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Gestão de riscos ajuda a administrar e melhorar práticas internas

Gestão de riscos ajuda a administrar e melhorar práticas internas

 

Uma tendência cada vez mais expressiva no mundo corporativo é a estruturação de uma área de gestão de riscos dentro das grandes corporações, a fim de ajudar a definir um conjunto de ações estratégicas, principalmente para a tomada de decisões mais assertivas por parte dos gestores. Apesar de a prática ainda engatinhar no País (já que antes se confundia com governança, controle e auditoria internos), estima-se um cenário crescente e otimista para os serviços de Gestão de Riscos, com cerca de 1/3 das empresas que já abordam o assunto, seja internamente ou com serviços de consultoria externa.

A ideia principal é atuar de forma preventiva para evitar perdas diversas, com o auxílio de profissionais altamente qualificados e preparados para fazer um planejamento abrangendo a administração, identificando e conduzindo ações contra os riscos ligados ao segmento das atividades da empresa. Em um mundo globalizado e em constante evolução, com cenários políticos oscilantes, a previsibilidade é um bem necessário. Não é preciso ser nenhum especialista para chegar à conclusão de que crises mal administradas podem gerar mais custos financeiros do que qualquer investimento prévio.

É válido lembrar que um dos grandes problemas que uma companhia pode ter em relação à opinião de seus clientes é o prejuízo à imagem. Na era da internet, é muito difícil fazer com que alguém fale bem de um produto ou serviço sem um motivo muito especial – mesmo os clientes que não tenham do que reclamar e, em tese, estariam dispostos a elogiar a marca. Por isso, contar com soluções inteligentes que ajudem a gerenciar crises com dados estratégicos e de operação é imprescindível.

O maior diferencial de trabalhar com gestão de riscos é estar atento a possíveis (e necessárias) melhorias, que podem ser implementadas a partir de uma observação planejada e com auxílio profissional baseado na experiência. Com forte know-how neste setor, a MDS lança o serviço de ERM (Enterprise Risk Management), que oferece o mapeamento das principais áreas de vulnerabilidade de uma empresa, sejam elas estratégicas, táticas ou operacionais.

A análise é feita a partir de entrevistas e questionários com os executivos dos setores, para, posteriormente, registrar uma compilação de dados estratégicos. Na fase seguinte, essas informações são quantificadas e classificadas em “Probabilidade x Severidade”, com métricas específicas. Além disso, é possível entender melhor os riscos para que as decisões sejam mais assertivas. Esse verdadeiro heat map é dinâmico, com calibragens e atualizações frequentes, e serve para apoiar as avaliações de riscos respondidos aos comitês e auditorias.

Atenção primária para os funcionários e tecnologia são aliados dos gestores de saúde

Atenção primária para os funcionários e tecnologia são aliados dos gestores de saúde

Segundo a MDS Brasil, empresas que investirem agora em gestão de riscos na saúde serão pioneiras e aumentarão produtividade

Despertar o interesse das empresas para a gestão do risco na saúde é o desafio do time de Gustavo Quintão, diretor de Benefícios Corporativos da MDS Brasil. Segundo o executivo, além da preocupação com a saúde de seus funcionários, as empresas precisam estar atentas ao crescimento dos custos de saúde: em 2014, o aumento foi de 7% e a projeção para 2034 aponta para 25% acima da inflação.

“A área de gestão da saúde está passando por um amadurecimento, uma evolução. A visão integrada, suportada por uma equipe multidisciplinar trazendo o olhar do gestor de risco, da área financeira, de recursos humanos e médica permitirá que as empresas saiam na frente em competitividade”, reforça Quintão.

Com a expertise de desenhar cenários, entendendo os fatores que compõem os custos de gestão de saúde para as operadores e empresas, a MDS Brasil recomenda o investimento na manutenção primária dos seus funcionários, associando tecnologia e inteligência artificial disponíveis a uma robusta base de dados. “Já é possível explorar combinações a partir da análise de uma enorme quantidade de dados e assim proporcionar a predição de casos graves e de complicações de doenças crônicas, evitando futuros sinistros”, disse Gustavo Quintão em palestra realizada durante a XII Edição do Seminário de Gerência de Riscos e Seguros. O evento realizado pela ABGR (Associação Brasileira de Gerência de Riscos), ocorreu nos dias 22 e 23 de agosto em São Paulo.

Fonte: www.segs.com.br

Grupo Apollo – Tranquilidade: Mantendo a vantagem competitiva

Grupo Apollo – Tranquilidade: Mantendo a vantagem competitiva

Fundada em 1871, a marca Tranquilidade está presente em todos os segmentos de negócio, com uma oferta de seguros completa e especializada para particulares e empresas, e com uma distribuição assente numa rede de corretores e agentes profissionais.

Mais de 145 anos de história, um profundo conhecimento do mercado, um percurso sólido, bem como a aposta na inovação, na proximidade e na qualidade permitem à Tranquilidade ambicionar ser a melhor escolha para clientes e parceiros.

Com a junção, em 2016, da Tranquilidade e da Açoreana – outra marca centenária – nasceu o segundo maior operador Não‑Vida do setor segurador português, com uma quota de mercado acima de 15%, 1,4 milhões de clientes e quase 650 milhões de euros de volume de prémios. Esta união confere escala para crescer e investir e o plano para os próximos anos incorpora as grandes tendências de mercado, ambição competitiva e prioridades estratégicas claras: crescimento, rentabilidade, simplificação e qualidade de serviço.

Jan de Pooter, CEO da seguradora, falou com a FULLCOVER sobre os desafios, as oportunidades de desenvolvimento e os objetivos de reforço do posicionamento de liderança.

Está desde 2015 à frente da Tranquilidade. O que o levou a aceitar este desafio depois de ter passado por diferentes áreas e geografias?
A Tranquilidade é uma marca seguradora com história, muito forte e reconhecida no mercado e poder fazer parte deste projeto, liderando a sua transformação e consolidação, fez com que o desafio que o grupo Apollo me lançou fosse irrecusável.

Para além de Portugal, em que outros países trabalhou?
Trabalhei na Ásia, vivi durante três anos em Kuala Lumpur. Lancei uma primeira parceria de bancassurance do Grupo Fortis na Ásia, com um dos maiores bancos da Malásia, o Maybank. Viver e trabalhar noutras geografias foi uma experiência muito enriquecedora, não só a nível profissional mas também pessoal.

A Tranquilidade tem agora o grupo Apollo como acionista. Qual o impacto na estratégia da empresa e a sua adaptação a uma cultura organizacional anglo‑saxónica?
O grupo Apollo não é um segurador, mas sim um investidor e este fator permitiu manter a cultura da Tranquilidade, conciliando‑a com novas perspetivas e aprendizagens.

O novo acionista possibilita o acesso a parceiros, fornecedores e aos melhores gestores do mundo, o que é claramente uma vantagem para a companhia. Para além disso temos acesso a boas práticas e experiências de outros países. Estabilidade e ambição de crescimento são duas palavras‑chave da entrada do Grupo Apollo na Tranquilidade.

