equitativa dos componentes da aventura marítima (casco, bunkers, cargas e containers).

Por conta dos alegados altos custos até agora incorridos com o salvamento do navio e demais providências para a extinção do incêndio, os armadores proprietários do navio Maersk Honam decidiram declarar avaria grossa.

​Os árbitros reguladores nomeados foram os Srs. Richards Hogg Lindley (RHL – Londres).

Ainda não se sabe o nível (percentual) da contribuição provisória estimada. Caso algum porão tenha sido deliberadamente alagado para a contenção do fogo (hipótese que julgamos altamente provável), então, os danos de avaria grossa poderão ser severamente altos.

Todos os casos relacionados aos clientes MDS já estão mapeados e as medidas cabíveis tomadas.

MDS Natal 2017: festa de confraternização promove a integração

MDS Natal 2017: festa de confraternização promove a integração

A MDS Brasil realizou sua festa de confraternização no dia 17/12, no Espaço Vila Primavera, em São Paulo. A festa reuniu pela primeira vez, os colaboradores de todos os seus escritórios: São Paulo, Rio de Janeiro, Blumenau, Curitiba, Jaraguá do Sul, Salvador e Recife. A celebração contou ainda com a presença do CEO da MDS Group, José Manuel Dias da Fonseca, e da COO Jacqueline Legrand, que abrilhantaram a festa com um discurso inspirador de agradecimento.

Relembrando os principais momentos do ano, houve uma retrospectiva onde os colegas de Portugal desejaram boas festas, fortalecendo ainda mais a união da MDS Group. Como forma de homenagear os destaques do ano, ocorreu também a entrega de prêmios nas seguintes categorias: MDS Team of the year, MDS Outstanding Contribution, MDS Employee of the year, MDS Champion e Programa Passaporte.

A premiação da categoria “MDS Team of the Year” foi para o time de Marketing. Luciana Gonçalves, Coordenadora de Inovação da área, comentou: “Ver o nosso trabalho reconhecido e honrado com a premiação de melhor time do ano foi algo gratificante para a equipe. Todo esforço para alcançarmos bons resultados no ano não seria possível sem a dedicação de todos integrantes”.

Maiyumi Izumi, Gerente de Riscos Empresariais, ganhadora do “MDS Employee of the Year” agradece: “ter meu trabalho reconhecido como colaboradora destaque do ano me faz acreditar que estou no caminho certo e atingindo os objetivos propostos. Não posso deixar de dedicar o prêmio à minha equipe, que me apoia todos os dias com dedicação e compromisso.”

A última categoria “Programa Passaporte” retribuiu ao esforço de três colaboradoras em 2017 com uma viagem para Portugal, para conhecer o escritório de Porto e Lisboa. “Ser premiada com uma viagem à sede do grupo foi simplesmente maravilhoso. Não tenho dúvidas de que será uma oportunidade única de aprimorar meus conhecimentos e compartilhar experiências com os colegas de Portugal, além do enriquecimento cultural que será adquirido. Obrigada MDS por este reconhecimento” – Giselle Vila Nova, Executiva de Contas de Riscos Financeiros do Rio de Janeiro e uma das selecionadas para o programa, agradece animada.

Durante toda a festa, os colaboradores dispunham de diferentes atrações. Havia impressão de caricaturas em canecas e fotos impressas em formato polaroid após a postagem no Instagram com a hashtag #mdsnatal17. Por fim, eles tinham a possibilidade de conhecer e testar uma alternativa sustentável à mobilidade urbana: a bicicleta elétrica da E-Moving.

Com esta festa, a MDS Brasil conseguiu tangibilizar as palavras do discurso de seu CEO, José Manuel, “Um general não vence nenhuma batalha sozinho, ele sempre estará apoiado por uma equipe, por um time…”.

 

A MDS e toda sua equipe desejam a todos boas festas!

Brokerslink, HighDome e Ed. como destaques em Londres

Brokerslink, HighDome e Ed. como destaques em Londres

É com muito orgulho que anunciamos as nomeações da Brokerslink e da HighDome para o European Risk Management Awards 2017 nas categorias de Broker Innovation of the Year e Captive Solution of the Year, respectivamente.

