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GUSTAVO QUINTÃO: MÉDICO DE FAMÍLIA PODE SIGNIFICAR ATENDIMENTO MAIS PERSONALIZADO E CUSTOS OTIMIZADOS.

GUSTAVO QUINTÃO: MÉDICO DE FAMÍLIA PODE SIGNIFICAR ATENDIMENTO MAIS PERSONALIZADO E CUSTOS OTIMIZADOS.

A Medicina da Família, funcionando de forma integrada com a rede de especialistas, é uma grande tendência para a saúde nos próximos anos.

O médico de família não é nenhuma novidade (a especialidade existe no Brasil há mais de 30 anos), mas perdeu espaço diante da valorização dos médicos especialistas em prol dos generalistas nos últimos anos.

Essa preferência por especialistas já na primeira consulta, no entanto, hoje mostra suas grandes desvantagens: o crescimento dos custos da saúde, o excesso de exames desnecessários, a falta de visão global da saúde e, principalmente, a perda do vínculo médico-paciente.

“A barreira para esse modelo no Brasil é, acima de tudo, cultural. O paciente prefere fazer a primeira consulta com o médico especialista por acreditar que esse profissional tem mais condições de resolver o seu problema. No entanto, as pesquisas de países que adotam o modelo mostram que o Médico de Família consegue resolver mais de 80% dos casos, e quando precisa remeter a um especialista o faz de maneira mais informada, considerando histórico do paciente e a necessidade real. Evita-se, portanto, que o paciente vá de especialista em especialista e faça inúmeros exames desnecessários por não saber a causa de sua condição”, diz Gustavo Quintão, Diretor Executivo de Benefícios na MDS Insure Brasil.

O conceito de Médico de Família já é bastante difundido em países como Inglaterra e Canadá, e costuma ter altos índices de satisfação, além de permitir que a saúde seja tratada de modo proativo, uma vez que o médico acompanha o paciente ao longo dos anos.  

Do ponto de vista do paciente, um benefício imediato é o resgate do vínculo com o médico, que permite focar na saúde do paciente de modo global e não apenas no problema presente, considerando sempre o histórico familiar e os hábitos de vida.

Outro benefício potencial é a maior disponibilidade do atendimento, uma vez que o médico de família tende a conseguir acomodar consultas de seus pacientes na agenda, evitando o uso de pronto-socorro.

Sistemicamente, os impactos podem ser ainda mais positivos. Isso porque o conceito, se bem aplicado, pode significar uma otimização dos custos por meio do uso inteligente da rede de especialistas e da redução significativa de exames desnecessários, além da redução da lotação nos prontos-socorros dos hospitais.

Embora o conceito ainda esteja muito associado à saúde pública no Brasil, a difusão do Médico de Família na rede privada pode abrir espaço, inclusive, para serviços de altíssimo nível.

Nos EUA, por exemplo, alguns planos já começam a ofertar um serviço premium, chamado de Médico Concierge, onde o médico generalista fica à disposição do paciente em horários alternativos e até o acompanha em exames e consultas com especialistas.

A estruturação de um sistema baseado em Médicos de Família ainda está em fase inicial no Brasil e há certamente algumas barreiras importantes a serem ultrapassadas. Mas as primeiras experiências na rede privada têm se mostrado promissoras e, se bem-sucedido, o modelo pode representar uma rara oportunidade de aliar atendimento mais personalizado com qualidade e otimização de custos.

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BROKERSLINK: DO SONHO À REALIDADE – A HISTÓRIA DE UMA TRANSFORMAÇÃO

BROKERSLINK CRESCE EM ÁFRICA: NOVOS MEMBROS NO GANA E NA TANZÂNIA

ENTREVISTA A JIRINA NEPALOVÁ FUNDADORA E CEO DA RENOMIA

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Do sonho à realidade • a história de uma transformação

PAUL BITNER, MANAGING DIRECTOR BROKERSLINK AG

Tudo começou com uma ideia, surgida em 2004, em Portugal, terra de exploradores.

Motivados pela ideia de disponibilizar uma oferta de qualidade a clientes com crescente presença internacional que colmatasse a lacuna de soluções adaptadas às suas necessidades, José Manuel Fonseca e a MDS foram além das suas fronteiras para encontrar corretores de seguros independentes que partilhassem a sua visão: a criação de uma rede regional de corretores independentes. Assim nasceu a Brokerslink.

Tal como os bons vinhos melhoram com o tempo, as boas ideias tornamse num continuum que, quando acompanhadas de visão e sentido estratégico, evoluem ao longo do tempo. A Brokerslink, uma boa ideia, tinha assim começado a sua evolução.

A primeira fase centrouse, por um lado, na expansão geográfica da rede com o objetivo de prestar um serviço a clientes em todo o mundo e, por outro, na formalização da organização como uma associação. Em 2009, apenas 5 anos após o surgimento da ideia que esteve na origem da sua criação, a Brokerslink era já uma rede mundial de corretores presente em mais de 50 países com uma forte base de suporte em termos de corretagem de resseguro. 2009 marcou, igualmente, uma mudança significativa de estratégia. Do outro lado do mundo, em Hong Kong, local da sua primeira conferência global, a Brokerslink começou a transformarse numa organização ativa na procura de novos negócios. A segunda fase estava assim em marcha.

A transformação da natureza da organização exigiu uma maior expansão geográfica, e o desenvolvimento de uma oferta completa de soluções de risco. Os “exploradores” dirigiram a sua ação para o Oriente e África, regiõeschave até então inexploradas.

Foram desenvolvidos esforços para o estabelecimento de novas parcerias em países estratégicos onde a Brokerslink não estava presente. Pelo caminho, foramse estabelecendo relações fortes com corretores de referência e empresas de consultoria de risco. A Brokerslink encetou igualmente esforços no sentido do fortalecimento de relações estratégicas com seguradoras globais lançando um website com uma plataforma de colaboração. Em 2013, a Brokerslink estava presente em mais de 85 países, integrando 10 empresas de referência mundial ao nível da consultoria de risco e corretores de especialidade, tendo estabelecido acordos estratégicos com seguradoraschave, aumentando assim a sua notoriedade.

Durante este período, outra ideia começou a tomar forma: a Brokerslink tornarse num corretor global distinto com a finalidade de se assumir como uma alternativa às redes de corretagem de seguros existentes no mercado, e que fosse viável e sustentável a longo prazo.

A constituição de uma empresa com fins lucrativos vem acentuar a diferença entre a Brokerslink e as restantes redes, oferecendo assim uma alternativa aos corretores globais cotados em bolsa.

A Brokerslink convertese num corretor global, detido por corretores de seguros independentes que mantêm a sua identidade operacional. O capital obtido resultante da incorporação possibilitou um investimento adicional em capital humano, IT e branding, permitindo que cada corretor disponibilize ao mercado uma experiência de serviço diferenciada e um leque de soluções para a gestão de risco.

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Outubro de 2013: desta vez o cenário era a 5a Conferência Global da Brokerslink, em Singapura. Os membros da Brokerslink deram o primeiro passo votando no sentido da transformação da associação numa empresa com fins lucrativos, dando assim início à terceira fase da existência da Brokerslink.

O primeiro passo do processo de incorporação foi concluído em 2014, quando a Brokerslink Management AG foi criada, registada e capitalizada na Suíça com cinco acionistas, todos agenteschave na evolução da Brokerslink, como se mostra no gráfico acima.

Em 2015, a Brokerslink AG, uma empresa global de corretagem, foi criada, registada e capitalizada pela Brokerslink Mananagement AG. O processo de subscrição privada de ações ficou concluído em maio de 2016.

Estava assim criado um novo tipo de empresa global de corretagem. Pertencendo a 50 corretores independentes de seguros e empresas de consultoria de todas as regiões do mundo, a Brokerslink AG está capitalizada e tem capacidade para oferecer um serviço diferenciado ao cliente através de uma equipa altamente qualificada e de uma rede de 90 empresas afiliadas que têm um vasto conhecimento do setor.

Uma realidade em que certamente novas boas ideias estarão para chegar.

A incorporação acentua a diferença entre a Brokerslink 
e as redes de corretagem de seguros existentes e oferece uma alternativa aos corretores globais cotados em bolsa.

José Manuel Fonseca, Mohamed Jaffer, Youness Rhallam e Eric Addo-Mensah, na conferência EMEA da Brokerslink, 2016.
José Manuel Fonseca, Mohamed Jaffer, Youness Rhallam e Eric Addo-Mensah, na conferência EMEA da Brokerslink, 2016.