Em 2016 a Açoreana juntou‑se à Tranquilidade. Qual a mais‑valia desta aquisição para o grupo e em termos de mercado?
A aquisição da Açoreana foi um marco muito importante de 2016, porque a Tranquilidade e a Açoreana são duas marcas centenárias, com um percurso de experiência e reputação que lhes permitiu ter um lugar de referência no setor segurador português. Realizada a fusão legal, no final do ano, tornámo‑nos a segunda maior seguradora Não-Vida nacional. Com esta operação estamos melhor preparados para o futuro e para crescer, porque nos permite ganhar dimensão e eficiência, maior competitividade e um reforço da capacidade de investimento em tecnologia, novos processos e produtos, qualidade de serviço e informação.

A criação de um operador muito forte no mercado vai ainda trazer valor acrescentado para os nossos clientes, colaboradores e parceiros.

O mercado português tem‑se caracterizado por uma crescente concentração. No seu entender qual o impacto destas operações no mercado segurador nacional?
Penso que este processo de consolidação é um passo natural num mercado maduro como o português. Nos últimos anos temos assistido a uma grande concentração. Em 2008 o top 5 das companhias do ramo Não‑Vida representava 52% da quota de mercado, atualmente detêm já 70% e perspetiva‑se uma continuidade desta tendência. Do meu ponto de vista, num mercado com pouco crescimento e com desafios em termos de rentabilidade e baixas taxas de juro a dimensão traz, por um lado, ganhos de eficiência e de competitividade e, por outro, maior capacidade de investimento.

Como é que a Tranquilidade se preparou internamente para responder ao regime de Solvência II? Qual o impacto para a empresa e para o mercado?
A preparação para o regime Solvência II não começou em 2015. Já está em curso há algum tempo e, nos últimos anos, a Tranquilidade tem vindo a implementar gradualmente várias iniciativas, definindo políticas em áreas fundamentais como a gestão de investimentos, subscrição de riscos, resseguro, remuneração, outsourcing, compliance e auditoria.

O novo regime é muito mais do que uma regulação interna e o procedimento de levantamento de processos e riscos conduz a oportunidades de melhoria. Por exemplo, o planeamento com base no risco permite adotar estratégias de venda e desenhar produtos de modo a otimizar os capitais de risco e proceder a ajustamentos tarifários mais competitivos. Para mim, o maior impacto do regime Solvência II, que é risk‑based capital, é precisamente a necessidade de ajustar o capital ao perfil do risco. Em termos de mercado, vai implicar que várias companhias tenham que ajustar a sua estratégia não só a nível nacional, mas também a nível internacional. Por outro lado, pode também ter como consequência a necessidade de aumento de capital. É uma tendência que se verifica em toda a Europa.

Outra consequência do Solvência II é a necessidade de maior transparência ao nível da informação, com relatórios de solvência detalhados disponíveis para os vários stakeholders, que aliados à otimização da gestão de risco dos capitais das empresas, que referi anteriormente, traz uma forte confiança aos nossos segurados e investidores e é um instrumento gerador de valor.

Paula Rios do Grupo MDS com Jan de Pooter e Cristina Brandão da Tranquilidade.

A Tranquilidade tem apostado no desenvolvimento de soluções inovadoras. Foi, por exemplo, a primeira seguradora da Europa a lançar o seguro de acidentes pessoais para os jogadores de Pokémon Go. Qual tem sido a estratégia para responder às necessidades dos consumidores, cada vez mais informados e exigentes, e diferenciar‑se da concorrência?
Temos de antecipar as tendências de mercado com produtos, serviços e iniciativas que respondem às novas necessidades dos clientes. A tecnologia traz novos hábitos de consumo, novos negócios e novos riscos. Estarmos atentos ao que nos rodeia, encontrar novas oportunidades de negócio e olhar para os produtos, serviços e processos sempre na perspetiva do cliente são fatores determinantes para o sucesso. Ao aliar o nosso profundo conhecimento técnico à capacidade de inovação, estamos claramente a diferenciar‑nos e vamos continuar a investir nesta vertente.

Melhorar a experiência do consumidor de seguros, desenvolver ofertas específicas para segmentos estratégicos e redesenhar as propostas de valor dos seguros não obrigatórios são as nossas áreas de atuação prioritárias.

Estudos recentes apontam para a alteração do paradigma da relação dos clientes com as seguradoras, com a crescente predominância dos canais digitais. Quais os desafios impostos às seguradoras pela disrupção tecnológica a que temos vindo a assistir e qual a resposta da Tranquilidade nesta adaptação à cultura da digitalização?
Trata‑se com efeito de um desafio para o mercado e, naturalmente, para a Tranquilidade. O mercado está em forte mudança, com uma crescente sofisticação em termos de padrões e hábitos de consumo, que temos de conhecer cada vez melhor. Numa indústria onde existem múltiplos intervenientes e processos complexos temos um projeto ambicioso: aumentar a eficiência e agilidade dos processos e garantir um acompanhamento eficaz em tudo que é relevante, tanto para os clientes como para os mediadores.

Acredito que, nos próximos anos, a tecnologia terá um enorme impacto no serviço pós‑venda e na simplificação dos processos, e muito provavelmente também nos produtos, pelo que vamos continuar a apostar nestas tendências, a lançar novos produtos, serviços e processos mais simplificados.

Um dos nossos focos de atuação é a melhoria constante da experiência do cliente com a companhia e isso passa não só pelo serviço, mas também pela comunicação: simplificar a comunicação com o cliente e garantir um melhor acesso à informação são dois temas‑chave para o futuro.

Temos já diversas iniciativas em curso com vista à simplificação e otimização dos processos relacionados com produtos, subscrição, pós‑venda e sinistros, dos quais destaco a melhoria de simuladores, novos produtos e serviços associados a Saúde, Casa e Vida Risco, esmaterialização da comunicação com clientes e mediadores, lançamento de plataforma e‑learning, e novas formas de acompanhamento da evolução dos processos de sinistro pelos clientes.

E há alguma área onde veja uma maior predominância do digital?
Os sinistros são uma área onde a interação com o cliente via canal digital é perfeitamente possível e temos exemplos disso noutros mercados, como é o caso da possibilidade da abertura de um processo de sinistro pelo simples envio de uma fotografia para o segurador. Outra área é a da informação. Há cada vez mais informação disponível e maior capacidade de a analisar. Penso que a simplificação dos processos e as oportunidades do data analytics são provavelmente as vertentes mais importantes que o digital está a oferecer e que pode trazer muito valor, quer para o cliente quer para as companhias e redes de distribuição.

A Tranquilidade tem recebido vários prémios. Foi eleita Superbrand 2016 e recebeu pela sexta vez o prémio de Melhor Grande Seguradora Não‑Vida da revista Exame. Qual é a importância de ser distinguida como marca de excelência por parte dos consumidores?
Considero que estes prémios são um reconhecimento do nosso trabalho. São distinções importantes e, citando a nossa campanha publicitária, “trazem maior responsabilidade para nós e mais Tranquilidade para os nossos clientes”.

