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Filipe Nicodemos: empresas buscam tranquilidade na sucessão de sócios

Filipe Nicodemos: empresas buscam tranquilidade na sucessão de sócios

Ainda incipiente no Brasil, o seguro de sucessão empresarial é uma alternativa para pequenos e médios negócios ou até para as corporações com capital aberto, mas com controle familiar não pulverizado, em um momento crucial: a morte de um dos sócios. É basicamente um seguro de vida.

Em geral, é contratado pela empresa, que também paga o prêmio e é a beneficiária. Os segurados são os sócios. Se um deles morre, a empresa recebe o seguro e destina o dinheiro ao pagamento de seus herdeiros. A precaução evita a necessidade de buscar capitalização para a despesa de indenização, com a busca de um novo sócio ou de empréstimo bancário. Também livra a companhia de ter que aceitar a participação de um parente do sócio falecido sem qualquer intimidade ou vocação para o negócio. A ideia é impedir que a empresa corra riscos.

Nos Estados Unidos e Europa, o seguro de sucessão empresarial é um segmento com 10% a 15% de participação no mercado segurador. No Brasil ainda é pouco mais que traço. Mal chega a 1%, de acordo com especialistas. A falta de cultura de seguridade explica a baixa procura pelo produto. Empresas norte-americanas e europeias fazem seguro de sucessão empresarial de até US$ 5 milhões. Por aqui, funciona até a casa dos R$ 10 milhões, mas as operações mais comuns giram em torno de R$ 5 milhões. Dependendo do valor, a concessão do benefício exige a participação de seguradoras internacionais e resseguradoras.

Em regra, ainda de acordo com corretores e consultores, a aceitação é mais simples até R$ 2 mil. Depois, se torna mais complexa, com exigência de exames completos de saúde e questionários meticulosos de hábitos e históricos de doenças. A avaliação de saúde é anual, assim como o reajuste do prêmio pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A idade dos sócios e o valor do capital segurado são essenciais para a concessão. O seguro tem que cobrir o valor da cota acionária do segurado. Todos os sócios vão receber a indenização para comprar a cota do que morreu. Só pode contratar o seguro entre 18 e 65 anos. O benefício pode ser negado a empresas com sócios com mais de 70 anos, mas se for aceito, ainda assim o seguro terá um cálculo diferente.

A MDS Brasil, terceiro maior broker de seguros do mercado nacional, de acordo com relatório da Finaccord, líder em pesquisa e consultoria de mercado internacional especializada em serviços financeiros, e parte do Grupo MDS, com uma carteira de prêmios emitidos da ordem de US$ 1,8 bilhão, fez no fim do ano passado um seguro no valor de R$ 11 milhões de uma empresa do setor financeiro. As apólices variaram de R$ 5 milhões para apenas um dos sócios e de R$ 6 milhões para todos os outros cinco associados. O prêmio foi calculado em R$ 1.200,00 por mês. A taxa mensal corresponde a 0,011% do capital da companhia.

Nos seguros de vida tradicionais, individuais ou em grupo, o prêmio varia de 0,07% a 0,030% do valor segurado. De acordo com especialistas, chega a 8% no seguro de automóvel. O cálculo do valor depende do ramo do negócio, do histórico de sinistros e da idade dos funcionários. “O seguro de sucessão empresarial era uma modalidade que nunca era lembrada há dez anos. Agora, começa a ser mais procurada”, diz Filipe Garcia Nicodemos, superintendente de benefícios da MDS Brasil, que tem outros seis clientes na fase de avaliação de proposta.

A MetLife, uma das maiores seguradoras do mundo, com uma carteira de 100 milhões de clientes em 50 países, comercializa o produto no Brasil para executivos que tenham participação societária em uma empresa e queiram garantir aos herdeiros, em caso de incidente, amparo financeiro e tranquilidade de não precisar se preocupar com a administração do negócio. Em uma simulação de um seguro para uma empresa com quatro sócios, um com 41 anos e R$ 1 milhão de capital, o segundo com 42 anos e participação de R$ 1,5 milhão, o terceiro com 43 anos e capital de R$ 2 milhões e o quarto com 44 anos e R$ 2,5 milhões de participação, chegou ao valor de R$ 2 mil de custo.