É uma honra, também, mencionar que a Ed., o corretor independente de referência no mercado ressegurador londrino, do qual somos acionistas, foi distinguida com dois prêmios Broker of the Year e Broking Initiative of the Year, na 6ª edição do Insurance Insider Honours.

O European Risk Management Awards é uma iniciativa conjunta da FERMA e da revista especializada londrina Commercial Risk Europe. Foi lançado em 2016 com o objetivo de premiar a excelência, inovação e os melhores desempenhos na gestão de risco a nível europeu.

Em 2017, a difícil escolha dos finalistas entre as mais de 114 inscrições de 50 empresas foi realizada por um grupo de juízes que representam algumas das maiores associações de gestão de risco de toda a Europa, num rigoroso e imparcial processo de seleção. A cerimônia de entrega dos prêmios será dia 6 de novembro, em Londres.

O Insurance Insider Honours é uma iniciativa promovida pela revista Insurance Insider, que procura reconhecer o trabalho daqueles que se distinguiram nas diferentes categorias a votação. Na cerimônia deste ano que decorreu em Londres em 7 de setembro estiveram presentes mais de 800 profissionais da indústria a nível mundial.

Este é mais um claro reconhecimento do excelente trabalho desenvolvido pelas empresas do universo MDS, que vêm sendo consolidadas como players de referência no mercado segurador mundial.

O que faz um broker de seguros?

O que faz um broker de seguros?

O desafio do broker de seguros é criar uma cultura de gerenciamento de riscos dentro da empresa com base em dados analíticos e investimento em tecnologia e informação

O mercado de seguros no Brasil está crescendo e passa por um período em que produtos e serviços são cada vez mais personalizados para atender às necessidades de cada empresa. Entender esse mercado nem sempre é tarefa fácil e, para facilitar a intermediação entre o segurado e o segurador, entra em cena o broker de seguros. O termo é derivado do francês broceur e significa “pequeno comerciante”. A expressão também é utilizada para dar nome a uma empresa ou grupo de pessoas que atuam como facilitadores em uma transação.

Condições, prazos dos contratos, coberturas e garantias: o broker está bem preparado para fazer todas essas análises, atuar como consultor, avaliar riscos recorrentes na empresa e ajudar, principalmente, nas decisões de seus gestores. O investimento na especialização e formação de pessoas tanto em certificações nacionais quanto internacionais pode, portanto, ser um grande diferencial, para que estejam aptas a lidar com desafios de diferentes esferas.

Uma equipe técnica qualificada é indispensável para desenvolver internamente uma cultura de gestão de crise que preveja os piores cenários. Além disso, o relacionamento internacional e a comunicação com o mercado fazem a diferença no desenvolvimento dessa cultura.

O broker de seguros precisa estar atento aos novos sistemas e tecnologias. As empresas tendem a automatizar todos os seus processos e estão mais alerta a perigos como ataques cibernéticos, um dos principais riscos enfrentados atualmente. Por isso, o mundo globalizado pede um estudo mais aprofundado nas áreas analíticas de produção e gestão de informações. Com esses dados em mãos e experiência na área o broker torna-se um verdadeiro consultor com diversas soluções disponíveis para os problemas específicos de seus clientes.

Atualmente, o grande desafio do broker de seguros é passar a segurança necessária para que os dirigentes e gestores tenham liberdade e confiança em suas negociações, podendo seguir por caminhos alternativos de gestão sem grandes preocupações.

Referência nos ramos de seguros, resseguros e riscos, a MDS está entre os maiores brokers de seguros do mercado nacional. Para chegar a este nível, a empresa investiu em todos os itens essenciais: uma equipe bem preparada, tecnologia e sistemas e também na comunicação com o mercado nacional e internacional. Só dessa maneira é possível estar à frente dos riscos e garantir a segurança de todos os clientes.

