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10 MDS Milestones

10 MDS Milestones

Ao longo dos últimos 30 anos a MDS cresceu, inovou e expandiu a sua atividade. Hoje é uma empresa global com um percurso que se fez de momentos de estratégia, visão e audácia que se tornaram marcos importantes na sua história.

1997
Na vanguarda da gestão de risco

Em 1997 a MDS foi pioneira ao criar uma equipa de consultoria de gestão de risco que mais tarde foi o motor da criação da APOGERIS, a Associação Portuguesa de Gestão de Riscos e Seguros, entidade que integra a FERMA – Federation of European Risk Management Associations, na qual José Manuel Dias da Fonseca, CEO do grupo MDS, fez parte do Conselho de Administração durante vários anos. Dois anos mais tarde a MDS implementou mais um projeto inovador com a constituição de uma das primeiras cativas em Portugal (atualmente em run-off): a SONAE RE, a resseguradora cativa do grupo Sonae, sedeada no Luxemburgo.

2001
Internacionalização

De Portugal para o mundo, a vontade de acompanhar os seus clientes fez a MDS ir sempre mais longe.
O processo de internacionalização teve início em 2001, com a entrada no capital da FIRSTASSUR, um broker francês de referência nas áreas de Affinity e Internet. No ano seguinte a MDS entrou no Brasil com a aquisição de 45% da Lazam, um importante corretor brasileiro, numa operação que deu origem à Lazam‑MDS. Hoje a MDS é dos players de referência neste mercado.

2004
Global Broking Company

De uma ideia surgida em 2004, no Porto, nasce uma empresa global de corretores de seguros. Liderada pela MDS, em conjunto com um pequeno grupo de brokers fundadores, a Brokerslink surge com uma clara missão: criar um modelo alternativo de broker global. Uma ideia visionária que conduziu à criação daquela que é hoje uma das maiores empresas globais de corretores de seguros.

2005
Liderança

A liderança do setor em Portugal acontece em 2005 com a aquisição da Unibroker – um corretor ligeiramente menor do que a MDS – posição que assume consecutivamente desde então.

2007
Parcerias

A MDS é acionista da Ed, corretor de resseguro e wholesale de referência, desde 2007 – uma relação que incorpora a partilha de know‑how, competências técnicas e colaboração a um patamar internacional.
A MDS privilegia uma estratégia de crescimento assente em parcerias com players de referência em diversos setores chave, de que é exemplo a joint‑venture com a Filhet‑Allard, em Espanha, e com a ISEM em África.

2008
Conhecimento

Em 2008 começamos a desenvolver a primeira edição da FULLCOVER. De uma ideia arrojada nasce em 2009 um projeto editorial inovador e ambicioso com o objetivo de promover a partilha de conhecimento nas áreas de seguros e risco. Hoje a FULLCOVER assinala a sua décima edição tendo conquistado já um lugar de referência entre as publicações do setor.
Como diz Andrew Vigar, da XL Catlin, “a FULLCOVER é a Vogue dos seguros!”. É um projeto que só pode ser concretizado com o empenho, colaboração e know‑how de toda a equipa MDS.

2009
Investimento

2009 é marcado pelo investimento do Grupo Suzano que passa a assumir uma participação de 49,99% na MDS Holding, o que traduz a confiança de um player de referência.

2010
Multiespecialização

Em 2011 demos início ao processo de criação da HighDome, uma Protected Cell Company, que permitiu ao grupo MDS expandir a sua área de atuação através da criação de soluções sofisticadas de retenção de risco. Esta seguradora e resseguradora, a par da Herco, especializada em consultoria de risco, e da MDS RE, corretora de resseguro, representam a capacidade da MDS de inovar e de ser multiespecialista.

2011
Inovação tecnológica

A MDS investe em tecnologia porque a inovação faz parte do seu ADN. É do desafio constante de explorar novas tecnologias que transformem a experiência da gestão de risco que surge, em 2011, o Proximity, um inovador portal online desenvolvido exclusivamente para os clientes que permite a gestão da sua carteira de seguros anytime, anywhere. O Proximity corporiza o posicionamento de vanguarda da MDS no setor.

2013
Expansão

Depois do Brasil, segue‑se a entrada no mercado angolano no final de 2013. A operação MDS África é hoje um projeto consolidado com presença direta em Angola e Moçambique.
Atualmente a MDS está presente em oito países – Portugal, Brasil, Espanha, Angola, Moçambique, Reino Unido, Suíça e Malta – e atua em todo o mundo através da Brokerslink.

Confira as mudanças da Nova Resolução da ANTT Nº 4799/2015 para transportadores de cargas que passam a valer em outubro

Confira as mudanças da Nova Resolução da ANTT Nº 4799/2015 para transportadores de cargas que passam a valer em outubro

Na semana que vem, início de outubro, entra em vigor a Nova Resolução da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) Nº 4799/2015 para o seguro de transportes de cargas, que afetará diretamente o setor. A partir de agora, o Registro do Seguro será informação obrigatória ao gerar o MDF-e (Manifesto de Documento Fiscal Eletrônico). Será pedida a informação do nome da seguradora, o número da apólice e a averbação de carga. Fique atento, pois não será permitido o registro depois de iniciada a viagem.

Além disso, o documento eletrônico também deverá conter dados do veículo sobre a carga, o nome do condutor, previsão de itinerário, documentos fiscais, comprovante de pagamento autônomo ou equiparado, informações do vale-pedágio, valor e peso de carga, documentos fiscais, entre outros.

As modificações têm como principais objetivos otimizar a fiscalização do órgão regulamentador, identificar os embarques e também as apresentações nos sistemas digitais. As empresas que não cumprirem as regras poderão ser autuadas pelas Secretarias de Fazenda dos Estados, junto à ANTT. O não cumprimento das regras ocasionará o impedimento do embarque ou da viagem, com multas e apreensões dos veículos e suas respectivas cargas.