Brokerslink cresce em África: novos membros no Gana e na Tanzânia

A Brokerslink vai de vento em popa em África, um continente em franco crescimento, no qual muitas empresas e clientes desenvolvem cada vez mais negócios. A Midas Insurance Brokers do Gana e a Tan Management Insurance Brokers, sediada na Tanzânia, são membros recentes da Brokerslink em África. Eric AddoMensah, COO da Midas, e Mohammed Jaffer, CEO da Tan Management, estiveram no Porto para o encontro da Brokerslink EMEA, e a FullCover aproveitou para conversar com eles. Ambos falaram das suas carreiras, das suas empresas, dos seus mercados e das razões que os levaram a aderir à Brokerslink.

As empresas

Eric AddoMensah iniciou a sua carreira como professor, tendo posteriormente decidido estudar seguros no Reino Unido (como professor que era, sabia a importância do conhecimento). Dez anos – e muitas horas de estudo – mais tarde, Eric regressou ao Gana e integrou a maior corretora de seguros do país. Em 2008, teve a oportunidade de criar a sua própria empresa que, ao fim de três anos, já era um dos dez maiores corretores de seguros no Gana.

A Midas emprega 12 pessoas, que trabalham em duas sucursais em Tamale e Acra e que gerem, no total, cerca de oito a nove milhões de dólares em volume de prémios. Eric pretende expandir a empresa para outras cidades.

A história de Mohammed Jaffer é um pouco diferente, embora haja aspetos comuns. Mohammed estudou na American University em Sharjah (Emirados Árabes Unidos). Depois de se licenciar com 20 anos, Mohammed voltou para o país natal, a Tanzânia (a família era proprietária de várias empresas, desde imobiliárias a padarias, passando por empresas de serviços de saúde). Mohammed pretendia concluir o mestrado, mas, para isso, precisava de ganhar alguma experiência profissional. A família sugeriulhe então que arranjasse um trabalho que não estivesse ligado aos negócios da família. O primeiro emprego que conseguiu foi na Jubilee Insurance – o maior segurador da África Oriental – onde trabalhou durante nove anos. Só quando foi promovido a diretor regional é que Mohammed achou ter chegado o momento de colocar a sua experiência no setor segurador ao serviço dos negócios da família. Em 2009, comprou uma agência de seguros – não se tratava sequer de um corretor – que intermediava um volume de prémios de 200 000 dólares. Em 2015, a empresa declarou cerca de três milhões de euros em prémios intermediados. O crescimento foi tal que a KPMG classificou a Tan Management como a quinta melhor média empresa da Tanzânia. Além disso, a empresa ocupa a nona posição entre as 120 corretoras do país.

A Tan Management emprega 26 pessoas, que trabalham em três sucursais localizadas nas cidades de Dar es Salaam, Moshi e Arusha, e Mohammed, tal como Eric, continua a apostar no crescimento da empresa.

Midas e Tan Management – duas empresas nascidas por um acaso.

 

Os mercados

As carteiras e os segmentos de negócio podem ser diferentes, mas ambos os mercados enfrentam os mesmos desafios: dar resposta a clientes com múltiplas necessidades em diferentes linhas de negócio, o que reduz a necessidade de especialização. Embora sejam corretores generalistas, têm mais experiência em determinadas áreas, como por exemplo nos seguros de terrorismo e riscos políticos. Como a firma Eric: “Com a exceção da África do Sul e talvez Marrocos, na maioria das outras zonas de África fazemos de tudo. Mas esta é também umas das razões pelas quais integrar um grupo como a Brokerslink é, na minha opinião, muito importante. Quando estudei no Reino Unido, havia um anúncio que costumava passar na televisão com um homem que dizia ‘se eu não sei, conheço quem saiba’. Damos o nosso melhor para seguir este princípio, pelo que, se não tivermos a experiência necessária, podemos falar com alguém que tenha”. No Gana e na Tanzânia, a especialização está, de momento, fora de questão.

Na Tanzânia, o mercado empresarial representa 65% do total de receitas de prémios. O mercado de retalho é atualmente de 35%, mas tem um enorme potencial de crescimento. Mohammed afirma: “Fora do âmbito empresarial, as pessoas não consideram o seguro uma necessidade. O microsseguro está sem dúvida a ajudar e o regulador estima que a taxa de penetração de seguros triplique até 20192020”. No Gana, o mercado de retalho é ainda mais pequeno, representando cerca de 15% do total. Em ambos os mercados existem seguros obrigatórios, como seguros de responsabilidade civil geral e patronal na Tanzânia, e o seguro automóvel e de responsabilidade de empresas ligadas à construção no Gana. No mercado da Tanzânia, há regulamentação prestes a entrar em vigor que estabelece a obrigatoriedade do seguro de incêndio em escolas e de contratação de seguros de engenharia em projetos de construção. Será também criado um programa de seguro de saúde para trabalhadores, o que justifica as estimativas de que o mercado triplicará nos próximos anos. No que respeita ao Gana, uma vez que não existe seguro obrigatório de acidentes de trabalho, as empresas de construção são obrigadas a ter um seguro de responsabilidade civil que indemnize tanto os colaboradores das empresas quanto terceiros, em caso de acidente. A resposta à questão sobre as consequências da não contratação do seguro automóvel obrigatório, Eric diznos que a polícia é muito rigorosa e, se não apresentarmos uma prova de seguro do automóvel, podemos ser presos (sorri sarcasticamente).

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As estratégias

Com o potencial de crescimento que existe em ambos os mercados, é interessante descobrir quais são as estratégias de futuro da Midas e da Tan Management. Eric adianta que, além do aumento das coberturas de patrimoniais e responsabilidades para clientes empresariais, uma das apostas de futuro será o seguro de vida: “Existe uma classe média em expansão e, dada a forma como está estruturada a sociedade, ainda muito baseada nas relações familiares, a maioria dos jovens da classe média precisa de seguro de vida para os filhos, sobretudo se pretender salvaguardar a educação das crianças”. Nos últimos dois anos, estabeleceramse no Gana grandes seguradores de Vida, como a Credential e a Old Mutual.

Para a Tan Management, a situação é ligeiramente diferente; cada região é única, pelo que as sucursais têm de adotar estratégias diferentes. Mohammed observa: “É difícil centrarmonos em segmentos empresariais num local como Moshi1 e, em Dar es Salam, o mercado de retalho está a tornarse um pouco mais difícil, dada a introdução da bancassurance, que permite aos bancos vender seguros”. E continua: “Para vender seguros, os bancos têm de se registar como corretores, o que significa que não terão os conhecimentos técnicos necessários no que respeita à oferta de certos tipos de cobertura, como os de transporte marítimo”.

Tendose afastado do mercado de retalho, a Tan Management identificou a área dos seguros de saúde como uma área de crescimento (tal como acontece com os seguros de vida no Gana). Os números deverão triplicar neste segmento de negócio, pelo que este é, juntamente com o segmento dos seguros empresariais, o foco principal da Tan Management. Mohammed está também muito interessado em expandir a atividade alémfronteiras, quer através de filiais na Tanzânia quer através da colocação de programas internacionais para os seus clientes.

 

Os setores da corretagem e dos seguros

A conversa incide agora sobre o setor da corretagem nos dois países. Mohammed, além das funções que desempenha
na Tan Management, é presidente da Associação de Corretores de Seguros da Tanzânia (TIBA). Mohammed explica: “Tendo em conta as minhas funções, estou a assistir a um conjunto de mudanças, entre as quais o facto
de os corretores se estarem a tornar mais profissionais. Num mercado tão jovem, a existência de 120 corretores que concorrem para o mesmo negócio
é um desafio. Destes 120 corretores, 95 estão sediados em DaresSalam, pelo que estão todos a lutar pela mesma fatia do bolo. Infelizmente, nem todos são profissionais, o que dificulta a vida dos que são”. Mohammed acrescenta: “Esta concentração é evidente quando lemos os relatórios do regulador – os corretores controlam 60% de um mercado que vale aproximadamente 300 milhões de dólares. Da fatia de 200 milhões, os 15 maiores corretores controlam 180 milhões e os cinco maiores quase 50% deste valor”.

A falta de conhecimento especializado preocupa a Associação, pelo que a TIBA associouse à KPMG com vista à constituição de uma parceria para a formação na África Oriental, que ajude os corretores a tornaremse mais profissionais e a servirem melhor os clientes. O setor está a evoluir a um ritmo acelerado; o regulador desenvolveu uma política nacional de seguros (ainda em fase de revisão) e uma estratégia nacional de formação em seguros, de forma a incluir os seguros nos currículos escolares e universitários. O regulador introduziu também o seguro Takaful2 e a bancassurance e, ao contrário de outros países africanos, entende que o setor deverá tornarse mais autorregulado.