As obrigações do Pilar 3

As obrigações do Pilar 3

Desafios para os seguradores

A legislação que consagrou a exigência de apresentação dos relatórios que constituem o Pilar 3 do regime Solvência II entrou em vigor a 1 de janeiro de 2016. Como consequência, além dos Modelos de Informação Quantitativa (Quantitative Reporting Template – QRT), as empresas têm de elaborar dois relatórios narrativos: um relatório sobre a situação financeira e de solvência (Solvency & Financial Condition Report – RSSF) – divulgado publicamente uma vez por ano – e um relatório regulamentar de supervisão divulgado em privado, e na sua totalidade, à autoridade de supervisão, de três em três anos, e na forma de resumo uma vez por ano.

Antoine Bourdais, diretor de Banca e Seguros da Invoke, uma empresa de soluções de software, analisa qual a melhor forma de elaborar estes relatórios em conformidade com o Pilar 3, explicando os desafios que as empresas enfrentam e a razão por que devem “blindar” os seus processos preparando‑os para o futuro.

Fazendo a retrospetiva de 2016, quais foram os principais desafios que os seguradores enfrentaram no que respeita à apresentação de relatórios ao abrigo do Pilar 3?
Depois de muitos anos de preparação, o regime Solvência II trouxe para o mercado de seguros da União Europeia (UE) o mais completo pacote de reporte que o setor já conheceu. Com base na experiência da fase preparatória de 2015, os seguradores pareciam estar preparados para enfrentar os primeiros desafios colocados pela necessidade de apresentação de relatórios ao abrigo do Pilar 3. No entanto, o principal problema ocorreu no final de 2016, altura em que as regulações exigiam a apresentação dos relatórios de dados anuais desse mesmo ano.

Os primeiros relatórios iniciais e trimestrais ao abrigo do regime Solvência II foram apresentados em maio de 2016. Embora se tratasse de um processo muito semelhante ao que os seguradores viveram durante a fase preparatória de 2015, o desafio consistiu verdadeiramente em preparar a apresentação dos primeiros relatórios anuais ao abrigo do Solvência II, com base nos dados de dezembro de 2016.

Para os clientes, um dos fatores fundamentais para o sucesso era não subestimar o volume de trabalho necessário para este primeiro relatório anual. Parte do desafio residia na reorganização eficiente dos recursos internos das empresas, de modo a que pudessem responder às exigências de vária ordem impostas em termos de reporte ao abrigo do Pilar 3. As empresas tiveram não só de respeitar as exigências já em vigor em 2016 e de preparar os relatórios de 2017, mas também de antecipar possíveis alterações na regulamentação.

Estas alterações incluiam um grupo de alterações relativamente aos requisitos principais e obrigações adicionais de reporte, como os Modelos Nacionais Específicos (National Specific Templates – NST), obrigatórios na Irlanda em 2016 e em França, em 2017.

Enquanto que as grandes empresas criaram equipas distintas dedicadas à resolução destas questões, as empresas mais pequenas depararam‑se com um verdadeiro desafio organizacional e optaram por atribuir, às mesmas pessoas, a responsabilidade pela produção dos relatórios atuais e pela preparação dos relatórios futuros.

O próximo desafio para os seguradores consiste na industrialização dos processos de produção de relatórios. Muito poucos estão 100% preparados para automatizar a produção de todo o conjunto de modelos de relatório previstos.

Em 2016, os seguradores tiveram de elaborar relatórios sobre dados estatísticos adicionais (novas exigências de relatórios de BCE e do FSB), alguns dos quais não podiam ser extraídos de informação existente ao abrigo do regime Solvência II. O desafio consistia, pois, em recolher dados para efeitos de Solvência II, enriquecendo‑os com informação adicional, e assegurar que tinham qualidade suficiente para compor um relatório.

É importante ter em conta que o volume e o escopo das exigências continuarão a aumentar e não a diminuir. A introdução dos modelos de relatório de estabilidade financeira adicionais pelo Banco Central Europeu (BCE) é um exemplo típico disto mesmo, e não há dúvidas de que as regulações do regime Solvência II estarão sujeitas a melhoramentos deste tipo no futuro.

Estamos atualmente a liderar projetos em seguradores que estão a ir muito além de, simplesmente, dar início à automatização da produção dos relatórios exigidos por lei. Os clientes estão a usar a plataforma de elaboração de relatórios da Invoke mais a montante nos seus sistemas de informação como um data warehouse regulamentar.