Se você está pensando na logística desta nova regulamentação, não se preocupe! Quando a sua empresa estiver adequada às mudanças, o sistema trabalhará a favor dos dados: a averbação eletrônica coletará as informações pelo CT-e em segundos e consegue checar se as informações da carga estão dentro das normas da apólice de seguro (cadastradas pela própria seguradora).

O que faz um broker de seguros?

O que faz um broker de seguros?

O desafio do broker de seguros é criar uma cultura de gerenciamento de riscos dentro da empresa com base em dados analíticos e investimento em tecnologia e informação

O mercado de seguros no Brasil está crescendo e passa por um período em que produtos e serviços são cada vez mais personalizados para atender às necessidades de cada empresa. Entender esse mercado nem sempre é tarefa fácil e, para facilitar a intermediação entre o segurado e o segurador, entra em cena o broker de seguros. O termo é derivado do francês broceur e significa “pequeno comerciante”. A expressão também é utilizada para dar nome a uma empresa ou grupo de pessoas que atuam como facilitadores em uma transação.

Condições, prazos dos contratos, coberturas e garantias: o broker está bem preparado para fazer todas essas análises, atuar como consultor, avaliar riscos recorrentes na empresa e ajudar, principalmente, nas decisões de seus gestores. O investimento na especialização e formação de pessoas tanto em certificações nacionais quanto internacionais pode, portanto, ser um grande diferencial, para que estejam aptas a lidar com desafios de diferentes esferas.

Uma equipe técnica qualificada é indispensável para desenvolver internamente uma cultura de gestão de crise que preveja os piores cenários. Além disso, o relacionamento internacional e a comunicação com o mercado fazem a diferença no desenvolvimento dessa cultura.

O broker de seguros precisa estar atento aos novos sistemas e tecnologias. As empresas tendem a automatizar todos os seus processos e estão mais alerta a perigos como ataques cibernéticos, um dos principais riscos enfrentados atualmente. Por isso, o mundo globalizado pede um estudo mais aprofundado nas áreas analíticas de produção e gestão de informações. Com esses dados em mãos e experiência na área o broker torna-se um verdadeiro consultor com diversas soluções disponíveis para os problemas específicos de seus clientes.

Atualmente, o grande desafio do broker de seguros é passar a segurança necessária para que os dirigentes e gestores tenham liberdade e confiança em suas negociações, podendo seguir por caminhos alternativos de gestão sem grandes preocupações.

Referência nos ramos de seguros, resseguros e riscos, a MDS está entre os maiores brokers de seguros do mercado nacional. Para chegar a este nível, a empresa investiu em todos os itens essenciais: uma equipe bem preparada, tecnologia e sistemas e também na comunicação com o mercado nacional e internacional. Só dessa maneira é possível estar à frente dos riscos e garantir a segurança de todos os clientes.

Como funciona o mercado de resseguro?

Como funciona o mercado de resseguro?

O mercado de seguros é um dos mais confiáveis porque garante a estabilidade das empresas que contam com esse tipo de serviço. Mas o que garante que as seguradoras possam, de fato, cumprir os acordos firmados nas apólices? É nesse momento do negócio que entra o resseguro. Resseguro é, em linhas gerais, uma estrutura de alavancagem financeira que garante à seguradora a segurança necessária para que ela possa manter a liquidez de suas operações e a indenização ao segurados.

A Superintendência de Seguros Privados (Susep), Autarquia Federal que regula e fiscaliza o mercado segurador e ressegurador brasileiro, estabelece um limite de responsabilidade que determinada seguradora pode assumir de um risco em particular.

Esse limite, conhecido como limite técnico, é estabelecido, dentre outros parâmetros, em função do capital social da seguradora e de sua liquidez auferida em exercícios anteriores.

Exemplificando:

A Susep pode determinar que, em 2017, uma seguradora tem um limite técnico de R$ 1.000.000,00 por risco que ela pode assumir (emitir uma apólice). Grosso modo, isso significa que tal seguradora não poderá vender uma apólice de seguro patrimonial com valor segurado de R$ 2.000.000,00, a menos que o R$ 1.000.000,00 excedente ao seu limite técnico seja repassado a uma congênere (outra seguradora) sob a forma de cosseguro, ou a um ressegurador.

Esse mecanismo tem uma lógica muito simples: se, num dado momento, dezenas de sinistros de R$ 2.000.000,00 ocorrerem com a referida seguradora, a divisão do risco entre congêneres e resseguradores garantirá que a mesma não tenha sua liquidez e solvência comprometidas e que os segurados não corram o risco de não receber as indenizações.

A Susep estabelece tais limitações com base na condição financeira da seguradora e também valendo-se de complexos cálculos atuariais, que analisam todo o contexto de determinado evento além do histórico comportamental de uma atividade e /ou risco.

Assim, os resseguradores, nacionais ou internacionais, também são fiscalizados pela Susep e devem seguir as mesmas severas regras de operação e solvência, além de serem classificados em categorias distintas de acordo com o valor do capital social estabelecido no país e com o limite de responsabilidade que cada um pode assumir em cada risco especifico.

Assim, temos basicamente 3 tipos de resseguradores:

  • Local, que é aquele que deposita em conta corrente nacional sob fiscalização da Susep um montante mínimo de capital social, além de assumir certas características e condições de uma empresa nacional, impedindo, por exemplo, sua saída arbitrária do país caso nao cumpra os compromissos assumidos. A eles são garantidos os maiores limites técnicos, com os quais podem assumir um maior montante do excedente de determinada seguradora, bem como prioridade na oferta de um risco.

 

  • Admitido, é um ressegurador com registro e empresa legalmente aberta no país, também com capital social depositado, porém em montante menor que o ressegurador local. A ele não é dado o direito de obrigatoriedade que possui o ressegurador local, ou seja, a seguradora que procura colocar o seu excedente em um ressegurador não tem a obrigatoriedade de consultar um ressegurador de classe admitido, como deve fazer junto aos resseguradores locais.