São um estímulo para continuarmos a melhorar os serviços e produtos que disponibilizamos. Temos uma história de quase 150 anos e mantemos a ambição de ser a melhor escolha para clientes e parceiros. Queremos ser líderes na satisfação dos clientes, na rentabilidade, na qualidade das parcerias que estabelecemos com os corretores e agentes e no envolvimento dos nossos colaboradores. Sermos reconhecidos é muito gratificante.

Estão a implementar o projeto Ambição 2020. Quais os objetivos por detrás deste plano estratégico?
O “Ambição 2020” é um projeto que lançámos no início de 2016 e é o nosso caminho para os próximos anos, baseado numa vontade legítima de crescimento. Este projeto contou com o envolvimento de toda a companhia (temos mais de 100 colaboradores diretamente envolvidos), que analisou as tendências do mercado nacional e internacional para definir uma estratégia de futuro para a empresa antecipando o seu impacto.

O “Ambição 2020” está estruturado em cinco pilares, dos quais o primeiro é a excelência técnica – tudo o que está relacionado com os sinistros e a sofisticação do pricing. O segundo pilar tem a ver com a simplificação e a digitalização dos processos e dos serviços. Em terceiro lugar aparece a aposta em segmentos e produtos estratégicos. Em quarto lugar, pretendemos continuar a apostar na eficácia das diferentes redes de distribuição. Por último, mas não menos importante – bem pelo contrário – o desenvolvimento dos nossos colaboradores.

Os objetivos deste plano estão bem definidos e cada colaborador sabe o seu papel. O progresso já é muito visível e certamente continuará a evidenciar resultados nos próximos anos.

Em 2016 tiveram um crescimento em termos dos resultados obtidos e também de novos clientes. Qual a aposta da Tranquilidade para os próximos anos?
A visão “Ambição 2020” reflete uma estratégia de crescimento. Pretendemos crescer em quota de mercado, em volume, em qualidade, em rentabilidade e em serviço. As companhias tradicionais têm estado mais focadas nos ramos obrigatórios — acidentes de trabalho e automóvel — o que nos dá oportunidade de crescimento nos ramos não obrigatórios, através do lançamento de produtos e serviços inovadores. Queremos desenvolver segmentos estratégicos, como Saúde e Vida Risco e apostar na inovação e nos seguros que aportem mais valor para todos. Queremos antecipar e responder às necessidades dos clientes em todos os segmentos com simplicidade, inovação e profissionalismo, não nos esquecendo de áreas que irão, forçosamente, sofrer grandes alterações, como o ramo automóvel, que deverá reduzir o seu peso na estrutura das carteiras dos seguradores.

Na sua perspetiva, quais são os grandes desafios e as oportunidades da indústria seguradora no futuro próximo e como vê o papel dos brokers e das companhias de seguros?
Vamos ter um mercado cada vez mais complexo, marcado pelo digital e pela existência de novos riscos, nomeadamente na área empresarial, como é o caso dos riscos cibernéticos, mas também das responsabilidades decorrentes da internacionalização. Considero que os brokers terão um papel reforçado na gestão das carteiras de seguros dos seus clientes, disponibilizando produtos diferenciadores e serviços complementares que permitam a prevenção e a mitigação do risco.

E para os seguradores vê alguma grande mudança?
Em Portugal, o processo de consolidação vai ter um grande impacto no mercado durante os próximos anos com o aparecimento de novos players, de maior dimensão e escala, e com mudanças ao nível dos acionistas, o que irá trazer uma maior racionalidade para o mercado. Penso que os seguradores, face ao novo regime de risk based capital, irão fazer opções em termos de assunção de riscos, abandonando uns para se focar noutros. Por outro lado, como já referi, há a simplificação dos processos, o reforço no canal digital na relação com os clientes e com os parceiros, e serviços pós‑venda mais simplificados e com maior qualidade. As oportunidades do data analytics e os novos riscos também são importantes.

A Tranquilidade e a MDS têm colaborado de forma muito próxima ao longo dos anos. Como descreveria esta relação?
A relação entre a MDS e a Tranquilidade é muito importante. É uma relação de grande proximidade, confiança e profissionalismo e que tem permitido intensificar a ligação nas diferentes áreas de negócio que a MDS desenvolveu, como é o caso dos canais alternativos, da contratação pública, partners e, claro, da corretagem. É uma parceria que queremos manter e intensificar.

Estabeleceram recentemente uma parceria com a Universidade Nova‑SBE, projeto que se enquadra na aposta na área da educação como um dos pilares da política de responsabilidade social. Quais os objetivos associados a esta parceria?
A Nova‑SBE é uma das mais reputadas e inovadoras instituições de ensino superior em Portugal e integra diversos rankings internacionais das melhores escolas de negócios do mundo. O apoio da Tranquilidade ao novo campus universitário da NOVA‑SBE que está ser construído em Carcavelos faz parte de uma parceria que tem outras componentes nas áreas de formação, gestão de talento, transformação digital, conhecimento de consumidores e redes de distribuição. Da parceria faz ainda parte o programa ‘Consulting Labs’, em que a Tranquilidade coloca desafios a alunos e professores da Nova‑SBE. É muito interessante, pois os alunos têm uma experiência absolutamente profissional dentro do ambiente ainda universitário, e que corresponde à sua tese de mestrado, e a empresa recebe um projeto numa área relevante, com uma visão “de fora” e jovem, elaborado com critérios de qualidade exigentes.

Concorda que o setor segurador tem de comunicar mais e melhor o seu valor para a sociedade?
Sim. A imagem dos seguros tem vindo a melhorar, mas considero que há ainda um grande trabalho a fazer. A importância dos seguros, seja ao nível da vida dos particulares e famílias seja na proteção dos ativos das empresas, nem sempre é devidamente percebida. O setor segurador tem de transmitir essa mensagem de forma mais eficaz, de comunicar o papel essencial que tem na economia. É evidente que os seguros são um negócio, mas trazem valor acrescentado para a sociedade e é fundamental partilhar essa informação. Grande parte das pessoas talvez não tenha a percepção da quantidade de indemnizações e valores pagos, ou seja, o que é devolvido pelos seguradores à sociedade. Esta comunicação é um trabalho que cabe a todos: Associação Portuguesa de Seguradores, seguradores, corretores e agentes. Por outro lado é importante atrair novos talentos para o setor, mostrar que é interessante trabalhar em seguros e dar a conhecer a multiplicidade de áreas de conhecimento que abarca. Foi também isto que deu o mote para a nossa parceria com a Nova‑SBE.

Em ano de público recorde, MDS marca presença no XII Seminário da ABGR

Em ano de público recorde, MDS marca presença no XII Seminário da ABGR

A MDS Brasil participou de mais uma edição do Seminário de Gerência de Riscos e Seguros, promovido pela ABGR (Associação Brasileira de Gerência de Riscos) nos dias 22 e 23 de agosto, em São Paulo. A XII edição contou com mais de 2600 participantes do Brasil e do exterior, tanto no palco como na plateia. “Nossos executivos contribuíram com apresentações muito relevantes no cenário atual. É nosso papel fomentar discussões que possam alavancar a qualidade de entrega aos nossos clientes”, comentou Helio Novaes, presidente da MDS Brasil.