Além de presidente da TIBA, Mohammed é também vicepresidente da Associação de Corretores da África Oriental (EABA). Esta associação é composta por cinco países: Tanzânia, Quénia, Uganda, Ruanda e Burundi. Mohammed aponta: “Os desafios que enfrentamos na África Oriental e na África em geral são bastante diferentes dos do mercado europeu e, perante estes desafios, só há duas opções – ou ficamos sentados e dizemos ‘muito bem, as coisas são como são, é assim a África’, ou avançamos com a convicção de que ‘se trata do nosso setor, do nosso mercado, do nosso país’ e se não fizermos uso da experiência que temos, para que nos servirá?”. O entusiasmo e a paixão de Mohammed pelo seu trabalho são evidentes, ainda que nos confidencie: “Estes cargos são exigentes – as viagens, a negociação com representantes governamentais etc., mas não há dúvida de que vale a pena, quando o nosso trabalho é reconhecido”.

E Mohammed é reconhecido. No ano passado, recebeu o prémio anual para jovens profissionais da Tanzânia, na categoria de menos de 35 anos e foi distinguido como o mais jovem empreendedor do país nos Prémios de Excelência da Tanzânia. Sucessos de que se deve orgulhar, mas que Mohammed afirma serem resultado de muito trabalho.

O desenvolvimento é também evidente no mercado ganês. Eric explica: “O setor dos seguros no Gana evoluiu ao longo dos anos, tendo as companhias mais antigas mais de 80 anos. Nos anos 70 do século xx, houve uma mudança de governo e foi decretado que todas as companhias de seguros deveriam ter pelo menos 40% do seu capital detido por ganeses, o que levou uma série de empresas internacionais a deixar o país e as empresas locais a assumir o controlo”. Mas, nos últimos anos, as coisas mudaram e voltaram a entrar no mercado ganês empresas estrangeiras; algumas vindas da Nigéria, mas também outras como a Allianz e a Saham. Ainda que o requisito relativo aos 40% de capital já não exista, continua a ser necessária uma participação local.

E continua: “As companhias de seguros cresceram em número e dividiramse entre os ramos Vida e Não Vida. Temos perto de 50 seguradores: 26 de Não Vida e os restantes de Vida. O número de corretores de seguros também aumentou. Há 20 anos, quando cheguei ao primeiro corretor onde trabalhei, havia cerca de 20 corretores; agora o número subiu para mais de 70. E, tal como na Tanzânia, os principais corretores representam 89% dos negócios. É um desafio considerável, uma vez que muitas das maiores contas correspondem a grandes projetos com participação do estado e, como é óbvio, temos de estar na linha da frente. Mas nós sempre estivemos presentes e continuamos a empenharnos; nunca desistimos e vamos fazer o possível para mantermos a nossa posição no top 10”.

Tal como Mohammed, Eric está também envolvido em atividades do setor, desempenhando funções na Comissão Técnica da Associação de Corretores de Seguros do Gana e tendo também sido nomeado para a Comissão Técnica do Instituto de Seguros do Gana.

1  Moshi é um mercado pequeno, mas habitualmente muito dinâmico na Tanzânia, com uma população urbana de 150 000 habitantes e uma população rural de 402 400. É a capital da região de Kilimanjaro.

2  De acordo com a Investopedia, o seguro Takaful é
um tipo de seguro islâmico, em que os membros contribuem com dinheiro para um sistema comum, garantindo-se uns aos outros contra perdas e danos.
O seguro Takaful baseia-se na Charia, o direito religioso islâmico, que nos diz que é responsabilidade dos indivíduos cooperarem e protegerem-se uns aos outros.

 

Aderir à Brokerslink

Em resposta às perguntas sobre como veem a Brokerslink no panorama internacional de seguros e sobre a razão pela qual se tornaram membros, Eric e Mohammed têm a mesma visão. Aderiram porque, como “generalistas” nos seus próprios mercados, precisam de ter acesso a conhecimento específico, quando os clientes o exigem. Mohammed coloca a questão da seguinte forma: “Nós não temos acesso a um corretor de resseguro na Tanzânia; a Brokerslink dá a corretores como nós, em países como o nosso, um suporte com o qual podemos contar. Se me telefonarem a perguntar sobre o seguro contra sequestro e resgate, bastame enviar um email para receber uma resposta de um membro da Brokerslink algures no mundo. Nós queremos proporcionar o mesmo mecanismo de apoio aos membros da Brokerslink, razão pela qual nos expandimos para a África Oriental. Não queremos que a Brokerslink sinta a necessidade de ir para países como o Malawi, por exemplo, porque nós já lá temos alguém. Por exemplo, quando a Léons, membro da Brokerslink na Holanda, quis fazer uma colocação de risco no Malawi, nós ajudámola; conhecemos a região e conseguimos aconselhála. E a Léons teve confiança porque nos conhecia. A Brokerslink pode ter uma presença forte em África – nós temos o conhecimento local e os nossos colegas sabem que podem ter confiança”.

Mohamed Jaffer, CEO da Tan Management Insurance Brokers.
Mohamed Jaffer, CEO da Tan Management Insurance Brokers.

Será também criado um programa de seguro de saúde para trabalhadores, o que justifica as estimativas de que o mercado triplicará nos próximos anos.

Eric concorda sem reservas: “Quando criámos a Midas, percebi que este tipo de sinergia pode ajudar empresas novas como a minha, pelo que procurei estabelecer uma relação internacional com uma rede que pudesse contactar para obter informação e conhecimento. Como Mohammed referiu, há alturas em que precisamos de knowhow ou de uma visão especializada e a Brokerslink dános exatamente isto. Quando fui abordado pelo membro nigeriano da Brokerslink, não pensei duas vezes; tratavase de algo que eu procurava há muito tempo. No entanto, isto são coisas que levam tempo. Temos de desenvolver uma relação e de ir conhecendo as pessoas. Quando as pessoas me perguntam: ‘o que conseguiram obter da vossa ligação à Brokerslink?’ Eu digolhes que as coisas não se fazem de um dia para o outro, é preciso construir uma relação; conhecer as pessoas e saber com quem falar. A Brokerslink terá sempre alguém capaz de dar respostas quando nós não tivermos nenhuma. Como disse anteriormente: ‘Se eu não sei, conheço quem saiba’”.

Eric Addo-Mensah, COO da Midas Insurance Brokers.
Eric Addo-Mensah, COO da Midas Insurance Brokers.

 

As pessoas

Eric é casado e tem dois filhos: um com 26 anos, que está a frequentar Direito, e uma filha com 24 anos licenciada em Engenharia de Transformação Alimentar. Além dos negócios, gosta de jogar golfe. Foi secretário do clube de golfe durante três anos, tendo sido recentemente reeleito para um novo mandato, e costuma jogar todas as quartasfeiras à tarde e aos fins de semana. Eric diz: “É o desporto ideal para os negócios. Podemos reunirnos num escritório de um CEO e falar durante 20 minutos, mas se fizermos um jogo, ao fim de seis horas ainda estamos a falar!” Não resistimos a contarlhe que temos campos de golfe fantásticos em Portugal e que organizámos um torneio de golfe na MDS há alguns anos, num campo lindíssimo, no meio de uma paisagem única.

Por coincidência – ou talvez não – Mohammed também joga golfe, tendo iniciado a prática há quatro anos. Entusiasta do desporto, joga futebol, squash e badminton e gosta de praticar mergulho. Mohammed também gosta de desportos radicais e, no dia anterior à reunião da Brokerslink EMEA, tinha ido a Évora, uma cidade na região portuguesa do Alentejo, para praticar skydiving. É também um leitor inveterado, tendo sempre um livro do professor espiritual indiano Osho à cabeceira. Mohammed é casado e tem um filho com sete anos. A mulher, tal como todas as mulheres da família, está profundamente envolvida na empresa. Mohammed explica: “Tratandose de um negócio familiar, as mulheres estão envolvidas na atividade das nossas empresas. Embora a nossa cultura seja a muçulmana, as nossas mulheres têm responsabilidade nas empresas; a minha mulher é gerente no nosso escritório de Dar es Salam; a minha irmã é a diretora responsável pela região norte e a minha mãe é diretora numa das nossas empresas de investimento”. E conclui: “As mulheres trazem equilíbrio à empresa. Sempre que ganhamos um prémio é a elas que o dedicamos”.

Com a conversa a chegar ao m, ficamos a saber por intermédio de Eric que o Gana é um conceituado produtor de chocolate – partilhou connosco algumas especialidades do país – e Mohammed confirma que a Tanzânia é um ótimo mercado para investir. Estão a acontecer muitas coisas interessantes na África Oriental, sendo uma delas a Comunidade da África Oriental, onde os governos trabalham na construção de um modelo semelhante ao da UE, com planos para a criação de um passaporte único, por exemplo. Quando nos despedimos e agradecemos a Eric e a Mohammed por partilharem as suas histórias e os seus sonhos, voltamos a sentir esta relação única que só existe entre membros da Brokerslink, parceiros de negócio e amigos, nos quais podemos confiar em todo o mundo – e agora também no Gana e na Tanzânia.

