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ENTENDA OS RISCOS PARA CADA SEGMENTO DE NEGÓCIOS: TRANSPORTE DE CARGAS

ENTENDA OS RISCOS PARA CADA SEGMENTO DE NEGÓCIOS: TRANSPORTE DE CARGAS

O roubo de cargas nas rodovias do país gerou um prejuízo de R$ 1,36 bilhão em 2016, segundo dados da Associação Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas e Logística. Ao todo foram registrados quase 25 mil casos, com maior incidência no Sudeste. “As cargas mais visadas são os produtos de alto valor agregado, além de cosméticos, medicamentos, alimentos, têxteis, químicos e metalúrgicos”, diz Luciano Póvoa, gerente de riscos em transportes da Herco Consultoria de Risco. “Mas a tecnologia sozinha não dá conta de evitar o problema. É necessário estabelecer processos e condutas para todos os profissionais envolvidos”, diz Póvoa.

O primeiro passo é conferir a idoneidade dos motoristas. É fundamental ainda mapear a rota previamente, afastando-se de regiões de perigo e reforçando os cuidados nas áreas de alto risco. O rastreamento pode ser feito por satélite (ideal para longos percursos ou área rurais) ou pelo GPS do celular, mais comum em regiões urbanas.

Há soluções que já funcionam de forma híbrida e integram tecnologias, como sensores, travas, telas, botão de pânico e câmeras na cabine e no baú. Os preços variam de R$ 1,5 mil a R$ 6 mil. “Qualquer desvio de rota, violação de travas ou disparo do alarme indica suspeita de roubo, com envio automático de um sinal de alerta para a central de monitoramento”, diz Póvoa. O contrato com a central varia de R$ 100 a R$ 700 por mês, em função de pacote. Em operações de alto risco, podem ser usadas escoltas armadas, com custos a partir de R$ 300. Uma tendência para o futuro, ainda não regulamentada, é o uso de drones para acompanhar o trajeto. Também é possível instalar sensores na carga.

 

Fonte:

Lara Silbiger

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