“Com profissionais de diversos países como Uruguai, Chile, EUA, Portugal e Itália, a possibilidade de troca de experiência e de aprendizagem foi fantástica!”, diz Jorge Luzzi, presidente da ABGR e presidente da Herco, consultoria de riscos que complementa o grupo MDS nesta área. Luzzi participou do painel ERM (Enterprise Risk Management): a importância da Gestão Integrada de Riscos para as Organizações. Segundo o executivo, este é um mercado com grande potencial de crescimento no Brasil, já que apenas 33% das corporações investem no tema. Luciano Póvoa, gerente de gestão de riscos e transporte, também contribui com a palestra “Gerência de Riscos em Logística”.

Além da participação com um estande institucional e com palestras dos executivos Leandro Freitas, gerente de Riscos Financeiros, e Gustavo Quintão, diretor de Benefícios Corporativos, a MDS também prestigiou o evento com a presença de Jacqueline Legrand, Diretora Regional para a Europa da Brokerslink e COO do Grupo MDS. “A presença do grupo em vários países, com especialistas internacionais e negócios tão variados permite a troca de conhecimento e projetos, operando como uma verdadeira think tank”, disse a executiva.

Para os executivos da MDS Brasil, a realização de eventos como este enriquecem o debate e abrem nossas possibilidades de negócios, já que conscientiza o mercado da importância da gestão de riscos eficaz nas empresas. Parabéns à ABGR!

Grupo Apollo – Um investidor de referência no mercado segurador português

Grupo Apollo – Um investidor de referência no mercado segurador português

A Apollo Global Management é uma das principais gestoras de ativos a nível mundial. O grupo tem um longo curriculum de desenvolvimento de empresas robustas e de qualidade, através da introdução de melhores práticas internacionais e do fornecimento de capital para suportar o investimento e o crescimento. Na sua base estão investidores institucionais de referência (blue chips), como grandes fundos de pensões norte‑americanos e fundos soberanos. Em Portugal, a Apollo tem reforçado a sua presença em especial no setor segurador. Depois do investimento na Tranquilidade em 2015, seguiu‑se a Açoreana Seguros em 2016 e no final do ano concluiu‑se o processo de fusão numa entidade jurídico‑legal única sob a designação eguradoras Unidas, mantendo‑se as marcas comerciais Tranquilidade e Açoreana. Gustavo M. Guimarães, Presidente do Conselho de Administração da Seguradoras Unidas, falou com a FULLCOVER sobre o percurso de crescimento sólido do grupo Apollo e da sua estratégia de investimento em Portugal.

Gustavo M. Guimarães, Presidente do Conselho de Administração da Seguradoras Unidas

Fundada em 1990, nos EUA, por um grupo de investidores com grande experiência no mercado, a Apollo gere um portefólio de ativos repartidos pelas áreas de private equity, crédito e imobiliário, estando presente em 3 continentes – América do Norte, Europa e Ásia – com uma rede de 15 escritórios.

O setor financeiro foi, desde o início, uma prioridade na estratégia de desenvolvimento e o seu primeiro investimento foi numa seguradora. As áreas da banca e dos seguros têm tido sempre um papel muito importante no portefólio de investimentos. A Athene USA, uma das maiores seguradoras de fixed annuities (planos de pensões) é atualmente o maior ativo gerido pela Apollo.

Mesmo no contexto de adversidade económica dos últimos anos, a Apollo registou um crescimento significativo, passando de 160 mil milhões de dólares de ativos sob sua gestão, no primeiro trimestre de 2015, para 192 mil milhões de dólares no final de 2016.

Gustavo Guimarães explica o que tem estado por trás da estratégia de crescimento sustentado do grupo e que tem contribuído para alcançar estes resultados: “A Apollo desenvolve as suas operações de forma integrada e acredita que esse é um fator diferenciador. Esta estratégia de investimentos, aplicada com sucesso ao longo dos anos, tem permitido identificar boas oportunidades de investimento, aportar capital em empresas líderes e criar valor para os seus investidores em diversas conjunturas de mercado”.

Gustavo Guimarães refere ainda que a flexibilidade da Apollo na abordagem e processo de investimento em diferentes ciclos de mercado e em toda a estrutura de capital das empresas evidencia a sua profunda experiência de mercado. Por outro lado, a colaboração entre as equipas de gestão assegura a integração do portefólio de investimentos do grupo, contribuindo para o seu desenvolvimento global.

“O modelo de negócios integrado combina a força das plataformas de private equity, crédito e imobiliário com fatores importantes como as relações duradouras com investidores que incluem muitos dos mais importantes fundos de pensões e fundos soberanos do mundo, bem como investidores institucionais e particulares, uma base de capital de longo prazo, uma forte reputação e uma equipa com um vasto know‑how”, destaca.

Para além da área financeira, a Apollo tem apostado noutros setores, como a distribuição, transportes, media, telecomunicações, indústria, recursos naturais.

“A Apollo está continuamente à procura de novas oportunidades de forma a alavancar e diversificar os seus investimentos em setores com sinergias significativas entre as suas áreas de atuação”, afirma.

Uma visão diferenciadora

Para Gustavo Guimarães, o grupo Apollo tem uma abordagem diferente no que diz respeito ao processo de investimento, “desde logo pela autonomia que proporciona às equipas de gestão das empresas nas quais investe. A Apollo acredita num modelo em que, enquanto acionista, pode colaborar com capital, conhecimento e melhores práticas, mas valoriza a independência das equipas de gestão das empresas, compostas pelos melhores gestores locais. São elas que devem definir a estratégia, sem conflitos de interesses, existindo incentivos que garantem o pleno alinhamento dos objetivos do acionista e da empresa”.

A Apollo atua em áreas de negócio com substancial complexidade de regulação e supervisão, em geografias com longa história de jurisdições experientes e exigentes. “A atuação é sempre no sentido de minimizar os riscos e colocar a sua vasta experiência em modelos de governo, compliance e ética empresarial ao serviço do portefólio de empresas”, assegura.

Outra característica que o gestor destaca é a experiência do grupo em realizar investimentos durante períodos de incerteza na economia e nos mercados financeiros, conseguindo encontrar oportunidades de negócio, adicionando valor não só para os seus investidores, mas também para os países em que investe.

“A Apollo tem uma história de investidor responsável, orientado para resultados, com uma perspectiva de desenvolvimento dos investimentos a longo prazo e uma abordagem construtiva às companhias geridas, como pode ser já observado nas suas participadas em Portugal”, salienta.

A aposta estratégica no mercado português

Os investimentos do grupo Apollo na Europa começaram em 2001 e têm vindo a crescer desde então em setores altamente regulados, como a banca e os seguros, com aquisições no Reino Unido, Itália, Alemanha, Espanha e Portugal.

No que diz respeito aos investimentos em Portugal, o grupo adquiriu no início de 2015 a Companhia de Seguros Tranquilidade e em 2016 a Açoreana Seguros. Este investimento na Tranquilidade e na Açoreana deu origem ao segundo operador de seguros Não-Vida em Portugal e que atualmente detém mais de 15% da quota de mercado.