A plataforma da Invoke permite‑lhes recolher, armazenar e processar os dados necessários para responder às exigências iniciais do regime Solvência II da Autoridade Europeia dos Seguros e Pensões Complementares de Reforma (European Insurance and Occupational Pensions Authority – EIOPA), bem como os dados estatísticos necessários para responder às exigências adicionais do BCE e do Conselho de Estabilidade Financeira (Financial Stability Board – FSB). Os dados são extraídos de uma grande variedade de sistemas e mantidos centralmente no data warehouse. Posteriormente, o software realiza verificações de consistência de dados em todo o sistema e valida a qualidade dos mesmos.

A qualidade dos dados é o ponto‑chave, nomeadamente porque os reguladores informaram repetidamente o setor de que, embora tenha havido progressos, a qualidade dos dados apresentados não era suficiente. O objetivo é passar de um simples sistema de informação para uma plataforma abrangente, conforme com o regime legal e regulamentar aplicável, que assegure a qualidade dos dados antes da produção dos relatórios.

Qual a chave de uma estratégia de comunicação de informação bem‑sucedida ao abrigo do Pilar 3?
Independentemente da empresa ou do contexto, a meta é a mesma: conseguir a automatização total da elaboração de relatórios ao abrigo do Pilar 3. A questão é como consegui‑lo sem grandes sobressaltos.

Os seguradores devem fazer uma avaliação clara da maturidade dos seus sistemas de TI. Só assim conseguirão identificar quais os dados que estão prontos para o Solvência II e quais os que não estão suficientemente maduros para serem usados para a produção automática de relatórios.

Para que os processos evoluam, é preciso definir marcos relevantes. Algumas companhias de seguros chegaram à conclusão de que os seus sistemas não estão suficientemente preparados para o Solvência II, e preferem usar uma solução «tática» de software para a elaboração de relatórios em conformidade com este regime. Preparam os dados manualmente e usam software como o e‑Filing Insurance da Invoke, ou uma solução de serviço para a cloud, de modo a passar os dados em Excel para o formato XBRL exigido.

Os clientes mais preparados, que fazem uso do sistema «estratégico» de comunicação de informação regulamentar da Invoke, gerem e centralizam todos os dados, o que lhes permite produzir relatórios conformes e que cumprem os critérios de qualidade do Solvência II, satisfazendo também as suas necessidades internas de comunicação.

10 Porto Icons

10 Porto Icons

Eugenio
de Andrade

Um dos nomes maiores da cultura portuguesa do século XX não nasceu no Porto mas é, de um modo incontornável, um dos seus grandes poetas. Eugénio de Andrade (1923‑2005) veio viver para a cidade em 1950 e de imediato se apaixonou de tal forma por esta terra –

“ (…) a pequena praça onde há tantos anos aprendo metodicamente a ser árvore (…) ” – que aqui passaria o resto da sua vida. Aos ambientes e paisagens do burgo, às suas gentes, à sua identidade e aos amigos que aqui fez, o poeta dedicaria muitas das páginas e versos que escreveu. À cidade legou igualmente, organizado por si, aquele que é um dos mais belos livros sobre o Porto: “Daqui houve nome Portugal”.

Porto
A cidade da MDS

Nascido na Idade do Bronze, há mais de 2500 anos, num morro estratégico debruçado sobre o estuário de um dos grandes rios da Península Ibérica, o Porto jamais deixou de sublinhar a sua vocação primordial, mercantil e portuária, perpetuada no seu próprio nome. Cidade de dimensão assinalável durante o Domínio Romano (altura em que terá sido batizada como “portus”), o burgo conhecerá novos e importantes desenvolvimentos urbanos no final da Idade Média, quando a dinâmica e o pioneirismo dos seus mercadores serão cruciais para o espoletar do processo de expansão marítima que os portugueses desenvolverão a partir do século XV. As características empreendedoras e inconformadas das suas gentes marcarão sempre o espírito e a identidade da cidade que, já no século XIX, foi fundamental para a implantação do Liberalismo, para um novo arranque comercial e industrial e, posteriormente, para o triunfo do regime Republicano. O velho morro da Penaventosa, coroado pela medieva catedral, de tudo isto foi testemunha e está desde 1996 classificado pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade.

