Blog : Resseguros

Como funciona o mercado de resseguro?

Como funciona o mercado de resseguro?

O mercado de seguros é um dos mais confiáveis porque garante a estabilidade das empresas que contam com esse tipo de serviço. Mas o que garante que as seguradoras possam, de fato, cumprir os acordos firmados nas apólices? É nesse momento do negócio que entra o resseguro. Resseguro é, em linhas gerais, uma estrutura de alavancagem financeira que garante à seguradora a segurança necessária para que ela possa manter a liquidez de suas operações e a indenização ao segurados.

A Superintendência de Seguros Privados (Susep), Autarquia Federal que regula e fiscaliza o mercado segurador e ressegurador brasileiro, estabelece um limite de responsabilidade que determinada seguradora pode assumir de um risco em particular.

Esse limite, conhecido como limite técnico, é estabelecido, dentre outros parâmetros, em função do capital social da seguradora e de sua liquidez auferida em exercícios anteriores.

Exemplificando:

A Susep pode determinar que, em 2017, uma seguradora tem um limite técnico de R$ 1.000.000,00 por risco que ela pode assumir (emitir uma apólice). Grosso modo, isso significa que tal seguradora não poderá vender uma apólice de seguro patrimonial com valor segurado de R$ 2.000.000,00, a menos que o R$ 1.000.000,00 excedente ao seu limite técnico seja repassado a uma congênere (outra seguradora) sob a forma de cosseguro, ou a um ressegurador.

Esse mecanismo tem uma lógica muito simples: se, num dado momento, dezenas de sinistros de R$ 2.000.000,00 ocorrerem com a referida seguradora, a divisão do risco entre congêneres e resseguradores garantirá que a mesma não tenha sua liquidez e solvência comprometidas e que os segurados não corram o risco de não receber as indenizações.

A Susep estabelece tais limitações com base na condição financeira da seguradora e também valendo-se de complexos cálculos atuariais, que analisam todo o contexto de determinado evento além do histórico comportamental de uma atividade e /ou risco.

Assim, os resseguradores, nacionais ou internacionais, também são fiscalizados pela Susep e devem seguir as mesmas severas regras de operação e solvência, além de serem classificados em categorias distintas de acordo com o valor do capital social estabelecido no país e com o limite de responsabilidade que cada um pode assumir em cada risco especifico.

Assim, temos basicamente 3 tipos de resseguradores:

  • Local, que é aquele que deposita em conta corrente nacional sob fiscalização da Susep um montante mínimo de capital social, além de assumir certas características e condições de uma empresa nacional, impedindo, por exemplo, sua saída arbitrária do país caso nao cumpra os compromissos assumidos. A eles são garantidos os maiores limites técnicos, com os quais podem assumir um maior montante do excedente de determinada seguradora, bem como prioridade na oferta de um risco.

 

  • Admitido, é um ressegurador com registro e empresa legalmente aberta no país, também com capital social depositado, porém em montante menor que o ressegurador local. A ele não é dado o direito de obrigatoriedade que possui o ressegurador local, ou seja, a seguradora que procura colocar o seu excedente em um ressegurador não tem a obrigatoriedade de consultar um ressegurador de classe admitido, como deve fazer junto aos resseguradores locais.

 

  • Eventual, é o ressegurador que tem uma representação legal no Brasil, porém não possui capital social aqui depositado, embora tenha de cumprir uma série de exigências legais para que a sua operação seja permitida, por exemplo a solidez do grupo econômico ao qual é subordinado. Operações com resseguradores eventuais sofrem uma série de limitações impostas pela Susep.

 

Na prática, não existe limite para a quantidade de resseguradores em uma operação de resseguro, podendo a seguradora colocar tantos quanto ela considerar adequados em seu painel, obviamente obedecendo a algumas limitações impostas aos de classe admitido e eventual.

Existe ainda a Retrocessão, que advém da operação de determinado ressegurador ao assumir o excedente de um risco e repassar parte desse limite assumido a um outro ressegurador para também garantir a própria solvência.

Operações de resseguro podem ser muito complexas, porém é preciso compreender, que se trata de uma operação cotidiana, existente em todo o mundo, há mais de 200 anos.

 

THIAGO TRISTÃO: O RESSEGURO E SEU ENORME POTENCIAL NO BRASIL

THIAGO TRISTÃO: O RESSEGURO E SEU ENORME POTENCIAL NO BRASIL

O mercado de resseguros passou, nos últimos anos, por mudanças transformadoras e que foram importantíssimas para sua consolidação. O fim do monopólio estabelecido em 2007, por exemplo, trouxe enormes desafios às Seguradoras e foi essencial para incrementar a capacidade delas para concessão de seguros em âmbito nacional. Além disso, a concorrência está trazendo novos produtos, maior qualificação, práticas internacionais e geração de empregos.

Se por um lado, negar uma evolução do mercado de resseguros no Brasil está fora de cogitação, por outro, não podemos fechar os olhos para todo o seu potencial e pontos que precisam ser melhorados, como burocracias excessivas e a elevada carga tributária que também atinge as resseguradoras.