“O seguro de sucessão empresarial permite que o negócio continue sem prejuízo dos herdeiros e sem conflito com eles”, afirma Fábio Torres, advogado da Kennedys, dos Estados Unidos, um dos maiores escritórios do mundo em seguros e resseguros. “O ideal é que todos os sócios sejam assegurados”, diz Barbara Bassani de Souza, advogada sênior da área de seguros e resseguros da TozziniFreire Advogados. “O seguro de sucessão empresarial não resolve problema de sucessão na empresa, mas é um seguro de vida que tenta minimizar o impacto da morte de um sócio”, afirma Thiago Brehmer, sócio da consultoria Grant Thornton, consultoria global com presença em mais de 130 países.

Por Paulo Vasconcellos | Valor Econômico

10 de junho: dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

10 de junho: dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

No dia 10 de junho comemora-se o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. No Brasil, marcamos a data junto a um evento belíssimo oferecido pelo Consulado Geral de Portugal. A comemoração foi no Theatro Municipal de São Paulo, onde a MDS teve a satisfação de apoiar e prestigiar uma celebração inesquecível. A noite teve as presenças ilustres do Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, e do Primeiro-Ministro, Antonio Costa. Ambos foram recepcionados pelo prefeito da capital paulista João Dória.

A ocasião solene enalteceu a troca cultural entre os governos, ilustrada também por um vídeo que transmitia as evoluções nessa relação entre Brasil e Portugal. A noite que emocionou a todos os espectadores contou também com um eloquente discurso do presidente português, que expressou a sua gratidão pela oportunidade de participar da cerimônia. Marcelo Rebelo ainda fala sobre o orgulho da aliança que existe entre as nações, dizendo que “uma vitória do Brasil e dos brasileiros é uma vitória nossa. Uma vitória de Portugal e dos portugueses é uma vitória do Brasil e para os brasileiros”. E reforça que “O que nos une é mesmo a alma, são os mesmos valores, é um patrimônio comum feito de geração em geração, pelo trabalho, pelo esforço desses portugueses no Brasil e dos brasileiros em Portugal”.

As celebrações a esta data festiva tiveram duração de 28 horas e iniciaram com um desfile militar descrito como “extraordinário” pelo presidente português. Ele lembrou a todos das diversas comunidades do mundo que são necessitadas da nossa atenção e estão presente em nosso coração.

A noite se estendeu com uma maravilhosa apresentação da artista Gisela João, que abrilhantou a comemoração com seu concerto de fado e distribuiu sorrisos. Para encerrar com chave de ouro a solenidade, um coquetel com as autoridades, a comitiva de ministros, apresentadores e a cantora produziu muitos registros em meio ao público de um festejo tão memorável.

 

Por Emily Daisy Naves de Almeida

THIAGO TRISTÃO: O RESSEGURO E SEU ENORME POTENCIAL NO BRASIL

THIAGO TRISTÃO: O RESSEGURO E SEU ENORME POTENCIAL NO BRASIL

O mercado de resseguros passou, nos últimos anos, por mudanças transformadoras e que foram importantíssimas para sua consolidação. O fim do monopólio estabelecido em 2007, por exemplo, trouxe enormes desafios às Seguradoras e foi essencial para incrementar a capacidade delas para concessão de seguros em âmbito nacional. Além disso, a concorrência está trazendo novos produtos, maior qualificação, práticas internacionais e geração de empregos.

Se por um lado, negar uma evolução do mercado de resseguros no Brasil está fora de cogitação, por outro, não podemos fechar os olhos para todo o seu potencial e pontos que precisam ser melhorados, como burocracias excessivas e a elevada carga tributária que também atinge as resseguradoras.

“Com maior expertise internacional na avaliação e precificação de riscos, ele permite que as seguradoras assumam riscos variados, tendo papel fundamental na expansão e manutenção saudáveis do mercado segurador.”