A este investimento somou‑se a compra da totalidade do capital da AdvanceCare e a participação na Europ Assistance, o que demonstra o interesse do grupo nos setores segurador e de saúde.

“Estes investimentos da Apollo são um sinal de confiança de um importante investidor internacional na economia nacional, em especial no setor segurador português”, garante.

Perguntámos a Gustavo Guimarães quais as perspetivas do grupo Apollo para a Tranquilidade e a Açoreana: “Temos objetivos claros de crescimento e de assumir uma posição de liderança em Portugal. Queremos ter a melhor equipa, com as melhores práticas e uma cultura de inovação. Queremos ser uma referência em termos do desenvolvimento dos colaboradores, de eficiência, qualidade de serviço e de solvência. Temos a ambição de ser a melhor escolha para parceiros e clientes, de ser a seguradora que lhes entrega mais valor”.

Gustavo Guimarães afirma que o setor segurador e, em particular, o mercado português estão incluídos nos planos futuros de investimento estratégico do grupo: “A Apollo está muito atenta ao mercado português. Pretendemos investir a médio‑longo prazo em Portugal e diversificar os setores de atuação. Prova disso é a recente aquisição da Verallia, uma empresa líder de mercado na área de vidro de embalagens, sedeada na Figueira da Foz. No que diz respeito ao mercado segurador, os nossos investimentos mostram o nosso compromisso em desenvolver um setor que tem muitos desafios pela frente”.

As obrigações do Pilar 3

As obrigações do Pilar 3

Desafios para os seguradores

A legislação que consagrou a exigência de apresentação dos relatórios que constituem o Pilar 3 do regime Solvência II entrou em vigor a 1 de janeiro de 2016. Como consequência, além dos Modelos de Informação Quantitativa (Quantitative Reporting Template – QRT), as empresas têm de elaborar dois relatórios narrativos: um relatório sobre a situação financeira e de solvência (Solvency & Financial Condition Report – RSSF) – divulgado publicamente uma vez por ano – e um relatório regulamentar de supervisão divulgado em privado, e na sua totalidade, à autoridade de supervisão, de três em três anos, e na forma de resumo uma vez por ano.

Antoine Bourdais, diretor de Banca e Seguros da Invoke, uma empresa de soluções de software, analisa qual a melhor forma de elaborar estes relatórios em conformidade com o Pilar 3, explicando os desafios que as empresas enfrentam e a razão por que devem “blindar” os seus processos preparando‑os para o futuro.

Fazendo a retrospetiva de 2016, quais foram os principais desafios que os seguradores enfrentaram no que respeita à apresentação de relatórios ao abrigo do Pilar 3?
Depois de muitos anos de preparação, o regime Solvência II trouxe para o mercado de seguros da União Europeia (UE) o mais completo pacote de reporte que o setor já conheceu. Com base na experiência da fase preparatória de 2015, os seguradores pareciam estar preparados para enfrentar os primeiros desafios colocados pela necessidade de apresentação de relatórios ao abrigo do Pilar 3. No entanto, o principal problema ocorreu no final de 2016, altura em que as regulações exigiam a apresentação dos relatórios de dados anuais desse mesmo ano.

Os primeiros relatórios iniciais e trimestrais ao abrigo do regime Solvência II foram apresentados em maio de 2016. Embora se tratasse de um processo muito semelhante ao que os seguradores viveram durante a fase preparatória de 2015, o desafio consistiu verdadeiramente em preparar a apresentação dos primeiros relatórios anuais ao abrigo do Solvência II, com base nos dados de dezembro de 2016.

Para os clientes, um dos fatores fundamentais para o sucesso era não subestimar o volume de trabalho necessário para este primeiro relatório anual. Parte do desafio residia na reorganização eficiente dos recursos internos das empresas, de modo a que pudessem responder às exigências de vária ordem impostas em termos de reporte ao abrigo do Pilar 3. As empresas tiveram não só de respeitar as exigências já em vigor em 2016 e de preparar os relatórios de 2017, mas também de antecipar possíveis alterações na regulamentação.

Estas alterações incluiam um grupo de alterações relativamente aos requisitos principais e obrigações adicionais de reporte, como os Modelos Nacionais Específicos (National Specific Templates – NST), obrigatórios na Irlanda em 2016 e em França, em 2017.

Enquanto que as grandes empresas criaram equipas distintas dedicadas à resolução destas questões, as empresas mais pequenas depararam‑se com um verdadeiro desafio organizacional e optaram por atribuir, às mesmas pessoas, a responsabilidade pela produção dos relatórios atuais e pela preparação dos relatórios futuros.

O próximo desafio para os seguradores consiste na industrialização dos processos de produção de relatórios. Muito poucos estão 100% preparados para automatizar a produção de todo o conjunto de modelos de relatório previstos.

Em 2016, os seguradores tiveram de elaborar relatórios sobre dados estatísticos adicionais (novas exigências de relatórios de BCE e do FSB), alguns dos quais não podiam ser extraídos de informação existente ao abrigo do regime Solvência II. O desafio consistia, pois, em recolher dados para efeitos de Solvência II, enriquecendo‑os com informação adicional, e assegurar que tinham qualidade suficiente para compor um relatório.

É importante ter em conta que o volume e o escopo das exigências continuarão a aumentar e não a diminuir. A introdução dos modelos de relatório de estabilidade financeira adicionais pelo Banco Central Europeu (BCE) é um exemplo típico disto mesmo, e não há dúvidas de que as regulações do regime Solvência II estarão sujeitas a melhoramentos deste tipo no futuro.

Estamos atualmente a liderar projetos em seguradores que estão a ir muito além de, simplesmente, dar início à automatização da produção dos relatórios exigidos por lei. Os clientes estão a usar a plataforma de elaboração de relatórios da Invoke mais a montante nos seus sistemas de informação como um data warehouse regulamentar.

A plataforma da Invoke permite‑lhes recolher, armazenar e processar os dados necessários para responder às exigências iniciais do regime Solvência II da Autoridade Europeia dos Seguros e Pensões Complementares de Reforma (European Insurance and Occupational Pensions Authority – EIOPA), bem como os dados estatísticos necessários para responder às exigências adicionais do BCE e do Conselho de Estabilidade Financeira (Financial Stability Board – FSB). Os dados são extraídos de uma grande variedade de sistemas e mantidos centralmente no data warehouse. Posteriormente, o software realiza verificações de consistência de dados em todo o sistema e valida a qualidade dos mesmos.

A qualidade dos dados é o ponto‑chave, nomeadamente porque os reguladores informaram repetidamente o setor de que, embora tenha havido progressos, a qualidade dos dados apresentados não era suficiente. O objetivo é passar de um simples sistema de informação para uma plataforma abrangente, conforme com o regime legal e regulamentar aplicável, que assegure a qualidade dos dados antes da produção dos relatórios.

Qual a chave de uma estratégia de comunicação de informação bem‑sucedida ao abrigo do Pilar 3?
Independentemente da empresa ou do contexto, a meta é a mesma: conseguir a automatização total da elaboração de relatórios ao abrigo do Pilar 3. A questão é como consegui‑lo sem grandes sobressaltos.