 

  • Eventual, é o ressegurador que tem uma representação legal no Brasil, porém não possui capital social aqui depositado, embora tenha de cumprir uma série de exigências legais para que a sua operação seja permitida, por exemplo a solidez do grupo econômico ao qual é subordinado. Operações com resseguradores eventuais sofrem uma série de limitações impostas pela Susep.

 

Na prática, não existe limite para a quantidade de resseguradores em uma operação de resseguro, podendo a seguradora colocar tantos quanto ela considerar adequados em seu painel, obviamente obedecendo a algumas limitações impostas aos de classe admitido e eventual.

Existe ainda a Retrocessão, que advém da operação de determinado ressegurador ao assumir o excedente de um risco e repassar parte desse limite assumido a um outro ressegurador para também garantir a própria solvência.

Operações de resseguro podem ser muito complexas, porém é preciso compreender, que se trata de uma operação cotidiana, existente em todo o mundo, há mais de 200 anos.

 

Quais são os tipos de seguros voltados para minha empresa e do que eles me protegem?

Quais são os tipos de seguros voltados para minha empresa e do que eles me protegem?

Apesar de todo o planejamento e ações preventivas, alguns imprevistos podem impactar diretamente os resultados de uma empresa: acidentes, mudanças climáticas, transformações sociais e mudanças no cenário econômico são alguns exemplos. Foi seguindo essa lógica que o mercado de seguros viu a necessidade de criar uma série de proteções para as organizações. Além de atender às necessidades mais básicas, era preciso oferecer soluções para diferentes tamanhos e tipos de negócios.

Desta maneira, os seguros direcionados às empresas puderam trazer maior tranquilidade às pessoas jurídicas. Hoje, é possível proteger praticamente todas as áreas de uma corporação, desde o patrimônio material até o patrimônio humano, a responsabilidade civil, entre outros.

Tipos de seguro

Antes de selecionar os produtos que lhe pareçam mais interessantes, é preciso entender as reais necessidades da organização.

Às vezes, proteger o prédio, os equipamentos ou a carga é uma prioridade. Mas questões como a segurança com a qualidade de prestação de serviços, segurança com colaboradores, segurança jurídica, financeira, administrativa, etc. também poderão ser colocadas no topo da lista.

Pode ser também que a sua empresa necessite de proteção em todas essas áreas. Para ter certeza de que está fazendo a escolha certa, o ideal é consultar um corretor de confiança que possa auxiliar em todo o processo e encontrar as melhores soluções em seguros para o seu negócio.

Seguros empresariais

Existe uma diversidade de Seguros Empresarias para atender às necessidades específicas do seu negócio de maneira eficiente. Para mostrar toda essa variedade, seguem alguns exemplos:

Seguro Patrimonial: Protege seu patrimônio por meio de coberturas contra incêndio, danos elétricos, explosão e várias outras opcionais.

Cyber Risks: Protege das consequências de ataques cibernéticos, neutralizando as perdas por violação de dados corporativos e pessoais.

Seguro de Cascos Marítimos: Cobre riscos de perdas e danos em acidentes causados a embarcações e inclui proteção de cascos, máquinas, motores, instalações e equipamentos.

Seguro de Transporte: Cobre danos ocorridos a bens e objetos durante o transporte, seja em território nacional ou em operações de importação e exportação.

Seguro Ambiental: Protege as perdas incorridas por danos ambientais (contaminação) provocados pelas operações da empresa.

Seguro de Responsabilidade Civil: Protege seu patrimônio na hipótese de você ser reclamado judicialmente ou por reclamação direta por terceiros, pela existência, uso e/ou conservação de sua atividade, entre outros. O Ramo de Responsabilidade Civil possui várias modalidades, tais como Empregador, Contingente de veículos, Prestação de serviços em locais de terceiros, etc.

Gerenciamento de Riscos e Linhas Financeiras

Considerando as necessidades do mundo empresarial, há também a importância de prevenir riscos em processos industriais e em situações de possíveis perdas ao ser humano, ao patrimônio, à produção, à imagem e ao meio ambiente. Alguns dos serviços voltados a esse tipo de proteção são: Gestão de Risco em Transporte e Gerenciamento de Risco de Engenharia.

As empresas também têm a opção de proteger a área financeira com seguros mais específicos:

D&O: Garante os custos de defesa e indenizações pelas quais o administrador ou o executivo venham a ter por responsabilização de seus atos de gestão.

Seguro de Garantia: Garante ao segurado os inadimplementos incorridos por incumprimento contratual, falta de pagamentos previstos em obrigações processuais, entre outras.

Seguro de Crédito: Garantia às empresas em caso de inadimplência de pagamento por parte de seus clientes por vendas a crédito, sejam locais ou internacionais.

Crimes e Fraudes: Garante eventuais prejuízos financeiros causados por atos desonestos de empregados.

São muitas as possibilidades para proteger seu negócio da melhor maneira possível, evitando prejuízos e imprevistos que tragam consequências impactantes. É importante conhecer cada uma dessas possibilidades e, ao mesmo tempo, entender as reais necessidades de sua empresa. Assim, é possível ter certeza de que seu meio de vida, sustento e patrimônio estão seguros.

O corretor do futuro

O corretor do futuro

O universo londrino da corretagem de res(seguros) está numa encruzilhada. Precisa de uma redefinição. Os nossos clientes disseram‑nos, de forma muito clara, que as suas necessidades se alteraram. Querem ter parceiros que compreendam a sua região e os matizes das suas culturas, que sejam capazes de falar a sua língua e que estejam próximos. Até à data, os corretores de Londres ainda não passaram das intenções no que respeita à forma de lidar com estes desenvolvimentos. A mudança tem sido lenta, dificultada por práticas desatualizadas. O corretor do futuro responderá a estas necessidades e irá ultrapassá‑las. Temos consciência deste facto, assim como alguns dos nossos homólogos. No entanto, na Ed estamos mais bem preparados. Temos as competências globais necessárias, sem o peso dos modelos sobredimensionados dos nossos homólogos de maior dimensão, que impedem a mudança em larga escala e são geradores de conflitos. Não estamos presos a negócios tradicionais e podemos atuar de forma rápida e decisiva. E, não tendo dívida, podemos realizar as nossas ambições, ao contrário de uma parte dos nossos homólogos que, embora tenham as mesmas aspirações, não dispõem dos mesmos recursos. Já fizemos progressos significativos na construção de um novo tipo de corretor wholesale.