Casa da Música ©Matilde Ramos

Casa da
Música

Um dos elementos mais icónicos do Porto são os carros‑elétricos, que circulam na cidade desde 1895. Durante décadas a principal oficina e espaço de recolha deste transporte público localizava‑se na rotunda da Boavista. No seu lugar nasceu, já no início do século XXI, uma outra construção que, rapidamente, se converteu também num dos mais emblemáticos edifícios do Porto: a Casa da Música. Inaugurada em 2005, com um concerto de Lou Reed, esta estrutura foi concebida pelo arquiteto holandês Rem Koolhaas, tendo a sua construção apresentado diversos e novos desafios para a engenharia. O “New York Times” considerou a Casa da Música como “uma das mais importantes salas de espetáculos construída nos últimos cem anos”. A título de coincidência, o Diretor da FULLCOVER, José Manuel Fonseca, presidiu à Casa da Música desde a sua fundação até 2014.

Festas de São João

Embora “Nossa Senhora da Vandoma”, cuja imagem medieval se pode contemplar no interior da catedral, seja a padroeira da cidade, o santo mais popular do Porto é S. João Baptista, celebrado a 24 de junho. As festividades consagradas ao santo estavam já profundamente enraizadas no Porto no século XIV, como descreve nas suas crónicas Fernão Lopes, evidenciando as milenares raízes, profundamente pagãs, destas celebrações que se alicerçam no solstício do verão. A festa de S. João, com centenas de milhares de pessoas pelas ruas, misturando gastronomia tradicional com música, dança, saltos de fogueiras, espetáculos pirotécnicos, rusgas, e “troca de odores” entre portadores de alhos‑porros, ervas de cheiro e manjericos, atrai hoje multidões ao Porto e foi classificada pela revista norte‑americana “National Geographic” como um dos acontecimentos mundiais do mês de junho a não perder.

Belmiro
de Azevedo

Nascido em Marco de Canaveses, próximo do Porto, em 1938, Belmiro de Azevedo é um dos mais destacados empresários portugueses de todos os tempos. Formado em Engenharia Química, em 1974 assume o controlo da empresa SONAE e, no ano seguinte, especializa‑se em Gestão de Empresas na Universidade de Harvard. As suas raras capacidades de empreendedor, a sua visão pioneira e a cultura que implementou no grupo transformaram a SONAE, a partir do Porto, numa das mais dinâmicas empresas do país, com uma forte aposta nos hipermercados e no retalho especializado, na comunicação e nas telecomunicações, numa estratégia que passou também pela internacionalização. É uma das personalidades mais respeitadas de Portugal, por todos reconhecido pela ousadia e espírito empreendedor, uma inabalável verticalidade, inconformismo e intransigente defesa dos seus valores, presentes de forma muito forte no grupo que criou. Esteve também ligado a várias organizações internacionais e foi agraciado pelo seu trabalho em vários países, entre eles Espanha e Brasil.

Ângelo Paupério, Paulo Azevedo e Belmiro de Azevedo. ©Pedro Granadeiro

 

 

Vinho do Porto

É um segredo… conhecido desde a Idade Média. Mas só a partir do século XVII, graças aos comerciantes ingleses, se tornou mundialmente famoso. Um segredo impossível de copiar noutro recanto do planeta. Produzido a mais de 200 quilómetros de distância, a partir dos vinhedos do alcantilado vale do Douro – a mais antiga região vinícola demarcada e regulamentada do mundo ‑ transportado e envelhecido no estuário do grande rio, nas caves voltadas para a área da cidade classificada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, o Vinho do Porto junta de um modo quase miraculoso o melhor de dois mundos: um néctar muito doce e, simultaneamente, de elevado teor alcoólico. E está na origem de algumas das melhores produções vinícolas de sempre, de que são exemplo as garrafas da Taylor’s e Fonseca da colheita de 1994 que receberam 100 pontos da “Wine Spectator” em 1997.