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RENOMIA: BROKERSLINK @REPÚBLICA CHECA E NA EUROPA CENTRAL E DE LESTE

Jirina Nepalová: um exemplo de liderança na indústria seguradora

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Jiřina Nepalová, fundadora e CEO da Renomia, é uma das figuras de topo do mercado segurador na República Checa; o seu profissionalismo e conhecimento sobre o setor são extraordinários, como demonstram os elogios que recebe frequentemente no seu país. A FullCover quis saber mais sobre esta mulher muito especial e sobre a sua empresa.

Jiřina começou a trabalhar no setor em 1978 e é uma das especialistas de seguros mais reconhecidas
da República Checa. Este reconhecimento devese sobretudo à sua enorme experiência na implementação de programas de seguros e na gestão de sinistros para empresas de mais variados setores de atividade.

Em 1993, Jiřina fundou a Renomia e, com os seus dois filhos, continua a gerir a empresa e a fazêla crescer, tendo alcançado a posição de maior corretor de seguros da República Checa e da Europa Central e de Leste.

A Renomia é parceira da Brokerslink desde 2007, gerindo atualmente cerca de 240 milhões de euros em prémios de clientes. A empresa tem mais de 1000 colaboradores a trabalhar na República Checa, na Eslováquia, na Hungria, na Bulgária, na Roménia e na Sérvia, e está constantemente a expandir os serviços. Em novembro de 2015, lançou uma nova empresa –
a Britanika –, que se ocupa principalmente de consultoria financeira, serviços de seguro, do crédito hipotecário e dos investimentos para os clientes do setor do retalho.

Jiřina foi eleita presidente da Associação de Corretores de Seguros da República Checa em 2015, e entre os muitos prémios que recebeu contamse o de Gestora do Ano de 2014 nos Setores da Banca e dos Seguros da República Checa, a nomeação como uma das dez mulheres mais influentes da República Checa pela revista Forbes e o de Empresária do Ano da Cidade de Praga pela Ernst & Young, em 2016.

Porque decidiu trabalhar no setor segurador?

Foi por acaso, talvez sorte. Há 38 anos, a Česká pojišťovna, a única companhia de seguros existente
à data e detida pelo estado, procurava um perito de seguro automóvel – eu estava a estudar engenharia eletrotécnica e abordaramme. Foi uma grande mudança na minha vida. Tratouse, desde o início,
de um trabalho muito interessante, tendose tornado essencialmente um passatempo para toda a vida. Outra grande mudança verificouse quando o meu filho, Pavel – que, em 1993, aquando da mudança
de regime na República Checa, estava a estudar na Sorbonne em Paris – percebeu que os corretores desempenham um papel muito importante no mundo dos seguros e, juntamente com o meu outro filho, Jirka (também estudante universitário), convenceume a aproveitar os meus anos de experiência em seguros
e fundar uma corretora. A decisão reforçou a minha relação com o setor segurador. O papel de um corretor de seguros é estar ao lado dos clientes, pesquisar e negociar as melhores condições para eles, lidar com os sinistros e proteger os interesses dos clientes em geral. Para mim tudo isto tem um grande significado.

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O que achou mais difícil na construção e no crescimento da Renomia, que é hoje um dos corretores mais fortes da Europa Central?

O início, sem dúvida. No meu caso, foi necessário começar uma empresa do zero, sem capital e numa cidade pequena. Tive de pedir um empréstimo hipotecando a nossa casa. Tive também de convencer futuros colegas – profissionais do setor dos seguros –
a juntaremse a mim numa empresa que estava a dar os primeiros passos, o que não foi fácil. Por isso, comecei a trabalhar com pessoas de fora do setor, ensinandolhes tudo. Deve ter sido uma decisão acertada, uma vez que algumas destas pessoas ainda estão a trabalhar na Renomia e são reconhecidas como especialistas de topo em seguros. Foi uma ajuda ter os meus dois filhos comigo, uma vez que também estavam empenhados em fazer a empresa crescer.

Como foi ser uma empresária de sucesso e mãe ao mesmo tempo?

Tive a sorte de ter fundado a empresa numa altura
em que os meus filhos já eram adultos. Além disso, conseguimos conjugar os nossos talentos e tirar partido do facto de eu ter experiência na área e eles terem ideias criativas, coragem, visão e conhecimento de línguas estrangeiras. Como mãe, tive sempre abertura para os ouvir. Desde o início, temos sido ótimos parceiros com posições igualitárias na empresa.

Acha que agora é mais fácil para as mulheres alcançar posições de liderança no setor segurador?

Não deveria haver diferença entre um homem e uma mulher que visam uma posição de direção. Depende das capacidades e das oportunidades que uma pessoa tiver. No entanto, ele ou ela terão de estar preparados para fazer sacrifícios e ter coragem e perseverança.

Qual é a melhor memória que tem deste trajeto?

Tenho muitas memórias bonitas que nunca vou esquecer. Uma que realmente significou um passo em frente para a empresa foi a minha primeira viagem ao estrangeiro de avião. Fui a Londres com os meus filhos e outro colega, que é agora acionista da Renomia, para uma reunião com um executivo de topo de um dos maiores corretores do mundo. Tivemos de o convencer a trabalhar connosco com vista à aquisição de uma grande conta – uma grande holding do setor químico na República Checa. E conseguimos. Mais tarde, vencemos o concurso em conjunto, derrotando a forte concorrência internacional e, desde então, mantivemos o cliente.

Qual é a sua visão? Como vê o futuro da Renomia?

A minha visão pessoal e empresarial consiste em manter o cariz familiar da empresa, expandila na Europa Central e de Leste e prestar o melhor serviço aos clientes. Continuamos a trabalhar segundo os nossos valores, e a nossa missão é: “servimos as pessoas e as empresas e contribuímos para uma vida melhor”. Partilhamos a nossa visão com os nossos colegas em todos os países em que estamos presentes, para que se identifiquem com ela, para quererem naturalmente integrar esta visão e para que estejam empenhados em construir uma marca forte na Europa.

Porque é importante para a Renomia ser membro da Brokerslink?

Um marco importante no sucesso do desenvolvimento da Renomia foi o trabalho com redes de corretores e parceiros internacionais. Juntámonos à Brokerslink em 2007 e esta parceria enriqueceunos, tendonos permitindo adquirir não só novo conhecimento e experiência, mas também amigos. Graças à Brokerslink temos a oportunidade de prestar serviço aos nossos clientes em países em que não estamos ativos e, ao mesmo tempo, esta cooperação traznos novos clientes. Gostamos muito das reuniões conjuntas e da comunicação sempre aberta e amigável.

“Não deveria haver diferença entre
um homem e uma mulher que visam uma posição de direção. Depende das capacidades e das oportunidades que uma pessoa tiver. No entanto, ele ou
 ela terão de estar preparados para fazer sacrifícios e ter coragem e perseverança.”

BROKERSLINK NEWS

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Captura de Tela 2016-12-19 às 11.31.47  Amsterdão

O maior evento anual da Brokerslink realiza-se este ano em Amsterdão,
 no Hotel Okura, de 20 a 22 de outubro. Naquela que é a 8a edição da conferência, são esperados mais de 250 participantes de todo o mundo, incluindo membros, gestores de risco e seguradores. Os novos desafios
 e oportunidades da Brokerslink e da indústria seguradora serão um dos principais focos da conferência, com destaque para os notáveis oradores que fazem parte do programa deste ano, tais como: Inga Beale – Lloyd’s CEO; Denis Duverne – Chairman of the Board of Directors, AXA Group; Jean-Marc Paihol – Head of Group Market Management and Distribution at Allianz SE; Steve Hearn – Group CEO, Cooper Gay Swett & Crawford e Fons Trompenaars – Founder and Director, Trompenaars Hampden-Turner.

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Brokerslink @ RIMS’2016

Brokerslink no Centro de Congressos de San Diego.
Brokerslink no Centro de Congressos de San Diego

A Brokerslink participou em mais uma edição da conferência anual do RIMS – The Risk Management Society, considerado o evento líder da indústria seguradora a nível mundial.

Este ano a conferência decorreu em San Diego, entre 10 e 13 de abril, e contou com mais de 440 expositores. O grupo MDS, a Crystal & Company e a In2Matrix marcaram a sua presença com balcões próprios no stand da Brokerslink.

Cocktail da Brokerslink.
Cocktail da Brokerslink.

A atividade da Brokerslink no RIMS, através da forte participação da sua equipa e de um stand com um design original e de grandes dimensões, revela-se fundamental para elevar a organização ao nível dos maiores players mundiais da corretagem. Trata-se de uma oportunidade incomparável de estabelecer a presença no mercado, reforçar relações com seguradores e gestores de risco e descobrir novos clientes e parceiros. Nenhum outro evento da indústria consegue oferecer um público de tão alto nível e produzir resultados e oportunidades de negócio tão interessantes ano após ano.