O corretor do futuro dará aos corretores de seguros de retalho do mundo inteiro a possibilidade de contarem com “matéria cinzenta” especialista, bem como a oportunidade de acederem ao mercado global. Uma proposta que permite a colocação de risco apenas através de Londres já não é suficiente nem significativa. Tem de permitir o acesso a todos os grandes centros. Os mediadores de seguros locais conhecem os clientes como ninguém. No futuro, estes especialistas regionais terão acesso a todas as plataformas de res(seguro) através da Ed. Terão a oportunidade de fazer uso de uma experiência e de um conhecimento que lhes permitirá oferecer o melhor serviço possível aos clientes e adaptar‑se às suas novas necessidades. Além disso, não terão de competir com esta experiência e este conhecimento. A Ed não é, e nunca será, um mediador de seguros de retalho. Somos especialistas em seguros e resseguro wholesale. Não competiremos com os nossos clientes. Trabalharemos com os nossos parceiros regionais do mundo inteiro. A nossa proposta reconhecerá que eles são os mais bem colocados para servir os clientes, dando-lhes acesso ao mercado global. Os corretores de maior dimensão não são capazes de o fazer, já que os seus modelos de negócio não lho permitem. Assisti pessoalmente a este fenómeno. Eles não são incentivados a colocar o cliente em primeiro lugar, nem têm os canais de comunicação ou a tecnologia necessária para desenvolver a sua atividade desta forma.

Estes são alguns dos ingredientes‑chave para tornar esta visão uma realidade. No passado, o nosso setor demorou a adotar as novas tecnologias. Houve outros setores – do setor das viagens ao das telecomunicações e dos táxis – que sofreram mudanças revolucionárias que surgiram na sequência de tecnologias inovadoras. O nosso setor também evoluiu. Nas últimas duas décadas, o aparecimento de sites comparativos e de negócios de afinidade alterou o status quo no segmento de seguros pessoais. O universo internacional de seguros e resseguros levou algum tempo a reconhecer esta nova realidade. Continuamos a ignorar o possível impacto no mercado de novos atores com mais apetência tecnológica, o que é arriscado. O corretor do futuro tirará proveito da tecnologia. Desafiará as práticas ultrapassadas e olhará para a adoção rápida de tecnologias inovadoras como uma forma de se diferenciar, em vez de tentar reabilitar sistemas em rutura, que não se adequam aos fins que pretendem alcançar.

As nossas caraterísticas demográficas, históricas, étnicas e de género deverão refletir as dos nossos clientes. Atualmente, em Londres, faltam as capacidades e competências que permitam avançar neste sentido. O corretor do futuro será composto por pessoas capazes de falar com os clientes na sua própria linguagem e de compreender a sua cultura. As equipas terão apetência para a tecnologia e representarão a diversidade do melhor talento disponível, independentemente do género, da nacionalidade ou da etnia. Já foram dados passos significativos no sentido de tornar o nosso setor mais inclusivo. No entanto, é possível fazer muito mais para promover as carreiras no setor dos seguros e apresentar as extraordinárias vantagens que o nosso mercado tem para oferecer.

A palavra «informação» tornou‑se numa palavra‑chave no nosso setor, estando as organizações à procura de formas de melhoria. O corretor do futuro alimentar‑se‑á de informação. O conhecimento e a análise da informação suportarão todos os aspetos do serviço que prestamos aos nossos clientes e parceiros. A qualidade da informação, bem como das pessoas que a analisam e fornecem, constituirá um fator de diferenciação fundamental. Além disso, a regulamentação deixará de ser considerada um obstáculo para o setor. Pelo contrário, a regulamentação de qualidade será bem recebida. Oferecer um serviço eficiente e eficaz que mantenha o mais elevado nível de conformidade com a regulamentação e que possa ser apresentado ao regulador, ao cliente e à companhia de seguros será um fator diferenciador. Constituirá uma vantagem competitiva. Permitirá que os corretores que seguem este padrão poupem dinheiro aos seus clientes. Conquistará novos negócios. Quem não oferecer este tipo de serviço estará destinado ao fracasso.

Estes são alguns elementos‑chave que sustentarão o trabalho do corretor do futuro. Nada disto acontecerá de um dia para o outro. No entanto, na Ed já fizemos progressos consideráveis. Ao longo dos próximos anos, a diferença entre nós e os nossos homólogos estará na escala, e quem recusar desafiar práticas ultrapassadas tornar‑se‑á cada vez menos apetecível. O universo da corretagem de res(seguro) precisa de uma redefinição. Acredito que com a Ed e com os parceiros da Brokerslink que partilham este espírito, esta redefinição já começou.

Seguro D&O é solução para administradores e gestores de empresas

Seguro D&O é solução para administradores e gestores de empresas

Todo gestor corre o risco de tomar uma decisão importante em um momento de pressão e, infelizmente, repercutir negativamente para empresas, clientes ou parceiros. Esse tipo de problema pode ser evitado com o seguro de responsabilidade civil para administradores e gestores, também chamado de seguro D&O (do inglês Directors and Officers).

Essa proteção conta com mecanismos para assegurar o reembolso ao executivo que, no exercício de sua função administrativa, tenha tomado alguma decisão que possa trazer problemas a terceiros e seja responsabilizado por isso. Além disso, oferece proteção contra riscos diversos, tais como indisponibilidade de bens e penhora online, responsabilidade por erros e omissões (desconsideração de PJ), pagamento dos custos de defesa, responsabilidades estatutárias (Trabalhista, Tributária, Previdenciária), riscos regulatórios (com inquérito, processos administrativos, investigações), multas e penalidades civis (custos de defesa e depósitos recursais), além de danos morais e corporais.