É claro que a nebulosidade econômica que paira sobre nosso país acaba por prejudicar também o mercado de resseguros. No entanto, cabe a todos os players deste setor se unirem para preparar o terreno para o momento de retomada econômica. Terreno este que é sem dúvida extremamente fértil.

Primeiro, vamos aos números. Hoje o Brasil já é considerado um mercado global e, dos 40 maiores grupos resseguradores mundiais, 38 operam regularmente por aqui. Em quase 10 anos a receita de resseguros pulou de R$ 3,8 bilhões por ano para R$ 10 bilhões, em 2016. No mesmo ano, o mercado de resseguros apresentou um crescimento de 3,6% se comparado a 2015, alcançando R$ 7,5 mi em 2016.

Mas, afinal, o que torna o mercado de resseguros tão promissor?

“O simples fato de que apenas 10% dos prêmios segurados no país são ressegurados responde grande parte da pergunta. Este fato pode ser explicado principalmente pela quantidade de setores que ainda são mal explorados pelo resseguro, como por exemplo o resseguro das carteiras de saúde, entre outras.”

Para que isto de fato aconteça, é necessário que resseguradoras e seguradoras reforcem ainda mais suas parcerias, entendendo mais profundamente particularidades e legislação vigentes, buscando o equilíbrio em negociações justas no longo prazo.

É necessário conhecer muito bem os seus clientes, possibilitando oferecer produtos condizentes com cada perfil, ampliando assim as oportunidades de novos negócios e crescimento orgânico. A tecnologia deve ser nossa aliada nesta caminhada. O uso do big data, por exemplo, não pode ser negligenciado nesse processo. Conhecer detalhadamente nossos potenciais clientes e entender a fundo o risco de cada contrato são fatores-chave para o crescimento.

DENIS TEIXEIRA: SEGURO DE CRÉDITO, PROTEÇÃO CONTRA A INADIMPLÊNCIA

DENIS TEIXEIRA: SEGURO DE CRÉDITO, PROTEÇÃO CONTRA A INADIMPLÊNCIA

O cenário de crise política e econômica traz mais do que situações desafiadoras. Ele proporciona oportunidades de inovar, mudar comportamentos e encontrar novas soluções. Uma das dificuldades vividas pelas empresas atualmente é o aumento da inadimplência. Segundo uma pesquisa realizada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio), a fatia de endividados com débitos em atraso atingiu 24,1% em abril, o maior percentual desde setembro do ano passado.  

 

Diante desse quadro, de modo geral, as empresas precisam reforçar seus sistemas e controles internos para liberação do crédito e torna-se necessário encontrar fatores de proteção, como o seguro de crédito, que fornece uma rede de segurança para ativos a receber. No caso de inadimplência, a empresa é indenizada e evita colocar em risco a perda de sua carteira. Pode ser adaptado ao porte, setor e necessidades de negócios de cada cliente.

 

Essa modalidade de seguro é recente no Brasil. Chegou por aqui em 1998 por multinacionais que sentiam a necessidade de se prevenir contra possíveis calotes. Outra preocupação era o efeito dominó que a falta de pagamento causaria no mercado em geral. Quando a empresa deixa de receber, ela consequentemente deixa de pagar, criando um ciclo de inadimplência e contaminando o mercado.

 

O seguro de crédito é uma ferramenta poderosa que evita sérios problemas e pode ser adaptada a cada tipo de empresa, combinando as informações e proteções necessárias. Torna-se ainda mais interessante considerando que entre 30% e 40% dos ativos da companhia são recebíveis. Além disso, o fator de proteção ajuda a incrementar o valor da empresa no mercado. O mais importante, no entanto, é a garantia de sobrevivência do seu negócio diante do possível agravamento da crise e da desestruturação do mercado econômico.

 

Hoje, a MDS Insure Brasil oferece maior segurança a seus clientes por meio da nossa equipe especializada que é altamente preparada para apresentar soluções específicas e estruturadas.