Mais de 60 participantes de membros da Brokerslink estiveram presentes e participaram nas reuniões
e nos eventos organizados pela Brokerslink: o já tradicional pequeno-almoço exclusivo para os membros – onde se reconectam ligações e se fica 
a par das últimas notícias – e o famoso cocktail que este ano contou com a presença de mais de 200 convidados.

O próximo RIMS realizar-se-á em Filadélfia, entre 23 e 26 de abril de 2017 e a Brokerslink voltará a marcar presença.

Stand da Brokerslink no Centro de Congressos de San Diego.
Stand da Brokerslink no Centro de Congressos de San Diego.

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Expansão da Brokerslink

Atualmente a Brokerslink está presente em 90 países, com 400 escritórios e 10.000 profissionais em todo o mundo.

A expansão desta plataforma está totalmente alinhada com o crescimento e necessidades dos seus membros e respetivos clientes.

Neste sentido, as mais recentes integrações da Brokerslink aconteceram na Europa, com a entrada de brokers independentes, empreendedores e de elevada reputação nos seus mercados, como se segue:

• Áustria: Aktuell
• Espanha: Filhet-Allard España • Noruega: Norwegian Broker
• Suécia: Söderberg & Partners

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Brokerslink seleciona a Ventiv Technology para o seu portal RMIS – Risk Management Information System

Captura de Tela 2016-12-19 às 11.41.46A Brokerslink anunciou uma parceria estratégica com a Ventiv – a maior empresa independente no mercado mundial com soluções específicas de tecnologia de risco e seguros – que permitirá entregar aos seus clientes um portal RMIS.

Este portal vai proporcionar aos clientes multinacionais da Brokerslink as ferramentas necessárias para analisar os seus programas de seguros globais, bem como a possibilidade de aceder a outras ferramentas de gestão de risco.

A parceria Brokerslink – Ventiv demonstra o forte compromisso com a estratégia de impulsionar o crescimento por meio da inovação, disponibilizando tecnologia de risco de classe mundial aos seus clientes.

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Zurich Multinational Insurance Training

Fotografia de grupo.
Fotografia de grupo.

A parceria estratégica global entre a Zurich e a Brokerslink tem revelado um importante desenvolvimento da relação entre as duas organizações, em particular entre os membros da Brokerslink e as unidades locais/regionais da Zurich.

O fortalecimento desta relação é fundamental para o encontro de soluções adequadas e um melhor serviço aos clientes existentes no espaço internacional.

Para reforçar esta relação, foi realizada uma formação
em programas internacionais, exclusiva para membros da Brokerslink, no Zurich Development Center, na Suíça. Durante dois dias, 25 participantes de 15 países estiveram focados no Multinational Insurance Training, com sessões muito dinâmicas, análise e discussão de case studies e a aprendizagem sobre como usar a Zurich Multinational Insurance Application (MIA), uma ferramenta premiada que proporciona o know-how necessário para apoiar e garantir soluções de seguros globais e sustentáveis.

No final, o feedback dos participantes foi altamente positivo e demonstrou que todos compreenderam e saíram melhor informados sobre as opções disponíveis na estruturação de um programa internacional.

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Conferência regional da Brokerslink Ásia-Pacífico

No âmbito dos eventos da Brokerslink programados para 2016, teve lugar mais uma importante conferência Asiática, de 27 a 30 de abril, em Sidney, com a PSC Insurance Brokers – membro da Brokerslink na Austrália e Nova Zelândia, a assumir o papel de anfitrião.

Sob o tema “Working Together for Better Results”, 60 delegados de 10 países apresentaram e discutiram temas como o ERM – Enterprise Risk Management, riscos emergentes, a nova capacidade tecnológica da Brokerslink – o portal RiskConsole, e o futuro da corretagem.

 

 

 

 

 

GLOBAL INSURANCE & RISK CONSULTANTS – MDS

GLOBAL INSURANCE & RISK CONSULTANTS – MDS

JACQUES GOLDENBERG: DO EGITO AO BRASIL, UM PERCURSO TRAÇADO PELA PAIXÃO

ENRIQUE SCHOCH: UM MARINHEIRO NO MUNDO DOS SEGUROS

O PODER DA VONTADE: DESCUBRA A NOVA MARCA MDS

MDS NEWS

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Jacques Goldenberg

Do Egito ao Brasil, um percurso traçado pela paixão

São já mais de cinco as décadas que o separam da viagem que o afastou do Egito, mas Jacques Goldenberg descreve com minúcia um passado que parece distante, mas que se mantém bem presente na sua memória. “Acho interessante contar um pouco da nossa vida, das experiências, das emoções que passamos. Assim pelo menos voltamos a viajar”, confessa. Talvez por isso mesmo, pela vontade de manter presente as suas origens, o seu último companheiro de cabeceira tenha sido o livro “Nasser, a águia do Egito”1. Com um percurso profissional ímpar, Jacques Goldenberg é atualmente Diretor Internacional e de Riscos Empresariais da MDS Brasil e mais do que um profissional, é hoje um modelo e uma inspiração para muitos.

 

A queda da monarquia em 1952 e a eleição de Gamal Abdel Nasser como presidente ditaria um novo rumo para o Egito e também para Jacques Goldenberg, que com apenas 12 anos, se viu forçado a deixar o Cairo na sequência do processo de nacionalização da companhia do Canal do Suez, até então propriedade da Inglaterra. “Para algumas nacionalidades foram concedidas 24 horas para abandonar o país”, recorda. “No caso dos judeus não havia propriamente um prazo, mas o meu pai ficou preocupado com a situação” e acabaria por rumar a Israel, de onde era natural. A estadia viria a ser no entanto bastante curta e em 1958 a família de Jacques juntar-se-ia aos restantes familiares que se encontravam no Brasil.

No ADN trazia já o “bichinho” dos seguros, uma herança do pai, também ele profissional do setor e, embora a medicina fosse o seu sonho, acabou por se licenciar em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica (PUC). “Sempre quis ser médico mas quando o meu filho Dov decidiu seguir medicina, pensei, o meu sonho está de uma certa forma a concretizar-se”, explica. “Não me arrependo do caminho que segui, só tive resultados ótimos”.

1  N.T.: Título Original: Sinoué Gilbert – Nasser, l’aigle égyptien

 

O início da carreira

Iniciou a sua carreira na área dos seguros como office boy, com apenas 17 anos. Dois anos mais tarde assumia já a função de gerente de seguros nas áreas de Automóvel, Acidentes de Trabalho, Vida, Patrimonial. O seu percurso profissional ficaria indiscutivelmente marcado pela influência do pai, durante muitos anos responsável pela gestão da carteira de seguros da Mercedes-Benz, no seio da própria empresa. Nessa altura Jacques chegava a ir com o pai 3 a 5 vezes por semana para a Mercedes, num período de aprendizagem que considera ter sido bastante importante e que lhe permitiu adquirir um vasto know-how no setor automóvel.

Jacques recorda a realidade do setor segurador, na altura monopólio do Estado: “quando comecei, no Brasil  a área dos seguros era uma coisa muito quadrada. Existia uma tarifa e era aquilo que se chama de bíblia”. Depois, dependendo das características do risco, através de um processo específico, poder-se-ia solicitar um tratamento diferente. “O meu pai dizia: está aqui a tarifa de incêndio e você vai ler do início ao fim. Era algo sem graça, mas aprendi assim, lendo as tarifas, lendo os clausulados de todas as apólices. Foi desta aprendizagem que nasceu o hábito, ainda hoje, de efetuar uma constante auditoria a tudo”, explica Jacques.

O pai acabaria por criar a sua própria corretora, a Integridade, sem nunca ter perdido no entanto a ligação à Mercedes-Benz, na qual continuou por 23 anos, período em que manteve uma corretora cativa em sociedade com a marca alemã.

Com a criação da Integridade conseguiram alcançar alguns clientes no Egito e conquistar contas importantes no Brasil, como o Banco Bozano Simonsen, a Embraer ou a Anglo American.

 

A paixão pelos seguros e pela vida

Apesar de apaixonado confesso pelos seguros, para além do curso de Administração de Empresas, fez alguns cursos paralelos, entre eles, Técnico de Laboratório, Eletrotécnica e Análise Transacional. Fê-lo por divertimento, para enriquecimento cultural, para ter uma visão diferente daquela que a licenciatura e a própria experiência de vida lhe deram e dão. 

“Gosto muito da área de seguros ao ponto de tomar café, almoço e janta de seguros”, graceja. “Seguros é uma das poucas atividades que faz com que você não se canse, não ache a vida monótona. Porque são situações que não se renovam. Existem sempre coisas novas. É preciso usar a imaginação e a criatividade”.