O Seguro D&O busca prestar auxílio também a quem esteja envolvido de forma direta com a administração da empresa, como diretores estatutários e não estatutários, membros do Conselho de Administração, membros do Conselho Fiscal, procuradores com poderes de gestão, advogados-empregados e Risk Managers.

Todos os tipos de empresas, assim como associações e fundações, podem ser segurados por essa modalidade específica. No caso de Instituições Financeiras, Empresas de capital aberto, Fundos de pensão e Empresas Estatais, a MDS oferece proteções com características especiais.

 

Insurance Development Forum – IDF

Insurance Development Forum – IDF

Na Cimeira de junho de 2015, em Schloss Elmau, na Alemanha, os líderes do G7 comprometeram‑se no sentido de aumentar o número de pessoas com seguro contra o impacto negativo das alterações climáticas nos países em desenvolvimento. Com a designação de “objetivo InsuResilience do G7”, estabeleceram a meta de “segurar mais 400 milhões de pessoas de países em desenvolvimento contra os efeitos das alterações climáticas e de catástrofes naturais relacionadas, até 2020.”

Para o conseguir, o G7 comprometeu‑se a intensificar esforços no sentido de ajudar os países vulneráveis a gerirem o risco de catástrofes relacionadas com as alterações climáticas e a consolidarem a respetiva resiliência. Protocolos como o Quadro de Sendai para a Redução do Risco de Catástrofes 2015–2030, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 2030 e o Acordo de Paris alcançado na Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas (COP21) já se encontram em vigor e fazem parte da Agenda Pós 2015 – um processo liderado pela ONU que visa identificar prioridades de desenvolvimento globais e nacionais.

Os líderes do G7 reconhecem, porém, que é necessário aprender com os instrumentos de assunção de risco existentes, bem como alargar‑lhes o alcance. São exemplo de tais instrumentos a African Risk Capacity, o Caribbean Catastrophe Risk Insurance Facility e outras iniciativas de desenvolvimento de soluções e de mercados de seguros em regiões vulneráveis.

O desejo do G7 de otimizar a colaboração no setor segurador e o lema “pensar em conjunto, agir em conjunto” levou vários especialistas em seguros e resseguros globais, incluindo o Vice-presidente Executivo do Grupo XL, Stephen Catlin, a criar o IDF – Insurance Development Forum (Fórum de Desenvolvimento de Seguros).

Stephen Catlin, Presidente do IDF & Vice-presidente Executivo do Grupo XL.

O Fórum

O IDF é uma parceria entre os líderes das Nações Unidas (ONU), o Grupo do Banco Mundial e o setor segurador (que assume a liderança). Este fórum foi desenvolvido com o apoio do Grupo Político de Elite para a Resiliência contra as Catástrofes apoiado pelas Nações Unidas, anunciado pela primeira vez na Cimeira COP21 em dezembro de 2015 e lançado oficialmente numa reunião de alto nível da ONU em abril de 2016.

Entre os membros deste grupo contam‑se os CEOs e os presidentes do conselho de administração de 14 companhias de seguros globais. As organizações intergovernamentais estão representadas pelo Conselho de Estabilidade Financeira, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e pelo Grupo do Banco Mundial. Entre as entidades ligadas ao setor segurador global contam‑se a Sociedade Internacional de Seguros (IIS – International Insurance Society), a Associação de Genebra, a Federação Internacional de Seguros Cooperativos e Mutualistas e a Associação de Seguradores e Resseguradores das Bermudas.

O IDF é liderado por uma comissão diretiva de topo, composta por líderes do setor, agências da ONU e pelo Banco Mundial, que estabelecem prioridades e mobilizam recursos. O presidente é Stephen Catlin (que será também o próximo presidente da Sociedade Internacional de Seguros) e os copresidentes são Helen Clark, administradora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Joaquim Levy, diretor‑geral e diretor financeiro do Grupo Banco Mundial. Além dos representantes do setor segurador, a lista de membros inclui também Mark Carney, governador do Banco de Inglaterra e presidente do Conselho de Estabilidade Financeira; o Dr. Robert Glasser, representante especial do secretário‑geral para a Redução do Risco de Catástrofe e diretor do Gabinete das Nações Unidas para a Redução dos Riscos de Catástrofes (UNISDR); David Nabarro, assessor especial do Secretário‑geral da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e membro das Nações Unidas; e Stephen O’Brien, vice secretário‑geral e coordenador dos Serviços de Emergência da ONU e chefe de Gabinete para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

Stephen Catlin, Presidente do IDF com Ségolène Royal, Ministra Francesa da Ecologia, Ban Ki‑moon, antigo Secretário-geral da Nações Unidas e Yong Kim, Presidente do Banco Mundial @ Conferência The Climate Action, em Washington, Maio de 2016.

Colmatando o gap de proteção

De acordo com um estudo publicado pelo Mecanismo Global para a Redução e Recuperação de Catástrofes, o custo das catástrofes naturais subiu mil por cento desde meados dos anos 80 do século XX. Os seguradores globais estimam que, na última década, as economias perderam, em média, 190 mil milhões de dólares americanos por ano na sequência de catástrofes naturais, ao passo que as perdas seguradas totalizaram, em média, 60 mil milhões por ano.