Os seguradores devem fazer uma avaliação clara da maturidade dos seus sistemas de TI. Só assim conseguirão identificar quais os dados que estão prontos para o Solvência II e quais os que não estão suficientemente maduros para serem usados para a produção automática de relatórios.

Para que os processos evoluam, é preciso definir marcos relevantes. Algumas companhias de seguros chegaram à conclusão de que os seus sistemas não estão suficientemente preparados para o Solvência II, e preferem usar uma solução «tática» de software para a elaboração de relatórios em conformidade com este regime. Preparam os dados manualmente e usam software como o e‑Filing Insurance da Invoke, ou uma solução de serviço para a cloud, de modo a passar os dados em Excel para o formato XBRL exigido.

Os clientes mais preparados, que fazem uso do sistema «estratégico» de comunicação de informação regulamentar da Invoke, gerem e centralizam todos os dados, o que lhes permite produzir relatórios conformes e que cumprem os critérios de qualidade do Solvência II, satisfazendo também as suas necessidades internas de comunicação.

10 Porto Icons

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Eugenio
de Andrade

Um dos nomes maiores da cultura portuguesa do século XX não nasceu no Porto mas é, de um modo incontornável, um dos seus grandes poetas. Eugénio de Andrade (1923‑2005) veio viver para a cidade em 1950 e de imediato se apaixonou de tal forma por esta terra –

“ (…) a pequena praça onde há tantos anos aprendo metodicamente a ser árvore (…) ” – que aqui passaria o resto da sua vida. Aos ambientes e paisagens do burgo, às suas gentes, à sua identidade e aos amigos que aqui fez, o poeta dedicaria muitas das páginas e versos que escreveu. À cidade legou igualmente, organizado por si, aquele que é um dos mais belos livros sobre o Porto: “Daqui houve nome Portugal”.

Porto
A cidade da MDS

Nascido na Idade do Bronze, há mais de 2500 anos, num morro estratégico debruçado sobre o estuário de um dos grandes rios da Península Ibérica, o Porto jamais deixou de sublinhar a sua vocação primordial, mercantil e portuária, perpetuada no seu próprio nome. Cidade de dimensão assinalável durante o Domínio Romano (altura em que terá sido batizada como “portus”), o burgo conhecerá novos e importantes desenvolvimentos urbanos no final da Idade Média, quando a dinâmica e o pioneirismo dos seus mercadores serão cruciais para o espoletar do processo de expansão marítima que os portugueses desenvolverão a partir do século XV. As características empreendedoras e inconformadas das suas gentes marcarão sempre o espírito e a identidade da cidade que, já no século XIX, foi fundamental para a implantação do Liberalismo, para um novo arranque comercial e industrial e, posteriormente, para o triunfo do regime Republicano. O velho morro da Penaventosa, coroado pela medieva catedral, de tudo isto foi testemunha e está desde 1996 classificado pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade.

Casa da Música ©Matilde Ramos

Casa da
Música

Um dos elementos mais icónicos do Porto são os carros‑elétricos, que circulam na cidade desde 1895. Durante décadas a principal oficina e espaço de recolha deste transporte público localizava‑se na rotunda da Boavista. No seu lugar nasceu, já no início do século XXI, uma outra construção que, rapidamente, se converteu também num dos mais emblemáticos edifícios do Porto: a Casa da Música. Inaugurada em 2005, com um concerto de Lou Reed, esta estrutura foi concebida pelo arquiteto holandês Rem Koolhaas, tendo a sua construção apresentado diversos e novos desafios para a engenharia. O “New York Times” considerou a Casa da Música como “uma das mais importantes salas de espetáculos construída nos últimos cem anos”. A título de coincidência, o Diretor da FULLCOVER, José Manuel Fonseca, presidiu à Casa da Música desde a sua fundação até 2014.

Festas de São João

Embora “Nossa Senhora da Vandoma”, cuja imagem medieval se pode contemplar no interior da catedral, seja a padroeira da cidade, o santo mais popular do Porto é S. João Baptista, celebrado a 24 de junho. As festividades consagradas ao santo estavam já profundamente enraizadas no Porto no século XIV, como descreve nas suas crónicas Fernão Lopes, evidenciando as milenares raízes, profundamente pagãs, destas celebrações que se alicerçam no solstício do verão. A festa de S. João, com centenas de milhares de pessoas pelas ruas, misturando gastronomia tradicional com música, dança, saltos de fogueiras, espetáculos pirotécnicos, rusgas, e “troca de odores” entre portadores de alhos‑porros, ervas de cheiro e manjericos, atrai hoje multidões ao Porto e foi classificada pela revista norte‑americana “National Geographic” como um dos acontecimentos mundiais do mês de junho a não perder.

Belmiro
de Azevedo

Nascido em Marco de Canaveses, próximo do Porto, em 1938, Belmiro de Azevedo é um dos mais destacados empresários portugueses de todos os tempos. Formado em Engenharia Química, em 1974 assume o controlo da empresa SONAE e, no ano seguinte, especializa‑se em Gestão de Empresas na Universidade de Harvard. As suas raras capacidades de empreendedor, a sua visão pioneira e a cultura que implementou no grupo transformaram a SONAE, a partir do Porto, numa das mais dinâmicas empresas do país, com uma forte aposta nos hipermercados e no retalho especializado, na comunicação e nas telecomunicações, numa estratégia que passou também pela internacionalização. É uma das personalidades mais respeitadas de Portugal, por todos reconhecido pela ousadia e espírito empreendedor, uma inabalável verticalidade, inconformismo e intransigente defesa dos seus valores, presentes de forma muito forte no grupo que criou. Esteve também ligado a várias organizações internacionais e foi agraciado pelo seu trabalho em vários países, entre eles Espanha e Brasil.

Ângelo Paupério, Paulo Azevedo e Belmiro de Azevedo. ©Pedro Granadeiro

 

 

Vinho do Porto

É um segredo… conhecido desde a Idade Média. Mas só a partir do século XVII, graças aos comerciantes ingleses, se tornou mundialmente famoso. Um segredo impossível de copiar noutro recanto do planeta. Produzido a mais de 200 quilómetros de distância, a partir dos vinhedos do alcantilado vale do Douro – a mais antiga região vinícola demarcada e regulamentada do mundo ‑ transportado e envelhecido no estuário do grande rio, nas caves voltadas para a área da cidade classificada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, o Vinho do Porto junta de um modo quase miraculoso o melhor de dois mundos: um néctar muito doce e, simultaneamente, de elevado teor alcoólico. E está na origem de algumas das melhores produções vinícolas de sempre, de que são exemplo as garrafas da Taylor’s e Fonseca da colheita de 1994 que receberam 100 pontos da “Wine Spectator” em 1997.

Eduardo
Souto Moura

Em 2011, e pela segunda vez na História, aquele que é considerado o Nobel da arquitetura ‑ o prémio Pritzker – foi entregue por um presidente norte‑americano. O escolhido, descrito por Barack Obama como alguém que “nunca se satisfaz com soluções fáceis”, foi um arquiteto portuense nascido na cidade em 1952: Eduardo de Souto Moura. Autor de projetos por todo o mundo e de obras tão representativas como o Estádio Municipal de Braga ou a Casa das Histórias de Paula Rego, Souto Moura foi responsável, no Porto, pela regeneração de edifícios emblemáticos e históricos como o da Cadeia da Relação e o da Alfândega Nova. É também o autor dos projetos de arquitetura das premiadas estações do metro na cidade.