A par do percurso profissional viu também crescer a família. Teve quatro filhos – Denys, Dov, Cyntia e Ariel – e 6 netos. Não escondendo o carinho por todos eles, não hesita em dizer que uma das suas fontes de energia e inspiração é Denys, aquele que seguiu as pisadas do pai no mundo dos seguros e que quis o destino que seguisse uma “outra missão, num outro mundo”.

Tendo sempre acompanhado a evolução do setor no Brasil e a nível global, rapidamente se apercebeu do movimento de consolidação entre os corretores e, não tendo a possibilidade de adquirir uma outra corretora, mas tendo consciência da solidez da Integridade, encetou negociações e em Agosto de 2004 junta-se à Lazam-MDS (corretora de seguros resultante da joint venture entre o grupo Sonae e o grupo Suzano).

Quando iniciou o seu percurso na Lazam-MDS era suposto ficar o tempo suficiente para assegurar a transição da carteira. Juntamente com 7 outros colaboradores, o filho Denys acompanhou-o neste percurso tendo assumido a função de Diretor Comercial. Infelizmente Denys não pode terminar o seu percurso e Jacques decidiu continuar o sonho do filho.

 

Um encontro decisivo

É por ocasião da aquisição da Integridade pela    Lazam-MDS que Jacques vem a conhecer o CEO da MDS, José Manuel Fonseca. Nos primeiros tempos trabalham em conjunto,  e  cria-se  uma  grande  empatia  entre  ambos – talvez, pensa Jacques, pelo facto de ambos terem um passado de seguros em comum. Jacques reconhece em José Manuel Fonseca uma grande visão de futuro e o facto de conseguir transmitir essa vontade de planear a médio/longo prazo – sem esquecer, todavia, o presente.

É nesse período que nasce a Brokerslink, e rapidamente se constata que a rede à qual a Lazam pertencia anteriormente – Uniba – nada tinha a ver com o perfil da MDS, pois tratava-se de uma rede de pequenos corretores. Ao invés, a Brokerslink era uma associação de brokers maiores e tinha outra ambição – começou como uma rede e transformou-se em algo maior”. O José Manuel foi pai e mãe da Brokerslink” diz Jacques, sorrindo.

Para Jacques, José Manuel tem uma faceta muito humana, a par da sua visão objetiva de negócio e de uma grande exigência. Reconhece-o como um homem de cultura – conhece história, geografia, música, o mercado de seguros e resseguros, e é respeitado em todos os continentes.

E, a propósito, Jacques conta-nos uma história: “Num passeio de barco em Nova Iorque, falando com o José Manuel de algumas personalidades políticas, ele disse-me que tinha lido dois livros fantásticos – um sobre Golda Meir e outro sobre Nasser, e aconselhou-mos. Li ambos com muita atenção, até porque, tendo nascido no Egipto com origem judaica ambos me interessavam. E por incrível que pareça, tocou-me mais a história de Nasser que a de Golda Meir – algo que só foi possível graças ao conselho do José Manuel, sem o qual nunca teria comprado esses livros!”. E conclui: “a nossa é uma amizade muito bonita”.

 

A relação com a MDS

“Estou na MDS há 11 anos e espero ficar aqui ainda alguns anos. Eu gosto de trabalhar, sempre gostei. Até hoje não levo um Não para casa. Tento que o Não seja um Talvez e, quando possível, se torne um Sim”, refere Jacques.

É com orgulho que fala do percurso da MDS, do crescente reconhecimento do mercado como “corretora técnica, ética, dedicada aos seus clientes. A MDS de hoje é fruto do trabalho de pessoas que já estiveram, que ainda estão, da filosofia, e particularmente, do facto de existir uma orientação que vem da matriz – os grupos Sonae e Suzano”. Estes dois grupos fornecem “raízes muito profundas, com fortes valores associados – seriedade, pujança, solidez”. Mas acrescenta: “a imagem da empresa era muito respeitada no mercado, mas José Manuel queria uma imagem mais ousada. E o facto é que hoje estamos no topo do ranking de corretores no Brasil. José Manuel encontrou no Hélio Novaes (CEO MDS Brasil) a pessoa que tornou possível realizar a sua visão para a empresa, que continua a ser respeitada, mas também, muitas vezes, temida pelos seus concorrentes”. Jacques recorda ainda um momento muito especial para si: “Foi no aniversário dos 30 anos da MDS. Fui convidado para vir à celebração no Porto. A dada altura, qual é a minha surpresa quando José Manuel Fonseca me chama ao palco para receber um prémio, como agradecimento pela minha colaboração de 10 anos com o grupo. Este gesto tocou-me muito, vindo do profissional, mas também do amigo”.

Jacques Goldenberg discursa após receber um prémio das mãos de José Manuel Fonseca no 30° aniversário da MDS.
Jacques Goldenberg discursa após receber um prémio das mãos de José Manuel Fonseca no 30° aniversário da MDS.

 

O papel do broker no futuro e a Brokerslink

“A visão do broker vendedor vai, pouco a pouco, ser substituída pelo broker consultor, aquele que orienta o cliente, as empresas sobre o melhor caminho, a melhor alternativa, a melhor forma de  gerenciar  todos  os  riscos que possam colocar o negócio em risco”, explica.  “O corretor tem de aprender a ser menos vendedor, tem de ser um consultor e oferecer ao cliente instrumentos    e ferramentas que facilitem as tarefas e tenham sempre uma visão geral, a qualquer momento – online”.

Referindo-se à Brokerslink, reconhece que tem desempenhado um papel importante para a MDS no Brasil. “A partir de uma ideia, constituiu-se uma organização mundial respeitada, reconhecida, com bases sólidas de crescimento. A ideia é que faz a força dela”.

Uma energia inesgotável

Incansável, dentro e fora do escritório, os seus hobbies são a leitura, a música e o ginásio. Todos os dias de manhã, bem cedo vai para o ginásio, “é muito importante para mim, sinto-me bem. É mais do que um hobbie, faz parte da minha vida. É a minha cocaína”.

E afirma com satisfação: “eu não fico velho, quem está ficando velho são os meus filhos. Eu parei no tempo. Nesta idade estou ótimo, vou continuar nela! Com ela tenho a experiência de vida, a sabedoria que os jovens têm de conquistar com o tempo”. E deixa-nos um aviso: “É habitual as pessoas reformarem-se a partir de uma certa idade, mas eu não tenho planos para tal. Gosto tanto do que faço e da empresa onde trabalho, que enquanto estiver bem e de saúde, estarei por cá!”.

Detentor de um sentido de humor apurado afirma que “o mercado de seguros tem uma relação direta com a culinária. Sempre que você apresenta um negócio com um risco diferente, algumas pessoas falam que não temos apetite por esse tipo de risco!”. E partilha connosco o seu lema de vida: “Eu vivo o momento que é a equação entre ontem, hoje e amanhã. Hoje é o sonho de ontem, hoje sonho o amanhã”. •

 

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Enrique Schoch

Um marinheiro no mundo dos seguros

Em final de 2015 Enrique Schoch assumiu o cargo de CEO da joint venture entre a Filhet-Allard e a MDS. Em conversa com a FULLCOVER falou-nos dos seus 25 anos de experiência no mercado segurador, dos planos para o futuro e da sua visão para o sucesso.

 

Enrique Schoch sempre gostou do mar e foi por isso que iniciou a sua carreira na Marinha Mercante.

Este amor só poderia vir do seu lado português. “Sou bisneto de um almirante da Armada Portuguesa”, diz com orgulho. Parece até quase natural que a sua escolha profissional tenha sido a vida de marinheiro. Esteve na Marinha Mercante durante oito anos até que o destino lhe trocou as voltas. Com a queda do muro de Berlim e a desagregação da União Soviética, o mercado da navegação comercial fica saturado com a chegada de um sem número de marinheiros dos países de Leste – da Polônia, da Rússia, etc. E, de repente, Enrique percebeu que estava na hora de mudar de rumo/profissão.

Felizmente, a sua formação académica tinha-o preparado bem. Para além de todos os temas relacionados com a navegação, estudará muitos temas legais, de seguros, de economia marítima, entre outros, que lhe permitiram encontrar um novo rumo.

 

O início no mundo dos seguros

E é aqui que a sua vida se cruza com o mundo dos seguros. Quis um feliz acaso que, nessa altura, as companhias de seguros em Espanha procurassem pessoal para alguns dos ramos que estavam em desenvolvimento: além do Ramo Vida, o Ramo de Transportes e, neste em particular, o seguro marítimo.

Uma dessas companhias, a Sun Alliance, procurava um responsável para o departamento de Transportes. E, a 1 de outubro de 1991, Enrique acaba por ser o escolhido para ocupar esta posição, ainda sem saber “realmente” de seguros: “Eu sabia de barcos, de transportes, de negócios de mercadorias – porque tinha navegado por todo o mundo. Mas de seguros, não”.