Um relatório da Swiss Re indica que 70% das perdas económicas decorrentes de riscos naturais continuam a não estar abrangidas por seguros e, em países de rendimentos médios ou baixos, este valor é, em muitos casos, superior a 90%. A empresa indica ainda que, em 2014, a penetração do seguro de Vida e Não‑Vida – uma medida que considera os prémios na proporção do PIB – foi de 13% na África do Sul, de 3% no Quénia e de 0,3% na Nigéria. O relatório de 2015 do Insurance Europe indica que a penetração do seguro de Vida/Não‑Vida na Europa era de 7,46%. O Lloyd’s levou a cabo um estudo cujo resultado indica que um aumento de 1% na penetração do seguro pode reduzir em 22% os encargos dos contribuintes com a recuperação de catástrofes, mostrando por que razão os países com coberturas de seguro recuperam mais rapidamente de catástrofes.

Assim, não surpreende verificar que a principal prioridade do IDF é colmatar a crescente disparidade de proteção existente entre as nações de rendimentos altos e as nações de rendimentos baixos, e usar os seguros e a gestão de risco para aumentar a capacidade de resiliência e de proteção das pessoas, comunidades, empresas e instituições públicas vulneráveis ao clima, às catástrofes, a riscos mais amplos e a choques econômicos.

No passado, um conjunto de agentes privados/públicos envidou esforços no sentido de melhorar a resiliência global e combater as disparidades em termos de proteção e, embora os seguradores tenham instado os governos a “desenvolver ações globais no sentido de aumentar a capacidade de resiliência a catástrofes naturais”, a criação do IDF assegura maior coordenação e colaboração entre os players com a experiência e o conhecimento necessários para tratar este tema complexo de forma mais alargada.

A criação do IDF responde também a apelos do anterior secretário‑geral da ONU, Ban Ki Moon, para que seguradores e resseguradores façam um maior esforço no sentido de ajudarem a contrariar a ameaça que as catástrofes climáticas representam.

Maior experiência

Na Conferência sobre Redução de Risco de Sendai os delegados foram alertados para o facto de que os seguradores e resseguradores têm mais informação coletiva e mais experiência em termos gerais na identificação, avaliação e gestão de risco do que qualquer outra organização mundial, incluindo a maioria dos governos. Dadas as enormes disparidades entre quem tem e quem não tem proteção, é claro o motivo pelo qual o IDF é tão necessário.

Stephen Catlin vinculou precisamente este facto num discurso cheio de entusiamos dirigido aos delegados em novembro de 2016 no Fórum de Desenvolvimento Financeiro de Frankfurt, na Alemanha: “O conhecimento e a experiência do setor segurador na subscrição e gestão de riscos colocam-nos numa posição forte que nos permite ajudar a construir a resiliência hoje tão necessária; por outro lado, o papel central que a gestão de risco desempenha nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU, e noutros quadros globais, constitui, para nós, um grande incentivo”.

Numa entrevista ao Financial Times em junho de 2016, Stephen Catlin observava: “Durante muitos anos, o setor segurador teve dificuldade em descrever, de forma clara, a proposta de valor do seguro, mas agora as Nações Unidas e outras agências estão a começar a compreender como podemos ajudá‑las”.

Áreas de foco

O desafio de resiliência global
Os riscos económicos e humanitários associados a catástrofes climáticas e a perigos relacionados com o clima estão a aumentar, o que representa um grande desafio à resiliência global, sobretudo nos países de rendimentos médios ou baixos. Este desafio foi sublinhado pela recente adoção dos acordos globais (Quadro de Sendai para a Redução do Risco de Catástrofes 2015‑2030, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 2030 e Acordo de Paris do COP21) que constituem a Agenda 2030 das Nações Unidas.

Os gaps de proteção
Diminuir os gaps de proteção, desenvolver a resiliência global e proteger as economias.

O papel dos seguros
É cada vez mais evidente que os países com maior taxa de penetração em termos de seguros recuperam das catástrofes mais rapidamente do ponto de vista económico e se conseguem reconstruir com maior resiliência para enfrentarem catástrofes no futuro. Um objetivo‑chave da Agenda 2030 da ONU é adotar uma abordagem baseada no risco para gerir os riscos de eventos extremos e climáticos. Dentro deste quadro, o seguro é claramente reconhecido como um veículo‑chave que permite a partilha de risco e soluções de transferência de risco necessárias para uma maior resiliência global.

Necessidade de maior coordenação e colaboração
Dada a dimensão, a abrangência e a complexidade do desafio que é desenvolver resiliência e combater as disparidades de proteção, uma abordagem coordenada e colaborativa que agregue o setor segurador e os outros stakeholders relevantes é essencial para atingir os objetivos da Agenda 2030 da ONU.

Prioridades e metas

Inicialmente o IDF irá focar‑se no desenvolvimento de resiliência aos riscos decorrentes do clima e dos fenômenos naturais, em linha com a meta InsuResilience do G7 de alargar a cobertura de seguro de risco climático a mais 400 milhões de pessoas de países vulneráveis até 2020. Para alcançar esta meta, o IDF irá coordenar e implementar instrumentos de gestão de risco ligados a seguros nas duas seguintes iniciativas de trabalho prioritárias:

Facility de Assistência Técnica (FAT)
A FAT irá desenvolver uma plataforma para ajudar os governos a avaliar e compreender os riscos que enfrentam, e a desenvolver e usar soluções integradas de seguro eficazes e adaptadas às suas necessidades específicas. O MAT funcionará como um mecanismo central de integração de todas as atividades relevantes do IDF, com o objetivo de ajudar os governos a alargar a cobertura de seguro a 300 milhões das pessoas mais vulneráveis do mundo.

Microsseguro
A iniciativa de Microsseguro irá trabalhar em conjunto com parceiros do setor privado, mutualista, governamental e da sociedade civil, de forma a alargar soluções de seguro “no terreno” para um número adicional de 100 milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Numa fase inicial, o IDF irá contribuir para alcançar a meta InsuResilience do G7, mas espera‑se que a sua abrangência aumente ao longo do tempo de forma a incluir outras prioridades relacionadas com seguros da Agenda 2030 da ONU.

Estrutura do IDF

A estrutura de governação do IDF foi concebida para assegurar a eficiência de comunicação, coordenação e colaboração entre todas as partes. O IDF é liderado por uma Comissão Diretiva e apoiado por um Grupo de Implementação.