Manoel de Oliveira

Quando faleceu em 2015 o país com dificuldade acreditou na notícia. Manoel de Oliveira, nascido no Porto em 1908, contava já 106 anos, mas para os portugueses ele transformara‑se numa figura imortal, ainda em vida. O cineasta foi/é o mais velho realizador de sempre e o de mais longa carreira na história do cinema. Começou como figurante na empresa “Invicta Filmes”, pioneira do cinema‑mudo português. O primeiro filme que realizou – “Douro, Faina Fluvial” (1931) – foi ainda mudo. Cruzou depois toda a história do cinema analógico do século XX, realizando obras incontornáveis como “Aniki‑Bóbó” (1942), “Amor de perdição” (1979), “Francisca” (1981) ou “Vale Abraão” (1993), tendo produzido as suas últimas obras já em formato digital. Realizou 32 longas‑metragens e o seu último filme data de 2014. Premiado, entre outros, com o Leão de Ouro do Festival de Veneza, Manoel de Oliveira dirigiu atores consagrados internacionalmente como Marcelo Mastroianni, John Malkovich ou Catherine Deneuve.

Casa de Chá
da Boa Nova

Edificada entre 1958 e 1963 a apenas dois metros de altura do oceano e numa das zonas mais rochosas da frente atlântica do Grande Porto, a Casa de Chá da Boa Nova é uma das mais conhecidas obras‑primas da arquitetura portuguesa, projetada por aquele que é também o seu maior arquiteto: Álvaro Siza Vieira. Às suas singulares características arquitetónicas, o imóvel junta uma outra valência que lhe confere reconhecimento internacional: a gastronomia e a restauração de excelência, sublinhada muito recentemente (2016) pela atribuição de uma estrela Michelin ao seu restaurante dirigido pelo Chef Rui Paula.

Casa de Chá da Boa Nova. ©Nelson Garrido

Álvaro Siza

Em 2005 a Câmara Municipal do Porto atribuiu as chaves da cidade àquele que é um dos mais premiados arquitetos vivos: Álvaro Siza. Nascido em 1933, na vizinha e costeira povoação de Matosinhos, a linear e despojada paisagem marítima marcou de um modo indelével o espírito do criador que não renega as influências de Adolf Loos, Alvar Aalto e Frank Lloyd Wright. Siza de algum modo sintetizou esses incontornáveis mestres do século XX numa linguagem e estética muito próprias que, desde os anos 60, se vêm alicerçando como uma referência mundial, reconhecida em 1992 com a atribuição do prémio Pritzker ou, em 2009, da Royal Gold Medal pela rainha Elizabeth II.

Arquiteto Álvaro Siza. ©Arquivo Siza Vieira
Por que a Gestão de Risco é importante para sua empresa?

Por que a Gestão de Risco é importante para sua empresa?

Estruturar uma área de ERM (Enterprise Risk Management) nas grandes empresas já é uma tendência mundial e, lentamente, vem ganhando espaço no Brasil. Segundo estudos de mercado, somente 33% das grandes corporações estão trabalhando o assunto, seja internamente ou com consultoria externa. Não apenas questões regulatórias têm exigido maiores esforços das Companhias, como muitas delas entenderam o real foco de uma gestão de riscos estratégicos, trazendo o benefício de redução de custo de capital e visão holística do negócio, além de um forte direcionamento dos executivos para a tomada de decisões mais assertivas.

Como o mercado exige cada vez mais respostas à riscos das empresas de forma organizada, as operações têm se preocupado mais com o assunto. A INCVM 552 deixa claro que, a partir de 2016, as empresas de capital aberto deverão se organizar melhor quanto a resposta a riscos. O formulário de referência está muito mais exigente nos tópicos de riscos e as informações hoje contidas deverão ter mais detalhamento e conhecimento dos riscos de forma holística. E isso não se confunde mais com respostas amplas, evasivas e proforma.

As normas ISO 31.000 (norma da família de gestão de risco criada pela International Organization for Standardization com o objetivo de estabelecer princípios e orientações genéricas sobre gestão de riscos) tratam do tema do ERM muito seriamente e aplicam seus princípios. Poucas empresas teriam uma estrutura como as normas indicam. As normas do COSO (Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission – uma organização privada criada nos EUA em 1985 para prevenir e evitar fraudes nos procedimentos e processos internos da empresa) apontam uma profissionalização do Enterprise Risk Management.

Hoje o mercado está entendendo melhor a função da área de gestão de riscos, que há pouco tempo se confundia com governança, controles internos e auditoria interna. O processo de ERM é uma ferramenta de auxílio na consolidação da visão integrada do negócio e um pilar muito importante para suporte e atuação da Auditoria Interna, Planejamento Estratégico e Controles Internos. Gerenciar riscos é função da área de gestão de riscos, que deve trata-los de forma contínua, engajando todo o negócio, criando o portfólio de riscos e suas principais exposições, não limitando o gerenciamento de riscos, sejam ele seguráveis ou não.

Desta forma, gerir riscos é determinar o nível de incertezas e preparar a empresa para entender quando deverá tolerar e estabelecer apetite a seus riscos para tomada de decisões.

A MDS possui ampla experiência em projetos de ERM com uma área exclusiva dedicada ao tema. Nosso projeto oferece o mapeamento dos principais riscos da empresa (estratégicos, táticos e operacionais), como por exemplo riscos de continuidade de negócios, cambial, regulatório, sucessão e muitos outros. Esse mapeamento de risco dá-se através de questionários e entrevistas junto aos executivos. Não podemos fazer todo esse processo de coleta, análise e compilação de dados, mas podemos evoluir para a quantificação (matriz “Probabilidade x Severidade”) desses riscos identificados (com métrica específica), desenvolvendo uma matriz de risco para tomada de decisões (riscos mitigáveis, tratados e transferidos). Esse mapeamento de risco (Heat Map) é dinâmico, com calibragens e atualizações posteriores frequentes. Uma outra vantagem desse processo é o apoio aos questionários de avaliação de riscos, usualmente respondidos para comitês e auditorias, inclusive CVM.

Escrito por Jorge Luzzi (presidente da Herco)

Turista sem seguro gasta quase R$ 17 mil ao ter crise renal em viagem de férias

Turista sem seguro gasta quase R$ 17 mil ao ter crise renal em viagem de férias

Viajantes e especialistas contam por que o seguro viagem é importante e ensinam como escolher uma apólice.

Foto: Bigstock

A última coisa que vem à cabeça quando se sai de casa para viver uma experiência mágica na Disney é acabar em uma maca com agulhas presas às veias na madrugada. Mas foi o que aconteceu com o empresário Marcelo Jordan, de Curitiba, em 2009. Ele foi para Orlando, nos Estados Unidos, com a esposa e duas filhas. Em uma das noites no hotel, se sentiu mal.