É nesse momento que surge na sua vida uma figura que se tornará determinante, o diretor do departamento de Transportes da Sun Alliance (hoje já reformado): “Tive um grande padrinho, que me ensinou tudo o que sei de seguros e ensinou-me à moda antiga”. Enrique recorda com carinho o tempo que passou com este verdadeiro mentor, que ao longo de vários anos, todas as tardes, lhe respondia a todas as questões que formulava, enquanto ia estudando entusiasticamente as cláusulas das apólices: “Foi uma época verdadeiramente  maravilhosa”.

Até a assinatura num guardanapo era suficiente para fechar um negócio: “São 500 milhões, aqui está a minha assinatura e já está”. Foi este conceito algo “romântico” de subscrever que o apaixonou.

No mundo dos seguros e na amplitude de possibilidades que os seguros oferecem, Enrique reconhece a grandiosidade do mar: “No final, seguramos tudo”. É possível segurar tudo, desde uma multinacional, uma petrolífera até ao negócio da esquina. E as potencialidades são infinitas.

Recorda uma história que o marcou profissionalmente no seu tempo na Sun Alliance – o “pior 31 de dezembro que vivi durante muitos anos” – quando assumiu o risco de uma exposição (à época com um valor aproximado de 5 milhões de dólares) desconhecendo que não havia cobertura de resseguro para o ano seguinte. O seu diretor, a pessoa que o tinha formado, manteve a calma, disse-lhe que ele se equivocara mas que o risco tinha de ser assumido. “Foi aí que entendi realmente o que era um subscritor e que me tornei um”.

Na Sun Alliance, tornou-se diretor de Transportes e, mais tarde, assumiu a direção de brokers e de negócio industrial pela sua “capacidade para falar com os grandes brokers do mercado”. Quando se dá a fusão com a Royal que cria a Royal Sun Alliance, assume a gestão do negócio  industrial  da companhia.

Em 2001, quando a Liberty compra a Royal Sun Alliance em Espanha, abraça um novo desafio na sua vida. Era sabido no mercado que a companhia pretendia abandonar o negócio industrial. Na época, Enrique dedicava já grande parte do seu tempo ao mercado dos brokers e quando surge o convite da EOS para assumir o cargo de Diretor Geral resolve aceitar: “Toda a gente me dizia que eu estava do lado errado da mesa, que era mais broker do que segurador, e tanto me disseram, que acabei por acreditar”. Pouco tempo depois será nomeado CEO e durante 14 anos, até 2015, fica a gerir a EOS RISK em Espanha.

Um desafio irrecusável

Em 2015, Enrique Schoch é desafiado para um projeto inovador, a joint venture em Espanha de dois brokers europeus de primeiro nível, a Filhet-Allard e a MDS.    “A  união de uma empresa familiar de muitas gerações    e com larga experiência no setor segurador na Europa e de uma empresa com a pujança, o tamanho, a grandiosidade e o volume de negócio como a MDS foi um desafio a que não consegui resistir”.

Enquanto CEO desta joint venture Enrique entende que a empresa reúne todas as condições para ser bem-sucedida: “O mercado a que nos dirigimos é um mercado fundamentalmente de empresas e este mercado necessita de mais brokers que atuem de uma forma profissional e sejam capazes de prestar um serviço especializado aos seus Clientes. Há, de facto, um espaço interessante a ocupar no mercado espanhol de seguros – irá haver uma diminuição do número de atores e um aumento da dimensão destes. E logicamente este movimento de unificação só pode ser levado a cabo pelas empresas líderes e pertencentes a grupos fortes, como é o nosso caso. Temos a experiência, know-how, profissionalismo e dimensão global e desenvolvemos soluções personalizadas à medida das necessidades dos nossos clientes, quer a nível local quer internacional”.

O futuro do setor segurador

Num momento em que a economia espanhola se encontra finalmente em recuperação e Madrid está a tornar-se um centro de seguro e resseguro internacional para o mercado da América Latina, Enrique Schoch identifica três grandes desafios para o setor segurador espanhol.

O primeiro é o impacto do Solvência II no mercado segurador. Não pondo em causa a segurança que o novo regime traz, a verdade é que levanta a questão premente da capacidade das companhias de seguros resistirem às novas imposições e de se manterem em atuação. “Quantos serão, de facto, os players que se manterão no mercado dentro de cinco anos?”

O segundo é questão da dimensão (escala) e da internacionalização. Para Enrique, apenas duas empresas no mercado espanhol corporizam estes princípios. Uma delas é a MAPFRE, que é uma empresa verdadeiramente impressionante e de âmbito internacional. A outra, ainda que num setor muito concreto – o do crédito e caução –, é a Atradius. As restantes não têm capacidade para uma aventura global, atuando esporadicamente, numa ou noutra operação.

Por fim, uma temática de âmbito mais interno, a da eficiência operacional. Num momento em que a preocupação comum ao mercado das companhias de seguros é a captação de cliente, é premente assegurar que todos estão alinhados do ponto de vista de assegurar um serviço de elevada qualidade ao cliente.

O lado pessoal

Nos tempos livres Enrique gosta de praticar desporto. Atualmente dedica-se ao padel, uma modalidade em crescimento nos últimos anos. Os comboios em miniatura e a fotografia, são velhas paixões, agora relegadas para segundo plano.

Quando lhe perguntamos se tem um lema de vida, sorri e confessa-nos: “O meu lema de vida – fazer os outros felizes – mudou”. Com o tempo, Enrique percebeu que a vida é longa e por vezes dura, com muitos obstáculos pela frente. E ainda que continue a ser fundamental fazer os outros felizes, é necessário que também nós sejamos felizes: “também eu tenho de ser feliz”. •

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MDS NEWS

 

 

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MDS reforça aposta no mercado africano

No âmbito do fortalecimento da estratégia de crescimento a nível global e do reforço das suas operações no mercado africano, o grupo MDS nomeou João Alvadia como CEO da MDS África. 

João Alvadia tem uma longa carreira na área dos seguros, em Portugal e África, e terá a responsabilidade de liderar e coordenar toda a operação naquele continente, com prioridade para Angola e Moçambique.

Esta aposta tem por objetivo garantir uma dinâmica de crescimento, consolidando o investimento já realizado e explorando novas oportunidades de desenvolvimento.

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Parceria estratégica com S21sec permite oferta pioneira de serviços de cibersegurança

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Com o objetivo de auxiliar as organizações a lidarem com os riscos cibernéticos, a S21sec e a MDS estabeleceram uma parceria estratégica que visa disponibilizar um serviço completo de cibersegurança para o mercado empresarial a nível mundial.

Esta iniciativa pioneira permite às empresas protegerem-se contra ataques cibernéticos, conjugando uma política ativa de prevenção baseada nas soluções de segurança da S21sec com a minimização dos possíveis impactos através dos seguros específicos disponibilizados pela MDS.

O leque de serviços disponibilizados engloba desde a prevenção, deteção, análise e atuação na área da cibersegurança, até à componente de seguros para riscos cibernéticos, incluindo  a avaliação da maturidade de uma organização para a segurança da informação, auditorias técnicas, ações de sensibilização e formação, monitorização contínua de segurança, equipas de resposta a incidentes críticos de segurança e análise forense, permitindo às empresas uma abordagem assertiva e concreta na gestão de riscos cibernéticos.

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MDS Brasil inaugura nova sede e aposta em inovação e sustentabilidade

A MDS Brasil tem uma nova sede em São Paulo, um escritório mais amplo, eficiente e sustentável e que reflete as transformações conceituais pelas quais a empresa tem passado, apostando num ambiente onde  se valoriza a troca de informações, espaços favoráveis ao conhecimento, e o recurso ao conceito de clean desk, sem mesas  fixas, o que possibilita uma maior flexibilidade e mobilidade.

O escritório fica situado no Eldorado Business Tower, na Avenida das Nações Unidas em Pinheiros, um edifício considerado pela Revista Exame como um dos melhores locais do Brasil para se trabalhar. O prédio foi ainda o primeiro da América Latina a obter LEED® C&S – Platinum, o mais alto nível de certificação ambiental do mundo.

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Estratégia de desenvolvimento global reforçada com contratação de Frederico Casal-Ribeiro

O grupo MDS reforçou a sua equipa de gestão com a contratação de Frederico Casal-Ribeiro, reputado executivo com vasta uma vasta experiência internacional no setor dos seguros, e que assume agora o cargo de Global Business Developer.

Frederico Casal-Ribeiro conta com um relevante percurso internacional no setor, tendo passado por mercados como a Grécia, México, Rússia, Estados Unidos e Brasil, para além de Portugal. No novo cargo tem como missão potenciar as competências da MDS em todas as geografias, alavancando sinergias entre as diferentes equipas locais de forma a apoiar o crescimento da base de clientes nas diferentes linhas de negócio.