“Com maior expertise internacional na avaliação e precificação de riscos, ele permite que as seguradoras assumam riscos variados, tendo papel fundamental na expansão e manutenção saudáveis do mercado segurador.”

É claro que a nebulosidade econômica que paira sobre nosso país acaba por prejudicar também o mercado de resseguros. No entanto, cabe a todos os players deste setor se unirem para preparar o terreno para o momento de retomada econômica. Terreno este que é sem dúvida extremamente fértil.

Primeiro, vamos aos números. Hoje o Brasil já é considerado um mercado global e, dos 40 maiores grupos resseguradores mundiais, 38 operam regularmente por aqui. Em quase 10 anos a receita de resseguros pulou de R$ 3,8 bilhões por ano para R$ 10 bilhões, em 2016. No mesmo ano, o mercado de resseguros apresentou um crescimento de 3,6% se comparado a 2015, alcançando R$ 7,5 mi em 2016.

Mas, afinal, o que torna o mercado de resseguros tão promissor?

“O simples fato de que apenas 10% dos prêmios segurados no país são ressegurados responde grande parte da pergunta. Este fato pode ser explicado principalmente pela quantidade de setores que ainda são mal explorados pelo resseguro, como por exemplo o resseguro das carteiras de saúde, entre outras.”

Para que isto de fato aconteça, é necessário que resseguradoras e seguradoras reforcem ainda mais suas parcerias, entendendo mais profundamente particularidades e legislação vigentes, buscando o equilíbrio em negociações justas no longo prazo.

É necessário conhecer muito bem os seus clientes, possibilitando oferecer produtos condizentes com cada perfil, ampliando assim as oportunidades de novos negócios e crescimento orgânico. A tecnologia deve ser nossa aliada nesta caminhada. O uso do big data, por exemplo, não pode ser negligenciado nesse processo. Conhecer detalhadamente nossos potenciais clientes e entender a fundo o risco de cada contrato são fatores-chave para o crescimento.

MDS lança corretor de resseguro para Portugal e África

MDS lança corretor de resseguro para Portugal e África

O grupo MDS, detido pela Sonae e pela brasileira Suzano, vai alargar a sua actividade com o lançamento de um corretor de resseguro. A MDS RE, nome da nova empresa, vai operar em Portugal e África.
A MDS RE vai focar a sua actuação na concepção de programas de resseguro, englobando soluções quer para os riscos tradicionais quer para riscos emergentes, como cibersegurança, indústria aeroespacial e riscos profissionais.
A estas actividades a nova empresa do grupo MDS junta ainda a consultadoria de seguros para entidades financeiras, em operações de project finance, M&A e outras estruturas semelhantes, promovendo trabalhos de análise técnica e elencando, identificando e mitigando os principais riscos.
A MDS tem-se afirmado a nível nacional e internacional como uma referência no sector segurador, acumulando mais de 30 anos de experiência e beneficiando de uma vasta presença internacional”.
Ana Cristina Borges, CEO da MDS RE adianta que “este é mais um importante passo na estratégia de crescimento do grupo MDS, que aposta na disponibilização de serviços especializados de consultoria de seguros e gestão de risco”.
O resseguro consiste numa operação pela qual uma seguradora transfere para outra seguradora, total ou parcialmente, um risco assumido através da emissão de uma apólice ou conjunto de apólices. Ao transferir parte ou totalidade do risco, a seguradora está em posição de oferecer maiores limites de indemnização, bem como de subscrever riscos de maior magnitude, complexidade ou incidência, algo que não teria capacidade para fazer de forma isolada ou pelo menos, não colocando em risco a sua solvência.
A MDS é um grupo multinacional que actua na área da corretagem e consultoria de seguros e resseguro e na gestão de risco. É líder de mercado em Portugal e o 3º maior broker no Brasil, tendo ainda uma posição de referência no mercado angolano

Ivan Passos assume unidade de negócios focada em resseguros criada pela MDS

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Ivan Passos, diretor de Property & Casuality

O grupo MDS, corretora multinacional atuante nos segmentos de gerenciamento de riscos, gestão de benefícios e resseguro, anuncia a criação da Corretora de Resseguros MDS RE. “Com atuação focada em resseguros, os clientes ganharão consultoria especializada no segmento, a qual consiste em contratos que visam manter a solvência dos seguradores, por meio da diluição dos riscos em casos de alta sinistralidade”, diz o CEO da MDS, Hélio Novaes.

Ivan Passos assume a condução da MDS RE, além da Diretoria de Property e Casualty. Passos, que é profissional de vasta e reconhecida experiência no mercado, é formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, além de ser pós-graduado em pela Stanford University (Estados Unidos). O executivo atuou por 30 anos na SulAmérica, dos quais 20 como vice-presidente da área de riscos industriais e também foi presidente da Hannover RE no Brasil de 2008 a 2012.