Comissão Diretiva – líderes do setor, líderes das agências da ONU, instituições internacionais e outros – o enfoque desta comissão é estabelecer prioridades e mobilizar recursos.

Fortes inundações em Tawung, província de Lopburii, Tailândia.

Grupo de Implementação – reporta à Comissão Diretiva e é responsável pela recomendação de procedimentos de resposta, pela supervisão dos grupos de trabalho do IDF e por incentivar o foco na prosecução das metas e dos objetivos acordados. Presidido por Rowan Douglas, Willis Towers Watson e copresidido por Quentin Coolen, PNUD; e por Samuel Munzele Maimbo, Grupo Banco Mundial.

Sipaghat bazar, Kavreplanchok, Nepal, após um terramoto.

Grupos de trabalho

Desde abril de 2016, mais de 200 especialistas e profissionais do setor, de governos, de instituições internacionais, de ONG e do mundo académico têm estado envolvidos em diferentes áreas prioritárias. Estas prioridades são avaliadas e promovidas por sete grupos de trabalho dedicados, cujos membros são provenientes de instituições privadas e públicas.

  • Facility de assistência técnica (FAT).
    O objetivo é estabelecer uma FAT para transferência de risco (subsoberano) com o apoio do setor segurador, de governos doadores, do Banco Mundial e das Nações Unidas. Este mecanismo irá ajudar os governos de rendimentos baixos e médios, bem como agentes humanitários (i) a melhor compreenderem os riscos de catástrofe natural que enfrentam e (ii) a aumentarem a utilização de instrumentos de financiamento do risco. É presidido por Ivo Menzinger da Swiss Re.
  • Modelação e mapeamento do risco.
    O objetivo é reforçar a compreensão e a quantificação global do risco, sobretudo em países em desenvolvimento, de forma a apoiar e a permitir a tomada de decisão sobre mitigação, adaptação e transferência. É copresidido por Ian Branagan da Renaissance Re e pela Dr.ª Alana Simpson da Plataforma Global do Banco Mundial para a Redução do Risco de Catástrofe.
  • Regulação de seguros e políticas de resiliência.
    O objetivo é explorar o papel da regulação dos seguros e das políticas públicas na promoção do desenvolvimento sustentável e no reforço da resiliência económica e social em caso de catástrofes de grande escala. É presidido por Bill Marcoux of DLA Piper.
  • Sistema segurador e humanitário (SSH).
    O objetivo é proporcionar apoio através de apólices de seguros, assim como apoio técnico por parte de corretores aos agentes da ajuda humanitária, de modo a que estabeleçam e ampliem a utilização de ferramentas de seguro adequadas para complementar os mecanismos de financiamento atuais, melhorando assim a previsibilidade, reduzindo os custos e aumentando o impacto dos programas humanitários. É copresidido por Kenn Crossley do Programa Alimentar Mundial e Sophie Evans da Willis Towers Watson.
  • Microsseguro.
    O objetivo é coordenar e colaborar em projetos de microsseguro e maximizar o impacto e a eficiência, quer no que diz respeito ao apoio técnico quer no que respeita ao financiamento, dos programas de desenvolvimento de resiliência, que estão a ser levados a cabo em comunidades vulneráveis a alterações climáticas. É copresidido por Shaun Tarbuck, CEO da Federação de Seguro Cooperativo e Mutualista e pela Dr.ª Joan Lamm Tennant, CEO da Blue Marble Ventures.
  • Indicadores e parâmetros de desenvolvimento de resiliência e seguro.
    O objetivo é o de apoiar o desenvolvimento e a implementação de indicadores oficiais de resiliência e de seguro no âmbito das estruturas de monitorização internacional do Quadro de Sendai, dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e do Acordo de Paris. É presidido por Marc Gordon do Gabinete das Nações Unidas para a Redução dos Riscos de Catástrofes.
  • Comunicação sobre seguros
    O objetivo é apoiar uma comunicação coordenada, orientada, significativa e mensurável com os principais agentes externos do IDF e apoiar a comunicação interna eficiente entre os grupos de trabalho, o comité de gestão e os membros do secretariado. É presidido por Fid Norton da XL Catlin.

Responsabilidade social

Uma das principais motivações do IDF é a responsabilidade social e os seus membros estão empenhados em partilhar os seus conhecimentos para promover o bem‑estar daqueles que se encontram em situações mais vulneráveis quando são atingidos por uma catástrofe.

Este espírito colaborativo – que se afasta da mentalidade individualista e concorrencial que é comum em alguns elementos do setor dos serviços financeiros – já é considerado fundamental para o desenvolvimento de resiliência. O Banco Mundial, no relatório de 2016 Unbreakable – Building the Resilience of the Poor in the Face of Natural Disasters analisa o papel de destaque que os seguros desempenham, indicando que “em caso de grandes desastres, os produtos de seguro podem proporcionar proteção a custos mais baixos do que as poupanças ou os empréstimos.”

De acordo com o relatório, “a médio prazo, uma empresa com perdas de exploração tem uma probabilidade significativamente mais elevada (de 15%) de melhorar a produtividade e o rendimento depois de uma catástrofe” e reitera que “o seguro privado é parte da solução… demonstrando a sua eficácia como mecanismo de proteção financeira de ativos pessoais, empresariais e governamentais”.

O Relatório sublinha que as soluções de pools para a transferência de risco podem ser usadas para a transferência do excesso de risco, confirmando que “a importância do acesso a este tipo de pools globais ficou demonstrada depois do sismo de 2010 no Chile, estimando‑se que 95% dos 18 mil milhões de dólares em perdas seguradas foram transferidos do mercado interno para resseguradores internacionais, protegendo as companhias nacionais”.

O IDF irá alargar o acesso a mecanismos de pools para transferência de risco para membros dos países mais vulneráveis, o que lhes permitirá partilhar os encargos dos riscos de catástrofe, como os sismos e as inundações.