Esta contratação veio reforçar a aposta da MDS na internacionalização como um vetor de crescimento, procurando responder às necessidades das empresas portuguesas, mas também colocando o conhecimento e competências ao serviço de empresas a nível mundial, dada a solidez da nossa oferta e capacidade de inovação.

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MDS e Brokerslink na 24ª edição da AMRAE

Jacqueline Legrand representou a MDS e a Brokerslink na 24ª edição dos Encontros da AMRAE – Association pour le Management des Risques et des Assurances de l’Entreprise, que decorreram em Lille, França, entre 3 e 5 de fevereiro. Esta presença espelha a contínua aposta do grupo MDS no apoio ao número crescente de investidores franceses em Portugal.

Fundada em 1993, a AMRAE é a associação que representa a comunidade de gestão de risco e de seguros francesa. Baseada em França, a sua atividade tem uma forte expressão nos países de língua francesa da África do Norte e Ocidental.

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MDS apoia campeão em título no International GT Open

Miguel Ramos volta a envergar a marca MDS no International GT Open, que se iniciou em 23 de abril em Portugal, no circuito do Estoril. O piloto português vai estar ao volante de um BMW M6 GT3, com a equipa Teo Martín, e terá como companheiro de carro o espanhol Roldán Rodriguez.

O International GT Open contará ainda com passagens pelos circuitos de Spa-Francorchamps, Paul Ricard, Silverstone, Red Bull Ring, Monza, terminado em Barcelona no dia 6 de outubro.

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Maílson da Nóbrega no MDS TALKS’

A convite da MDS o reputado orador Maílson da Nóbrega esteve em Portugal para abordar as “Perspetivas da Economia Brasileira” naquela que foi a quarta edição do MDS Talks’. 

Economista, homem de Estado, Maílson da Nóbrega foi ministro da Fazenda entre 1988 e 1990, um dos períodos mais difíceis da economia brasileira. Desde os 20 anos que se dedicou à vida pública envolvendo-se em ações governamentais, obtendo um conhecimento profundo da economia brasileira, tendo desempenhado um papel crucial nas áreas de Financiamento, Negociação e Relações com o Exterior. 

Conta já com cinco livros publicados, inclusive a sua autobiografia – “Além do Feijão com Arroz” -, e vários artigos em jornais e revistas especializadas, sendo ainda Colunista da Revista VEJA. Em 2013 foi considerado Economista do ano, prémio concedido pela Ordem dos Economistas do Brasil.

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SEGURO GARANTIA JUDICIAL DEVE SEGUIR CRESCENDO EM 2017

SEGURO GARANTIA JUDICIAL DEVE SEGUIR CRESCENDO EM 2017

Desde que foi incluído na legislação processual, o Seguro Garantia Judicial não parou de crescer.  Afinal, o produto oferece inúmeras vantagens, especialmente quando comparado à fiança bancária e à garantia em dinheiro.

Em primeiro lugar estão os custos, que costumam ser muito vantajosos, frequentemente chegando a um quinto dos relativos a uma fiança bancária equivalente.

Outro fato, que deve dar ainda mais fôlego ao produto em 2017, é a liberação de caixa. Isso porque o Seguro Garantia Judicial, por não ser emitido por uma instituição financeira, não costuma impactar negativamente as linhas de crédito disponíveis para as empresas.

Ainda mais vantajosa costuma ser a substituição de garantias já feitas em dinheiro por Seguro Garantia Judicial, pois pode liberar recursos financeiros importantes para a empresa a baixos custos relativos.

Essa possibilidade de substituição foi reforçada pelo Artigo 835 do Novo Código de Processo Civil, que equipara Seguro Garantia e fianças bancárias ao dinheiro, desde que possuam um valor não inferior ao débito original, e acrescidos em 30%.

De modo geral, o Seguro de Garantia Judicial foi pensado para atender empresas com o perfil de no mínimo R$ 100 milhões, mas, segundo Leandro Martins, Gerente de Riscos Financeiros da MDS Insure Brasil, é possível que empresas bem menores também tenham perfil para o produto.

“O Seguro Garantia Judicial  tem aplicação muito ampla, passando por processos trabalhistas, civis, tributários-fiscais e em esferas municipais, estaduais ou federais. E é bastante acessível. Há casos de empresas com faturamento de vinte ou trinta milhões de reais e boa liquidez que já conseguem fazer excelentes negócios e liberar recursos importantes  para sua operação”.

A MDS Insure Brasil tem atuado de maneira efetiva na oferta do produto para empresas dos mais diversos segmentos. Com expertise na área e um time de especialistas experientes, a MDS apoia na avaliação da solução, cotação e implantação, inclusive acompanhando o time jurídico do cliente em audiências e negociações para facilitar a aceitação do Seguro Garantia Fiscal.

A VENDA ONLINE DE SEGUROS E OS DESAFIOS DA INTELIGÊNCIA DE NEGÓCIO

A VENDA ONLINE DE SEGUROS E OS DESAFIOS DA INTELIGÊNCIA DE NEGÓCIO

A venda online de seguros é um assunto que tem ganhado cada vez mais pauta no setor e atraído interesses de empresas tradicionais, startups e investidores em todo o mundo. Até porque a migração da venda de soluções e serviços de todos os mercados para os canais online é um caminho natural, e comprar seguros pela internet já não parece uma ideia estranha para boa parte das pessoas.

No entanto, há uma diferença muito grande entre usar os meios digitais (sites, aplicativos e até redes sociais) como canais de cotação e vendas e realmente transformar a contração num processo digital de ponta a ponta, que seja capaz de oferecer transparência, eficiência, economia e segurança para o consumidor. E é no processo específico deste mercado e não no canal que estão os maiores desafios.

Hoje, diversas cotações de seguro já começam pelo online. Consumidores fazem buscas, fornecem informações básicas e conseguem receber cotações prévias e simplificadas. E não é difícil enxergar um cenário em que a grande maioria das contratações comecem assim e evoluam com um corretor entrando no meio do processo para melhorar negociações, esclarecer dúvidas via chat, e-mail canais digitais e organizar a troca de documentos digitalizados, usando assinaturas eletrônicas. O mercado está preparado para isso, já age assim em diversas ocasiões e as barreiras são relativamente pequenas para este modelo.

Mas o caminho entre este ponto e uma contratação eficiente e satisfatória realizada de forma automática e totalmente online, exigirá que o mercado quebre barreiras importantes e evolua consideravelmente.

Afinal, o processo de análise, avaliação, cotação e contratação de seguros é complexo e exige práticas de negócio, interações e análises de cenário que ainda não são facilmente automatizáveis. Para criar um processo de venda 100% online e automático, o mercado terá que aumentar consideravelmente a integração entre corretoras e seguradoras, e adotar práticas bastante avançadas de BI (Business Intelligence).

Segundo Cláudia Rizzo, gerente executiva de Operações Varejo da MDS, o desafio é justamente transferir a inteligência presente nas seguradoras para sistemas interativos, capazes de gerar o mesmo valor para o consumidor final.

“O grande desafio do mercado será a automação da inteligência de negócio presente nas corretoras. Afinal, no processo de intermediação entre seguradoras e clientes, as corretoras sempre agem para encontrar a melhor solução para ambos, num processo interativo, que tem embarcado o valor estratégico das corretoras, a experiência e conhecimento dos clientes e o relacionamento com as marcas e seguradoras. E o sistema de inteligência terá que se alimentar de tudo isso de forma contínua e em tempo real, além de ser parametrizado e ajustado continuamente para refletir as análises e recomendações que hoje são feitas por corretores de forma humana. É possível e os ganhos de escala são muito atraentes, mas os desafios não são triviais”.

Para o consumidor, esse futuro com contratações automáticas, gerenciadas por sistemas de inteligência de negócio alimentados e ajustados continuamente por times de corretores experientes, que gerem inputs de negociações e vantagens em tempo real, pode representar uma padronização maior do processo de contratação,  cotações mais ágeis e precisas sem a perda do valor estratégico aportado pelas corretoras.

Para as corretoras e seguradoras, é uma oportunidade de aumentar a eficiência, ganhar mais escala, aumentar a competitividade e romper definitivamente barreiras geográficas, atuando por meio 100% digital em locais onde não tem presença física.

A contratação de seguros online representa uma grande evolução para o mercado que pode e deve ser entendida de forma mais ampla e profunda do que simplesmente uma adaptação a um novo canal de vendas.

É uma nova forma de prestar o serviço de corretagem, um novo jeito de embarcar a inteligência, relacionamento e experiência das corretoras na contratação de seguros. É também uma ótima oportunidade de demonstrar o valor que as corretoras aportam ao processo de forma transparente para o cliente e para as seguradoras, aumentar a diferenciação entre os diferentes players do mercado e valorizar o segmento.