Eduardo
Souto Moura

Em 2011, e pela segunda vez na História, aquele que é considerado o Nobel da arquitetura ‑ o prémio Pritzker – foi entregue por um presidente norte‑americano. O escolhido, descrito por Barack Obama como alguém que “nunca se satisfaz com soluções fáceis”, foi um arquiteto portuense nascido na cidade em 1952: Eduardo de Souto Moura. Autor de projetos por todo o mundo e de obras tão representativas como o Estádio Municipal de Braga ou a Casa das Histórias de Paula Rego, Souto Moura foi responsável, no Porto, pela regeneração de edifícios emblemáticos e históricos como o da Cadeia da Relação e o da Alfândega Nova. É também o autor dos projetos de arquitetura das premiadas estações do metro na cidade.

Manoel de Oliveira

Quando faleceu em 2015 o país com dificuldade acreditou na notícia. Manoel de Oliveira, nascido no Porto em 1908, contava já 106 anos, mas para os portugueses ele transformara‑se numa figura imortal, ainda em vida. O cineasta foi/é o mais velho realizador de sempre e o de mais longa carreira na história do cinema. Começou como figurante na empresa “Invicta Filmes”, pioneira do cinema‑mudo português. O primeiro filme que realizou – “Douro, Faina Fluvial” (1931) – foi ainda mudo. Cruzou depois toda a história do cinema analógico do século XX, realizando obras incontornáveis como “Aniki‑Bóbó” (1942), “Amor de perdição” (1979), “Francisca” (1981) ou “Vale Abraão” (1993), tendo produzido as suas últimas obras já em formato digital. Realizou 32 longas‑metragens e o seu último filme data de 2014. Premiado, entre outros, com o Leão de Ouro do Festival de Veneza, Manoel de Oliveira dirigiu atores consagrados internacionalmente como Marcelo Mastroianni, John Malkovich ou Catherine Deneuve.

Casa de Chá
da Boa Nova

Edificada entre 1958 e 1963 a apenas dois metros de altura do oceano e numa das zonas mais rochosas da frente atlântica do Grande Porto, a Casa de Chá da Boa Nova é uma das mais conhecidas obras‑primas da arquitetura portuguesa, projetada por aquele que é também o seu maior arquiteto: Álvaro Siza Vieira. Às suas singulares características arquitetónicas, o imóvel junta uma outra valência que lhe confere reconhecimento internacional: a gastronomia e a restauração de excelência, sublinhada muito recentemente (2016) pela atribuição de uma estrela Michelin ao seu restaurante dirigido pelo Chef Rui Paula.

Casa de Chá da Boa Nova. ©Nelson Garrido

Álvaro Siza

Em 2005 a Câmara Municipal do Porto atribuiu as chaves da cidade àquele que é um dos mais premiados arquitetos vivos: Álvaro Siza. Nascido em 1933, na vizinha e costeira povoação de Matosinhos, a linear e despojada paisagem marítima marcou de um modo indelével o espírito do criador que não renega as influências de Adolf Loos, Alvar Aalto e Frank Lloyd Wright. Siza de algum modo sintetizou esses incontornáveis mestres do século XX numa linguagem e estética muito próprias que, desde os anos 60, se vêm alicerçando como uma referência mundial, reconhecida em 1992 com a atribuição do prémio Pritzker ou, em 2009, da Royal Gold Medal pela rainha Elizabeth II.

Arquiteto Álvaro Siza. ©Arquivo Siza Vieira
Filipe Nicodemos: empresas buscam tranquilidade na sucessão de sócios

Filipe Nicodemos: empresas buscam tranquilidade na sucessão de sócios

Ainda incipiente no Brasil, o seguro de sucessão empresarial é uma alternativa para pequenos e médios negócios ou até para as corporações com capital aberto, mas com controle familiar não pulverizado, em um momento crucial: a morte de um dos sócios. É basicamente um seguro de vida.

Em geral, é contratado pela empresa, que também paga o prêmio e é a beneficiária. Os segurados são os sócios. Se um deles morre, a empresa recebe o seguro e destina o dinheiro ao pagamento de seus herdeiros. A precaução evita a necessidade de buscar capitalização para a despesa de indenização, com a busca de um novo sócio ou de empréstimo bancário. Também livra a companhia de ter que aceitar a participação de um parente do sócio falecido sem qualquer intimidade ou vocação para o negócio. A ideia é impedir que a empresa corra riscos.