Temendo um infarto, a família solicitou um médico no quarto. Em instantes, uma operação envolvendo ambulância, caminhão de bombeiros e uma viatura da polícia apareceu no local. “Nos Estados Unidos, eles são exagerados com essas coisas”, lembra Jordan.

A dor lancinante que assustou o empresário era um cálculo renal, cujos cuidados precisaram apenas de uma noite à base de soro, medicações e observação no hospital. Mas um segundo susto veio com a conta: 5.400 dólares — nos valores de hoje, quase R$ 17 mil —, que Jordan precisou pagar de improviso, sacando seu cartão de crédito e o da mãe, que havia levado por garantia. “Dentro da ambulância já tive que passar 400 dólares”, lembra.

Comprar para não usar

O empresário havia saído do Brasil sem o chamado “seguro viagem”, que pode ser acionado neste tipo de encrenca. “Eu estava passeando com a família”, justifica. “Tínhamos viajado outras vezes com seguro e nunca havíamos usado. Acabei não fazendo por teimosia.”

O montante precisou ser parcelado na volta e a conta se arrastou durante meses, engordada pelos juros do rotativo. O episódio converteu o empresário: não dá para viajar sem o maldito seguro. “Quando você menos espera, vai precisar”, diz, lembrando da viagem que fez já no ano seguinte, também para os Estados Unidos.

Desta vez, logo em seus primeiros minutos em solo americano, Jordan tirou um naco de dedo ao fechar um porta-malas no desembarque. Foi parar no hospital de novo, com a mão ensanguentada enrolada num papel toalha que pegou no banheiro do aeroporto de Miami. Foram cinco pontos, uma diária extra no hotel para tirá-los e uma fatura de 2.600 dólares — mais de R$ 8 mil na cotação de hoje. “O seguro cobriu tudo”, lembra. “Depois destes episódios, nunca mais precisei. Mas sempre viajo com seguro.”

Planejamento de viagem

Sérgio Buzzi, gerente de benefícios na região Sul da MDS Brasil, tem histórias ainda mais assustadoras sobre prejuízos causados por emergências médicas no exterior para viajantes incautos. As piores são nos Estados Unidos, onde o seguro viagem não é obrigatório e os custos médicos, já altos, acabam sendo multiplicados pela diferença de câmbio.

Ele conta já ter ouvido sobre um caso de apendicite aguda que se agravou e gerou despesas hospitalares na casa de R$ 180 mil, e sobre cirurgias ortopédicas de emergência que saíram perto de R$ 50 mil.

É conversa de uma parte interessada, naturalmente — a MDS oferece coberturas por meio do Assist Card, um dos principais serviços disponíveis no país. Mas, em comparação com outros gastos de uma viagem internacional, uma cobertura de alguns dias é uma despesa relativamente fácil de arcar.

Em fevereiro, a associação Proteste divulgou um levantamento com apólices das principais seguradoras para a cobertura de 30 mil euros e 50 mil dólares em uma viagem de 15 dias. Para a cobertura em dólar, os preços partiam de cerca de R$ 260. Em euro, de R$ 222 (as cotações foram feitas em setembro de 2016). Cotações da Assist Card feitas para a reportagem do Viver Bem para viagens à Europa começam em R$ 228 para uma viagem de 13 dias.

“[A pessoa que decide economizar o gasto com o seguro] para usar o dinheiro lá fora em um passeio faz uma aposta. Mas, se tiver uma queda, uma enfermidade ou acidente, isso pode custar muito para ela”, diz Buzzi.

Ziquizira internacional

A opção por não contratar um seguro viagem é rara quando se trata de um destino na Europa, já que o turista poderá ser proibido de entrar em alguns países. Especialmente em pacotes comprados nas agências, que orientam os viajantes. “Tivemos casos na agência de passageiros que quiseram ir sem fazer e foram mandados de volta”, conta Mario Miki, da StarOver Viagens e Turismo.

Veneza, na Itália. Foto: tubblesnap/Visual hunt

Os países europeus pertencentes ao Tratado de Schengen obrigam o turista a ter um seguro viagem de pelo menos 30 mil euros para entrar no território — são eles Áustria, Bélgica, República Checa, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Holanda, Nuruega, Polônia, Portugal, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Suécia e Suíça.

Foi na Europa que a administradora Monica Budni também viu o sistema funcionar na prática. Em maio deste ano, ela fez uma viagem de dez dias pela Itália com uma amiga. Na volta a Curitiba, já no aeroporto de Veneza, a companheira de viagem começou a sentir dor abdominal.

O médico do aeroporto não autorizou o embarque e encaminhou o caso para o hospital. O resultado foram três dias extras na cidade italiana e algumas centenas de euros a mais — quase tudo coberto pelo seguro, da Vital Card.

“Era algo que não estava previsto no orçamento da viagem. Só a ambulância custou 200 euros — ainda bem que guardamos um pouco”, conta. “O seguro traz uma segurança a mais em um país que você não conhece, porque você fica nervoso, se complica com a língua”, conta.

Os agentes fazem a recomendação mesmo quando não há obrigatoriedade — principalmente quando o destino tem moeda mais forte que o real ou apresenta maiores dificuldades para o viajante em casos de emergência, explica Diego Klas, diretor da Klas Viagens e Turismo, de Curitiba. É o caso de países em que a comunicação, por exemplo, é mais complicada — ou em que a estrutura de saúde é precária.

“Em destinos exóticos, onde não se conhece a língua, a cultura e a gastronomia, e onde a alimentação muda muito em relação ao Brasil, a possibilidade de se ter algum problema com alimentação é maior”, explica. “Acabamos recomendando para evitar problemas maiores.”

A mesma orientação vale para viagens dentro do Brasil, quando a cobertura do plano de saúde privado — se o viajante tiver — não serve para o destino em questão. “E é o tipo de produto que se compra para não usar. Mas, se precisar, tem essa segurança”, explica Klas.

Seguro viagem: como escolher

As principais orientações sobre como escolher um seguro viagem, de acordo com o técnico da Proteste Rodrigo Alexandre, envolvem a avaliação de todos os serviços que estão incluídos nas coberturas — incluindo os valores previstos no contrato — para evitar surpresas. “Ou seja, para não descobrir somente depois que precisar acionar o seguro que não possui determinada cobertura ou que o valor é muito baixo para indenizá-lo”, explica.

“O consumidor precisa verificar se o plano possui as coberturas mínimas necessárias para uma viagem, como por exemplo, cobertura médica em caso de acidentes, cobertura médica em caso de doençaseguro de vidaextravio de bagagem e etc”, orienta.

O representante da Proteste também lembra que, embora todos os seguros viagem respondam à Superintendência de Seguros Privados — Susep, autarquia federal responsável pela fiscalização do serviço —, é recomendável pesquisar a respeito da idoneidade das empresas em sites de reclamações e de entidades de defesa do consumidor antes de fechar a compra. Além das já citadas, entre as principais seguradoras que oferecem o serviço no país estão a Bradesco Seguros, Chubb e Omint.

Por Rafael Costa | Gazeta do Povo