Boas práticas

O relatório cita bons exemplos de parcerias público‑privadas, como sejam o pool Turco de Seguro contra Catástrofes e o pool Mongol de Seguro Pecuário. Em ambos os casos, o mercado segurador interno proporciona o mecanismo que permite aos governos apresentarem a particulares e a empresas produtos de seguro que aumentam a respetiva resiliência financeira a catástrofes. Ambas as parcerias fizeram aumentar significativamente a penetração de seguros à escala local.

A cobertura baseada em índices é outro bom exemplo. Estabelecer certas variáveis para a subscrição, como um défice de precipitação, velocidade de vento, entre outros, e acordar um limiar mínimo para desencadear um pagamento pré‑definido asseguram maior controlo sobre as perdas (uma vez que não precisam de ser medidas), motivam as pessoas a tomar medidas preventivas (não dependentes de perdas ou de mitigação de riscos) e simplificam a decisão de pagamento. Em 2007, o Governo da Índia lançou um programa‑piloto de seguro de colheitas baseado no clima, segurando um conjunto de colheitas de mais de 10 milhões de pessoas.

É evidente que o potencial de desenvolvimento da resiliência é enorme, e não só no que respeita ao seguro contra risco de catástrofe. O seguro de saúde – que ajuda pessoas com lesões ou deficiências – pode evitar que as famílias entrem numa espiral de dívida. Mas as responsabilidades sociais não acabam aqui; significam também contribuir para a educação das pessoas em gestão de risco, capacitando‑as no sentido de tomarem decisões informadas.

O Relatório do Banco Mundial explica que “quando os fornecedores de seguros estabelecem corretamente o preço do risco, o próprio preço indica o nível de risco, o que ajuda os indivíduos e as empresas a tomarem decisões mais fundamentadas sobre os riscos que assumem e os investimentos que fazem para mitigar esses riscos. Por exemplo, um potencial comprador pode deixar de comprar uma casa devido ao elevado custo do seguro contra inundações, mesmo que a informação sobre risco de inundações não esteja facilmente acessível. O seguro pode constituir um forte incentivo para que as pessoas façam uma melhor gestão dos riscos que correm e reduzam as perdas”.

O relatório mostra claramente o que se pode conseguir quando os principais stakeholders se empenham em parcerias pró‑ativas – conseguem apoiar o bem‑estar e a recuperação de nações vulneráveis. O mundo está atento e irá verificar se esta parceria público‑privada única vai apresentar resultados que tirem partido das competências de gestão de riscos do setor segurador para desenvolver a resiliência que beneficie economias e indivíduos. Entretanto, a julgar pelas reações de alguns dos parceiros do IDF as expetativas são altas.

Fazer a diferença

Helen Clark, copresidente do IDF e administradora do PNUD afirma: “Para muitos países em desenvolvimento com poucos recursos, a reconstrução está muitas vezes fora das suas possibilidades. Habitualmente, uma catástrofe é seguida por pedidos de ajuda, assim como de apoio financeiro a parceiros regionais e internacionais. No entanto, este apoio é frequentemente insuficiente. A carência sistemática de fundos e as recorrentes ineficiências das iniciativas de recuperação no terreno impedem o progresso. O seguro pode ser um mecanismo eficiente de disponibilização rápida de capital para uma reconstrução mais adequada em países e comunidades vulneráveis atingidas por catástrofes, bem como para reduzir os riscos e os custos dos riscos a longo prazo. Aceitei ser copresidente do Fórum de Desenvolvimento de Seguros porque acredito que o Fórum poderá verdadeiramente fazer a diferença ao enfrentar estes desafios.”

A partilha da prosperidade

Joaquim Levy, copresidente do IDF e diretor financeiro do Grupo Banco Mundial afirma: “Muitos mercados emergentes e países em desenvolvimento não dispõem de mercados de seguro suficientemente desenvolvidos, o que dificulta o crescimento e tem um impacto negativo não apenas nas empresas, mas também no bem‑estar geral, sobretudo dos mais pobres. A falta de instrumentos de seguro ou de mecanismos de pooling e de mitigação de risco é também evidente no setor público e afeta a capacidade dos governos para responder a catástrofes naturais e a outros eventos de grande escala.

O Grupo Banco Mundial está envolvido em mais de 40 países na conceção de estratégias de proteção financeira, incluindo reformas da gestão financeira e de instrumentos financeiros públicos, bem como no desenvolvimento de estratégias de mitigação de riscos. Mas há muito mais a fazer, e não podemos fazê‑lo sozinhos. Contamos com o IDF e com os seus parceiros para que o acesso às nossas atividades seja mais fácil e usamos instrumentos de gestão de risco para ajudar a erradicar a pobreza e a aumentar a prosperidade partilhada”.

Redobrar esforços

Rowan Douglas, presidente do Grupo de Implementação dá a sua opinião: “Estamos perante um momento e uma oportunidade únicos para dar um enorme passo em frente na proteção de vidas, meios de subsistência e comunidades – tornando evidentes os benefícios do seguro nos setores públicos, privados, mutualista e cooperativo. Vamos redobrar os esforços até ao nosso grande marco de referência ‑ as Reuniões da Primavera do Banco Mundial e do FMI em Washington DC em abril de 2017”.

A última palavra é de Stephen Catlin: “Os meus netos esperam que eu tome decisões responsáveis quando estas afetam o seu futuro, e isto aplica‑se à escala global. As competências de gestão de riscos dos seguradores ajudam‑nos a avaliar riscos de catástrofes naturais, o que pode ser extrapolado de modo a ajudar os governos a todos os níveis na redução de perdas futuras através da conceção de projetos de infraestruturas resilientes e do aumento da utilização de seguros como recurso pré‑catástrofe. Estou convicto de que esta forte parceria público‑privada pode ter um impacto significativo, aumentando a resiliência global, de forma a proteger melhor as propriedades e os ativos dos cidadãos.