Nos Estados Unidos e Europa, o seguro de sucessão empresarial é um segmento com 10% a 15% de participação no mercado segurador. No Brasil ainda é pouco mais que traço. Mal chega a 1%, de acordo com especialistas. A falta de cultura de seguridade explica a baixa procura pelo produto. Empresas norte-americanas e europeias fazem seguro de sucessão empresarial de até US$ 5 milhões. Por aqui, funciona até a casa dos R$ 10 milhões, mas as operações mais comuns giram em torno de R$ 5 milhões. Dependendo do valor, a concessão do benefício exige a participação de seguradoras internacionais e resseguradoras.

Em regra, ainda de acordo com corretores e consultores, a aceitação é mais simples até R$ 2 mil. Depois, se torna mais complexa, com exigência de exames completos de saúde e questionários meticulosos de hábitos e históricos de doenças. A avaliação de saúde é anual, assim como o reajuste do prêmio pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A idade dos sócios e o valor do capital segurado são essenciais para a concessão. O seguro tem que cobrir o valor da cota acionária do segurado. Todos os sócios vão receber a indenização para comprar a cota do que morreu. Só pode contratar o seguro entre 18 e 65 anos. O benefício pode ser negado a empresas com sócios com mais de 70 anos, mas se for aceito, ainda assim o seguro terá um cálculo diferente.

A MDS Brasil, terceiro maior broker de seguros do mercado nacional, de acordo com relatório da Finaccord, líder em pesquisa e consultoria de mercado internacional especializada em serviços financeiros, e parte do Grupo MDS, com uma carteira de prêmios emitidos da ordem de US$ 1,8 bilhão, fez no fim do ano passado um seguro no valor de R$ 11 milhões de uma empresa do setor financeiro. As apólices variaram de R$ 5 milhões para apenas um dos sócios e de R$ 6 milhões para todos os outros cinco associados. O prêmio foi calculado em R$ 1.200,00 por mês. A taxa mensal corresponde a 0,011% do capital da companhia.

Nos seguros de vida tradicionais, individuais ou em grupo, o prêmio varia de 0,07% a 0,030% do valor segurado. De acordo com especialistas, chega a 8% no seguro de automóvel. O cálculo do valor depende do ramo do negócio, do histórico de sinistros e da idade dos funcionários. “O seguro de sucessão empresarial era uma modalidade que nunca era lembrada há dez anos. Agora, começa a ser mais procurada”, diz Filipe Garcia Nicodemos, superintendente de benefícios da MDS Brasil, que tem outros seis clientes na fase de avaliação de proposta.

A MetLife, uma das maiores seguradoras do mundo, com uma carteira de 100 milhões de clientes em 50 países, comercializa o produto no Brasil para executivos que tenham participação societária em uma empresa e queiram garantir aos herdeiros, em caso de incidente, amparo financeiro e tranquilidade de não precisar se preocupar com a administração do negócio. Em uma simulação de um seguro para uma empresa com quatro sócios, um com 41 anos e R$ 1 milhão de capital, o segundo com 42 anos e participação de R$ 1,5 milhão, o terceiro com 43 anos e capital de R$ 2 milhões e o quarto com 44 anos e R$ 2,5 milhões de participação, chegou ao valor de R$ 2 mil de custo.

“O seguro de sucessão empresarial permite que o negócio continue sem prejuízo dos herdeiros e sem conflito com eles”, afirma Fábio Torres, advogado da Kennedys, dos Estados Unidos, um dos maiores escritórios do mundo em seguros e resseguros. “O ideal é que todos os sócios sejam assegurados”, diz Barbara Bassani de Souza, advogada sênior da área de seguros e resseguros da TozziniFreire Advogados. “O seguro de sucessão empresarial não resolve problema de sucessão na empresa, mas é um seguro de vida que tenta minimizar o impacto da morte de um sócio”, afirma Thiago Brehmer, sócio da consultoria Grant Thornton, consultoria global com presença em mais de 130 países.

Por Paulo Vasconcellos | Valor Econômico